PESQUISA 1
Atualização do Documento 85 – Evangelização da Juventude – Doc-85 (CNBB) Programa: Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade – Período: 01/01/2025 – 31/12/2027 Duração: 36 mesesA Cátedra UNESCO de Juventude está envolvida na elaboração, sob o ponto de vista metodológico, de uma pesquisa para a Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) sobre “Necessidades e Aspirações dos Jovens Brasileiros”, particularmente orientada para auxiliar no trabalho de educação, evangelização e prevenção no campo de suas atividades com a juventude.
A pesquisa é orientada pela Comissão Episcopal para a Juventude sob a Coordenação de Dom Vilsom Basso, e do Padre Antônio Gomes (Assessor). Além dos representantes da CNBB elencados que compõem a Pastoral de Juventude da CNBB a pesquisa conta com a coordenação da Cátedra UNESCO de Juventude (Prof. Dr. Geraldo Caliman) e mais dois parceiros, da PUC-Rio (Profa. Dra. Andrea Gripp) e da PUC-RS (Profa. Dra. Patrícia Teixeira).
A Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade promoveu, já no primeiro semestre de 2025, através de suas competências:
– na construção da estrutura de uma pesquisa científica
– na elaboração da pesquisa, particularmente para a elaboração do alinhamento metodológico;
– na elaboração do questionário para Adolescentes e do questionário para os Jovens;
– na escolha da distribuição da amostragem para cerca de 12 mil jovens pelo Brasil inteiro; como também
– na sugestão de modalidades de análise dos dados a partir dos objetivos previstos para a pesquisa.
A atualização mantém a estrutura clássica do Documento 85, organizada em três grandes capítulos — Ver, Julgar e Agir —, mas incorpora novos conteúdos, abordagens e linguagens para dialogar com a realidade atual das juventudes. A proposta é oferecer um instrumento pastoral renovado, capaz de orientar dioceses, paróquias, movimentos e novas comunidades em todo o país.
b. Instituições Participantes
– Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB / Financiadora
– Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC/RJ
– Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUC/RS
– Universidade Católica de Brasília – UCB
PESQUISA 2
2. Impactos do uso e da dependência de médias sociais sobre o bem-estar e o cyberbullying entre adolescentes (2023-2025 – em andamento)
Resumo
As tecnologias têm impactos profundos na sociedade, na economia e na cultura. Durante e após a pandemia de COVID-19, a utilização de tecnologias de informação aumentou significativamente. Isto é particularmente grave para os adolescentes devido à dependência da Internet e ao cyberbullying. Este último, após as pandemias, acumulou-se com o bullying presencial nas escolas, com maior impacto nas vítimas, testemunhas e agressores. Os suicídios têm tido consequências extremas desde a investigação pioneira de Olweus na Noruega. Como o Brasil e Portugal apresentam relações problemáticas dos adolescentes com as tecnologias e o cyberbullying, a Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade adotou um projeto elaborado pelo professor Aleksander Veraksa para obter dados científicos sobre essas questões. Planejamos aplicar o questionário a alunos de ambos os países, coletando dados em pelo menos uma escola de nível socioeconômico mais baixo, e em pelo menos uma escola de alunos de nível socioeconômico mais elevado, buscando um número mínimo de respondentes do sexo masculino e feminino, bem como aqueles na adolescência inicial (13-15 anos) e no final da adolescência (16-18). Utilizaremos no Brasil um índice socioeconômico para escolas públicas, elaborado oficialmente. Os resultados serão analisados com base na psicologia, que orientou o instrumento, e também na sociologia da educação, visando recomendações sobre políticas públicas educacionais. Portugal e Brasil usam a mesma língua, o português, e têm muitas raízes culturais comuns.
Publicações: CALIMAN, Geraldo; GOMES, Cândido Alberto (Orgs.). Educação e Direitos Humanos: Cultivando Culturas de Paz. Brasília: Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade. ISBN digital 978-65-6036-526-1; ISBN físico: 978-65-6036-525-4
COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA
April 3, 2023, Ethics Committee of Faculty of Psychology at Lomonosov Moscow State University (the approval No: 2023/37).
JUSTIFICATIVA
O uso das médias sociais alcançou elevado incremento quando, durante a pandemia COVID-19, a educação remota se tornou a alternativa por excelência para a continuidade da escolarização. Os contatos sociais, antes diretos e pessoais, passaram a ser mediados pelas tecnologias da informação e comunicação. Embora anterior à pandemia e concomitante com a utilização das médias sociais por estudantes, o cyberbullying acompanhou os contatos via tecnologias: o que já se não podia praticar nas dependências da escola passou a ser efetuado por meio de redes (Nazir, & Thabassum, 2021). Os mesmos meios proporcionados pelas tecnologias se, por um lado, constituíam alternativas para manter relações sociais, elaborar trabalhos cooperativamente e até obter apoio emocional para superar dificuldades e prosseguir os estudos, também serviram para os estudantes se debaterem nas arenas de poder, ao discriminar diferenças, praticar preconceitos (de gênero, etnia, origem nacional, classe, religião etc.) e estabelecer hierarquias entre estudantes e grupos de estudantes. Embora haja evidências de que o fim do confinamento representou um alívio para muitos, inclusive na escolarização, a pandemia ensejou um novo patamar de uso das tecnologias, de dependência pelo uso reiterado das mesmas e de prática do cyberbullying. Este, já existente, cresceu exponencialmente. Ora, as violências nas escolas e nas universidades, sejam físicas, simbólicas ou outras, representam obstáculos ao livre exercício do direito humano à educação: levam ao abandono da escola, afastamento da concentração nos estudos, sequelas físicas e psicológicas e até mesmo ao suicídio. Assim, geram mal-estar em geral, transtornos psicológicos e, mesmo, o óbito. Como as tecnologias podem ser aplicadas a múltiplos fins, seus usos podem levar ao avesso dos objetivos educativos, ao limitarem o acesso, a continuidade, a igualdade de condições, o sucesso educativo e o próprio direito à vida. Desse modo, o bullying e o cyberbullying, assumiram novas proporções, com graves consequências educativas, sanitárias e sociais.
OBJETIVOS DA INVESTIGAÇÃO
Esta investigação internacional e comparada tem em vista identificar os impactos dos usos de médias sociais e da respetiva dependência em relação a estas em face do bem-estar e do cyberbullying. Nesta relação os potenciais mediadores são o meio social, a atuação da família, a autoestima e as características sociodemográficas das.os adolescentes. O questionário básico (anexo) é da autoria de Aleksander Veraksa, Professor Catedrático do Instituto de Psicologia da Lomonosov Moscow State University. O Comitê de Ética da Pesquisa desta Universidade aprovou o respetivo projeto de investigação, com o instrumento de coleta dados, conforme parecer anexo em russo e tradução livre para o português. A internalização e a externalização de sintomas são outros efeitos negativos do uso excessivo da média. Um fator interveniente a destacar é o papel do envolvimento da família e o seu acompanhamento dos adolescentes no sentido de prevenir as consequências negativas do emprego das médias sociais. Da mesma forma, diferenças individuais e grupais de características podem ser afetadas por características sociodemográficas. Por sua vez, as comparações interculturais podem revelar novos fatos a respeito das diferenças do meio cultural e socioeconômico quanto aos usos das médias sociais por adolescentes.
PESQUISA 3
3. Violência escolar em ambiente universitário entre Brasília e Roma: interpretações e promoção de culturas de paz (finalizado) Descrição: O estudo parte de algumas hipóteses sobre a violência nas escolas e de suas manifestações em diversas categorias. São utilizadas categorias interpretativas inspiradas em paradigmas sociológicos, que nos permitem uma leitura dos condicionantes externos da violência(em perspectiva estrutural) como também daqueles que se encontram presentes nas atitudes,valores e crenças, no quotidiano das pessoas (perspectiva cultural). Uma leitura em perspectiva estrutural delinea algumas teorias ligadas à socialização e integração social, à ecologia urbana, à desorganização social do território e à aceleração dos processos de mudança social, como de industrialização e de modernização. É uma interpretação que contempla os condicionamentos externos em nível macro social geradores de mal-estar social e de reações de tipo marginalizante e violento. Uma leitura em perspectiva cultural mostra como ocorrem certas dinâmicas da criação e transmissão de valores, atitudes, crenças a nível micro social e na relacional na vida quotidiana. São analisados potenciais geradores de violência como a percepção das desvantagens alimentadas pelo sentimento de privação relativa, de desigualdade social e pelos fatores de risco externos e internos aos sujeitos. Objetivo da pesquisa é de identificar as matrizes estruturais e culturais mais incidentes na geração da violência no meio universitário, segundo a percepção de alunos e docentes de uma IES de Brasília. Os objetivos específicos estão orientados à compreensão das manifestações de violência percebidas no meio universitário; na identificação de possíveis razões que levam a utilizar-se de expressões violentas; e na projeção de práticas e de processos educativos voltados à prevenção da violência entre os estudantes. A metodologia prevê aplicações de questionários para gestores; de grupos focais para estudantes universitários; e num segundo momento a construção de questionário para um maior numero de estudantes. Espera-se que os resultados manifestem a prevalência dos fatores culturais sobre os estruturais, abrindo espaços para a atuação da educação para a convivência, a cidadania e a construção de culturas de paz..Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa.Publicações: CALIMAN, G.; VASCONCELOS, I.(Orgs.). Jovens universitários: entre a inclusão e a exclusão. Brasília: Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, 2019, 180 p. Baixar em PDF.
PESQUISA 4
4. Juventude Universitária e os Direitos Humanos (finalizado)A Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, da Universidade Católica de Brasília, sob a Coordenação do Prof. Dr. Geraldo Caliman, iniciou uma relevante pesquisa voltada a entender como os estudantes universitários concebem o conceito de Direitos Humanos. A pesquisa tem como objetivo geral indagar opiniões, percepções e atitudes que se destacam na fala de alunos da educação superior a respeito dos direitos humanos. E como objetivos específicos: (a) Investigar as opiniões, percepções e atitudes de estudantes universitários a respeito dos direitos humanos; (b) Verificar, através de análise documental e da opinião dos estudantes universitários, a existência e pertinência dos instrumentos curriculares disponíveis para a educação em direitos humanos na Universidade; e (c) Indagar sobre a percepção e disposição dos jovens universitários em participar das soluções dos problemas sociais que identificam na sociedade. A pesquisa está sendo replicada em diversas Universidades: PUC-Paraná, UNISAL-SP. Outras Universidades estão aderindo à pesquisa, entre eles: Universidade Católica Silva Henriquez do Chile; Centro de Ensino Superior Dom Bosco de Madrid; Centro de Ensino Superior Salesiano de Veneza. Nos dias 18 e 19 de novembro de 2014, como parte do processo dessa pesquisa, foi realizado o Seminário Internacional “Atualidades em Educação e Direitos Humanos”, com participação de renomados especialistas: da Universidade do Minho, Portugal (Dr. Carlos Estêvão); Universidade de Querétaro, México (Dra. Azucena Ochoa Cervantes); Universidade Católica Silva Henriquez, Chile (Dr. Jorge Baeza), Universite de Montreal I, Canadá (Dr. Maurice Tardif); Pontificia Universidade Católica do Paraná (Dra. Ana Eyng), Universidade Católica de Brasília (Dr. Geraldo Caliman, Dr. Cândido Alberto Gomes da Costa, Dr. Celio da Cunha, Dr. Carlos Angelo Meneses Sousa).Publicações:CALIMAN, G.; VASCONCELOS, I.C. de O. (Org.). Juventude Universitária: Percepção sobre Justiça e Direitos Humanos. Brasília: Liber Livro, 2016. [Baixar o livro em PDF]
LUSTOZA, R.; CALIMAN, G. Juventude Universitária e Direitos Humanos. São Paulo: Novas Edições Acadêmicas, 2018. ISBN 978-613-9-68112-9.
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AULA 18 de agosto
Plano da aula:
1. Introdução do professor
2. Prof.a Elissélia Paes: Violências contra Crianças e Adolescentes
a. O tema
b. A tese
c. O que a Educação tem a ver com esse problema
3. O ambiente virtual de aprendizagem: AVA
( https://ava.catolica.edu.br/d2l/home/152166 )
4. Apresentação dos artigos de livro:
a. Texto 1 – CAP. 1 (livro CALIMAN Paradigmas) –
Necessidades Humanas [ANDREIA]
b. Texto 2 – CAP. 4 (livro CALIMAN Paradigmas) – Desvio
Social e Delinquência] [ALEXANDRE]
5. Distribuição de leituras e seminários
6. Introdução à Sociologia do Comportamento (PPT) Visão geral da disciplina e dos paradigmas [Visão Geral dos Paradigmas.ppt]
7. Artigo cientifico: rodada para definir temáticas a serem desenvolvidas
8. Site pedagogiasocial.net e seus recursos
www.pedagogiasocial.net
9. A Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade
http://catedra.ucb.br
10. Comunicações: apresentações da proxima semana 25 de agosto
a. Paradigma utilitarista [MARCIA]
b. Paradigma positivista [DANIEL]
