Publicações da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade

A Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade publica a Coleção Juventude Educação e Sociedade, em parceria com o Programa de Mestrado e Doutorado em Educação. Comitê Editorial: Geraldo Caliman (Coord.), Afonso Celso Tanus Galvão, Célio da Cunha, Cândido Alberto da Costa Gomes, Carlos Ângelo de Meneses Sousa, Luiz Síveres, Wellington Ferreira de Jesus Conselho Editorial Consultivo: Maria Teresa Prieto Quezada (Mexico), Bernhard Fichtner (Alemanha), Maria Benites (Alemanha), Roberto da Silva (USP), Azucena Ochoa Cervantes (Mexico), Pedro Reis (Portugal). Conselho Editorial da Liber Livro Editora Ltda: Bernardete A. Gatti, Iria Brzezinski, Maria Celia de Abreu, Osmar Favero, Pedro Demo, Rogério de Andrade Córdova, Sofia Lerche Vieira.

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JESUS, Wellington Ferreira de; CUNHA, Célio da. (Org.). A Pesquisa em Educação no Brasil: Novos Cenários e novos Olhares. Brasília: LiberLivro & Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, 2016. (Baixar em PDF)

wellington-a-pesquisa026O livro A pesquisa em educação no Brasil: novos cenários e novos olhares, organizado pelos prof. Dr Wellington Ferreira de Jesus e Célio da Cunha, integra a Coleção Juventude, Educação e Sociedade, pertencente a conjunto de uma produção bibliográfica em Educação e que tem como referências o Programa de Pós-Graduação Sticto Sensu em Educação da Universidade Católica de Brasília (UCB), a Unesco, a Cátedra Unesco de Juventude, Educação e Sociedade e objetiva apresentar a pesquisa em educação no Brasil estudantes de mestrado, doutorado e pós-doutores de Programas de Pós-Graduação em Educação da UCB, da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), da Universidade Paulista (Unip) que, seja em conjunto com seus orientadores com a autorização destes, se lançaram ao desafio da produção do conhecimento nos temas da educação brasileira. Na obra em tela são propostos novos cenários e novos olhares de uma geração de pesquisadores que buscam na pesquisa em Educação a centralidade para repensar o Brasil. Discutem o local, o regional e o global, bem como, as conexões entre o pensamento clássico e demandas contemporâneas da sociedade brasileira. Nesse sentido, entendemos que educação, Estado e democracia devem conviver em conjunto e harmonia, caso contrário, como observado no caso brasileiro, a exclusão será marca da educação.

CUNHA, Célio da; JESUS Wellington Ferreira de; SOUZA, Maria de Fátima Matos de (Org.). Políticas de Educação: Cenários Globais e Locais. Brasília: LiberLivro & Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, 2016. (Baixar em PDF)

celio-politicasCom o crescente processo de mundialização dos mercados e crescente diálogo e intercâmbio entre os países e suas culturas e sub-culturas, as políticas de educação passaram a ser discutidas em âmbito global, influenciando, por conseguinte, as políticas regionais e locais. Disso decorre em boa parte o impulso das pesquisas em educação comparada, um campo de estudos promissor que começa a lançar subsídios valiosos para uma visão mais realista do processo educativo. Daí a importância de reflexões de estudos e reflexões que transitam do global ao local com o objetivo de engendrar alternativas e caminhos que considerem as linhas de pensamento que se movimentam em escala universal e as experiências que se de desenvolvem no âmbito local e regional. Este é o eixo livro Políticas de Educação: cenários globais e locais organizados pelos prof. Dr. Célio da Cunha, Wellington Ferreira de Jesus e Maria de Fátima Matos de Souza. Nessa direção, a presente obra inclui textos que aprofundam a reflexão no âmbito global e textos que examinam questões e experiências regionais e locais. o mundo e suas diferentes culturas estão cada vez mais conectados, condição que permite a reciprocidade de influências, o intercâmbio de ideias e amplia a interdependência. Nesse processo, torna-se fundamental a contextualização e uma percepção crítica sistêmica de modo a considerar as diversas variáveis que se fazem presente dentro e fora do ambiente escolar. Estamos certos que o livro que ora se edita por intermédio da Cátedra Unesco e  do Programa de Pós-graduação em Educação da UCB oferece subsídios valiosos na amplitude da indissociabilidade entre o universal e o local.

SOUSA, C.A.M.; CAVALCANTE, M.J.M. (Org.). Os Jesuítas no Brasil: entre a Colônia e a República. Brasília: Cátedra Unesco de Juventude, Educação e Sociedade; LiberLivro, 2016. [Baixar em PDF]

jesuitasOs Jesuítas no Brasil: entre a Colônia e a República (Carlos Angelo de Meneses Sousa e Maria Juraci Maia Cavalcante, Org.).

O Prof. Dr. Carlos Ângelo, Leitor da Cátedra Unesco de Juventude, Educação e Sociedade e professor do Programa de Doutorado em Educação da UCB, juntamente com a Profa. Dra. Juraci Cavalcante, Coordenadora da Linha de História da Educação Comparada da UFC organizaram a presente obra, fruto de uma arrojada rede de pesquisadores, que se debruçou sobre a presença e atuação educacional de uma das mais significativas ordens religiosas da Igreja Católica, a Companhia de Jesus ou os Jesuítas. Sua ação percorre nossas terras desde os tempos coloniais, até a República no início do século XX. Não é à toa que os filhos de Inácio de Loyola estão presentes na história da educação brasileira, como nos recordava Fernando de Azevedo e outros eminentes pensadores brasileiros, tanto enaltecendo a sua obra educativa quanto criticando-a, mas sempre recordando de sua forte e marcante presença.

SÍVERES, L. (Org.). Diálogo um Princípio Pedagógico. Brasília: Cátedra Unesco de Juventude, Educação e Sociedade; LiberLivro, 2016. [Baixar em PDF]

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Diálogo: um Principio Pedagógico (de Luiz SIVERES). O diálogo é um elemento inerente à condição humana e, portanto, está presente na constituição da identidade dos indivíduos e na realização de sua sociabilidade. Neste caso, o diálogo é um atributo singular de cada membro da sociedade, mas principalmente, uma característica essencial das relações sociais. Para desenvolver essa temática, inserida no contexto atual da educação, o livro: Diálogo – um princípio pedagógico procurou compreender o conceito de diálogo, historicamente situado, e entender como ele poderia fazer-se presente na reflexão e na prática educativa, caracterizando-se, assim, como um princípio pedagógico. Nesta obra, o conjunto dos artigos tem como dinâmica integradora o entendimento do diálogo como um princípio e um processo pedagógico. Portanto, tal conjunto assume um procedimento tridimensional que articula o ser, o saber e o agir pedagógico, bem como a noção de processo que, pela reflexão e prática educativa, estaria contribuindo com o percurso educacional.

CALIMAN, G.; VASCONCELOS, I.C. de O. (Org.). Juventude Universitária: Percepção sobre Justiça e Direitos Humanos. Brasília: Cátedra Unesco-UCB; Liber Livro, 2016. [Baixar o livro em PDF]

JuvUnivDirHum002Publicado pela Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade: CALIMAN, G.; VASCONCELOS, J.I. (Orgs). Juventude Universitária: Percepção sobre Justiça e Direitos Humanos. Brasília: Cátedra Unesco-UCB; Liber Livro, 2016 (ISBN: 978-85-7963-148-1).  Conforme a Constituição da UNESCO (2002), “Uma vez que as guerras se iniciam nas mentes dos homens, é nas mentes dos homens que devem ser construídas as defesas da paz”. Por meio das percepções destes jovens universitários, podemos colher indícios do que a nossa geração lhes legou, de qual é o presente e do que se pode esperar do futuro. Uma pesquisa sobre Direitos Humanos no meio Universitário com a participação de sete pesquisadores de Universidades Internacionais (Italia, Espanha, Portugal, México) e sete pesquisadores de Universidades Brasileiras. Assim se exprime José Machado Pais, expert internacional sobre Juventude, licenciado em Economia e doutorado em Sociologia, Investigador Coordenador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e Professor Catedrático Convidado do ISCTE/Instituto Universitário de Lisboa a respeito desta publicação:  “O questionamento das percepções dos jovens universitários sobre justiça e direitos humanos é um convite para que reflitamos no futuro das nossas sociedades. E porque assim é, em mãos temos um livro que nos desafia a imaginar o futuro como reconstrução de um presente cujo teto cultural (de valores, direitos humanos, ética e justiça) se entrecruza com um solo vital (de desigualdades sociais e constrangimentos económicos). Num estudo onde a esperança de um futuro melhor é debatida, não só no  Brasil como noutras latitudes geográficas da América Latina e da Europa, o que descobrimos é que as percepções e aspirações  juvenis se jogam num campo de tensões sociais entre discriminação e emancipação, individualismo e solidariedade, sobrevivência e direito a uma vida digna. Poderão estes dilemas ser pensados fora dos processos educacionais?”  Verificar o Unesdoc.

 

BRASIL, Kátia; DRIEU, Didier DRIEU (Org.). Mediação, simbolização e Espaço Grupal: Propostas de Intervenções com Adolescentes Vulneráveis. Brasília: Cátedra Unesco-UCB; Liber Livro. 2016.

KATIA-Mediação001Este livro se integra à coleção Juventude, Educação e Sociedade, com selo da Cátedra UNESCO da Universidade Católica de Brasilia e se propõe a apresentar intervenções e questões teóricas em relação à mediação e à simbolização no contexto educativo, nas instituições de saúde e no espaço psicoterapêutico. O livro nasce a partir do intercâmbio entre brasileiros e franceses que desenvolvem pesquisas e intervenções junto a populações vulneráveis e a instituições que as acolhem, com o propósito de evidenciar a diversidade metodológica de intervenção nessa população e promover uma discussão que privilegie a temática do mal-estar e da subjetivação do adolescente, a escuta dos jovens em conflito com a lei e os elementos epistemológicos e metodológicos da intervenção nesse segmento da população. Se divide em duas partes: a primeira intitulada “Mediação e simbolização no espaço escolar: política, inclusão e subjetivação” aborda como o espaço escolar pode fornecer aos adolescentes em situação de vulnerabilidade instrumentos para a transformação de si e a reinscrição no tecido social. A segunda parte do livro intitula-se “Mediação e simbolização: perspectivas psicanalíticas” e apresenta capítulos que trazem intervenções junto a adolescentes vulneráveis do ponto de vista psíquico. [Baixar em PDF]

 

CUNHA, Célio da (Coord.). O MEC pós-Constituição. Brasília: Cátedra Unesco-UCB; Liber Livro, 2016. [Baixar o livro em PDF]

O MEC

Um surpreendente percurso da gestão da educação no Brasil pós-Constituição de 1988, executado por um grupo de pesquisadores da UCB sob a batuta do Prof. Célio da Cunha, um professor profundamente conhecedor da educação nacional e, por isso mesmo, um testemunho privilegiado deste percurso. Assim se exprime o Coordenador da obra, Prof. Celio da Cunha: “A ideia de organizar um livro sobre o Ministério da Educação (MEC) e as políticas de educação depois da Constituição de 1988 foi motivada, em primeiro lugar, por uma experiência de mais de quarenta anos de convivência com avanços, recuos e hesitações da política educacional, algumas vezes exercendo funções nesse importante Ministério, ou ainda trabalhando em outras organizações com finalidades direta ou indiretamente ligadas à educação, como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Universidade Católica de Brasília (UCB). Desses anos de observação ou de participação e envolvimento, foi possível colher muitas lições e ensinamentos. Em segundo lugar, a leitura do livro coordenado por Marcos Emílio Gomes – em comemoração ao 25o Aniversário da Carta Magna, cujo objetivo foi mostrar “o Brasil antes, durante e depois da Constituinte” – permitiu amadurecer a ideia de levar avante o projeto. Apesar da ênfase maior se concentrar nas liberdades humanas, esta obra ensejou a possibilidade de atingir-se uma visão mais ampla do país, depois da Constituição de 1988.”

MANICA, Loni; CALIMAN, Geraldo. Inclusão das Pessoas com Deficiência na Educação Profissional e no Trabalho. São Paulo: Paco Editorial, 2015. 

carimboA cerimonia de apresentação e lançamento do livro em coautoria com Loni Manica (Inclusão de Pessoas com Deficiência na Educação Profissional e no Trabalho) aconteceu dia 02 de dezembro de 2015, na Comissão de Educação do Senado Federal, que é presidida pelo Senador Romário. Prof. Caliman deu também entrevista para um programa da TV Senado. O Senador Romário é o presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte. Ele também tem uma filha com síndrome de down. No Brasil, as possibilidades e os limites da inclusão de alunos com deficiência (PcD) em classes regulares é um tema que divide opiniões. De um lado, há os que defendem que é possível incluir, todos os estudantes em salas regulares, não importando o tipo de deficiência. De outro, existem aqueles que defendem que, em alguns casos, é melhor para a PcD estudar em uma classe ou escola especial. A reflexão proposta pautará sobre resultados de uma pesquisa inédita de doutorado em educação que trata sobre o tema. Tal pesquisa foi realizada em nível nacional (Brasil) e focou em dois grandes temas: o primeiro relacionado ao perfil docente e, o segundo relacionado aos limites e possibilidades da inclusão. Os resultados do primeiro tema já estão divulgados no livro A Educação Profissional para Pessoas com deficiência: um novo jeito de ser docente, já os resultados do segundo tema abordado na pesquisa, serão apresentados, de forma inédita, neste livro. Os próprios alunos com deficiência revelam que nem sempre se sentem incluídos em turmas regulares. Então será que a única saída para a inclusão será que as escolas regulares abram espaço para todo e qualquer tipo de pessoa com deficiência, ela desejando ou não estar nesta escola? Qual será a saída?Turmas especiais dentro dos ambientes escolares pode ser uma solução necessária para incluir?

CALIMAN, G.; PIERONI, V. Sociologia e Drogadição. Guarapuava: Universidade Aberta do Brasil/Unicentro, 2015. BAIXAR EM PDF.

 

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Novo livro Sociologia e Drogadição de autoria de G. Caliman e V. Pieroni. Como afirma o sociólogo BAUMAN, na sociedade de hoje as pessoas passam a valer pelo que consomem. E muitos jovens consomem estados de ânimo para enfrentar a sufocante condição na qual são impelidos ao viver nessa sociedade do consumo: como consumidores e como tal como geradores de capital e renda. Nessa sociedade é fácil adquirir a bom preço “estados de ânimo”, nas prateleiras das esquinas… O livro aborda assuntos como: Quadro teórico que interpreta as dependências; Conceitos de transgressão, de dependência e toxicodependências; O mundo das drogas e as drogas no mundo mostrando uma tipologia e suas modalidades de assunção; Adolescência: um período a risco? O controle social sobre a toxicodependência; Melhor prevenir que remediar… Enfim, 125 páginas bem densas abordando essa questão. Foi publicado para a  Universidade Aberta do Brasil (UAB), dentro de um projeto da Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO), em que Caliman participa com bolsa da CAPES de professor pesquisador. De modo particular duas áreas conceituais estão sob análise nestas páginas: a questão do mal-estar social dos jovens que se manifesta em expressões às vezes de violência e às vezes de consumo de drogas; e o lugar da educação, entendido aqui como espaço de prevenção seja em ambientes escolares que não-escolares. No centro do objeto de pesquisa não se situa tanto o “problema das drogas”, ou “os jovens como problema”. Entendemos as manifestações de dependência de substâncias como sintomas de um mal-estar que subsiste na sociedade de hoje. Sociedades cujos filhos se drogam colhem os frutos de uma cultura subjacente às relações sociais que nela intercorrem. Se existem problemas, estes seriam encontrados nas estruturas e nas culturas violentas que se reproduzem dentro das relações que se têm desenvolvido na sociedade. Neste sentido as drogas, como também outros sintomas como as violências, são considerados aqui expressões de um mal-estar. E os jovens encontram nas drogas sua maneira de exprimir, de dizer que direitos fundamentais estão sendo negados no itinerário de quem deles precisa para responder aos desafios que a sociedade mesma impõe à infância e à adolescência.

 

BRAY, Mark; ADAMSON, Bob; MASON, Mark (Org.). Pesquisa em Educação Comparada: abordagens e métodos. Brasília: Catedra Unesco-UCB; Liber Livro, 2015. (Baixar o livro em PDF)

EducaçãoComparadaA presente obra, já publicada em várias línguas e agora em português, é uma contribuição vital para futuras pesquisas em educação comparada. Cada vez mais os jovens, estendendo as suas vistas para além e aquém dos horizontes brasileiros, indagam sobre a história, as teorias e as metodologias da educação comparada. Livro já consagrado internacionalmente, é um guia metodológico do maior valor, um mapa precioso para os estudiosos da educação comparada que utilizam a língua portuguesa como primeiro idioma ou não. O Brasil, por equivocados matizes de nacionalismo, esqueceu-se da interdependência cada vez maior do mundo. Olvidou-se que ingressou no cenário da História por meio de uma etapa da globalização, as Grandes Navegações e a Revolução Comercial. Foi aquele novo dinamismo em que o mar já não separava, mas unia, conforme celebrado por Fernando Pessoa (2015, p. 69): “… [A] orla branca foi de ilha em continente, Clareou, correndo, até ao m do mundo, E viu-se a terra inteira, de repente, Surgir, redonda, do azul profundo”. Chegar às raízes e criar laços com o mundo não são processos incompatíveis, mas intercomplementares. Conhecer a si mesmo é um processo histórico-social que requer a singularização como resultado das pontes que estabelecemos, voluntariamente ou não. Eis porque, quando a globalização entrou em tempos mais intensos, na época dos “cavalos de ferro” e dos barcos a vapor, na chamada primeira Revolução Industrial, os laços se estreitaram ainda mais com o encurtamento dos tempos e espaços. Os viajantes percorriam a Europa pela teia das ferrovias e procuravam conhecer a educação de outros países, para se enriquecerem mutuamente. Nesta época nasceu a educação comparada, que logo teve repercussões no Brasil e vicejou por longo tempo, inclusive pelas mãos de Lourenço Filho, no bojo da Educação Nova. Um eclipse parcial foi sucedido or novo e vigoroso interesse, facilitado pelas tecnologias da informação e da comunicação. Se não nos apequenarmos nas comparações, certamente enriqueceremos as nossas raízes e fortaleceremos nossa identidade. Se não deixarmos que apenas outros apliquem as metodologias comparativas a nós, exerceremos um papel protagonista. Assim, esta obra traduzida nasceu de um encontro com o Prof. Dr. Mark Bray num memorável evento da Sociedade Brasileira de Educação Comparada, em 2014, organizado pela sua presidente, a colega Profa Dra Marta Luz Sisson de Castro e equipe. Das discussões nasceu a luz e se estabeleceu uma rede de colaboração, para que esta obra não faltasse à bibliogra a brasileira. O Prof. Dr. Célio da Cunha, como sempre, sensibilizou-se com a ideia, o Prof. Bray e seus colegas generosamente autorizaram a tradução, enquanto o autor desta dispôs- se à revisão técnica (motivo pelo qual as falhas devem ser-lhe atribuídas, a nal, ossos do ofício). A UNESCO, no seu papel de eterna catalisadora e inovadora, propôs-se a publicar a obra em meio eletrônico e em papel, para uso nos diversos continentes onde se fala e escreve português. Durante este período, a Profa Marta, que deveria abrir com suas palavras o presente livro, lutava pela vida, tão ou mais acendradamente do que lutava pela educação e a ciência. Assim, ela poderá ver esta obra concretizada, que a ela dedicamos emocionadamente pelo seu heroísmo e bravura. [Candido Alberto Gomes – Professor titular da Universidade Católica de Brasília]

 


SOUSA, Carlos Angelo de Meneses. Juventudes e Tecnologias: Sociabilidades e Aprendizagens. Brasília: Liber, 2015. [Baixar o livro em PDF]

JuventudesSociabilidades

A relação do jovem com a tecnologia cria dinâmicas sociais próprias – onde muitas vezes ele se torna protagonista do seu processo de aprendizado -, impõe uma nova relação do docente com o uso dessas novas ferramentas de ensino e, acima de tudo, gera novos desafios éticos e até mesmo que precisam ser melhor estudados. Ao passo que a apropriação dessas novas tecnologias pela juventude cria imensas oportunidades emancipatórias e de socialização, paradoxalmente o uso de novas tecnologias pode ser também fenômeno excludente ao relegar para um segundo plano jovens que não as possuem ou aqueles que ainda necessitam da chamada alfabetização mediática. Alem da questão da democratização de acesso, vale entendermos melhor as novas dinâmicas que esse fenômeno acarreta. A Internet permite um ambiente virtual sem precedentes onde é cada vez mais comum a superexposição, a cultura do supérfluo e do imediato e, lamentavelmente, frequentes incitações ao ódio, intolerância e preconceito. [Apresentação de Marlova Noleto – Diretora da Área Programática da UNESCO no Brasil]

GALVÃO, Afonso; SIVERES, Luiz (Org.). A Formação Psicossocial do Professor: as Representações sociais no contexto educacional. Brasília: UNESCO/UCB, Liber Livro. 2015. p. 382.

Professor

A Formação Psicossocial do Professor

Uma nova publicação da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, o livro “A Formação Psicossocial do Professor: As Representações Sociais no Contexto Educacional”, organizado por Afonso Galvão e Luiz Síveres, que reuniram nada menos que 25 autores em torno de um tema. A forma descontextualizada de analisar o desempenho docente, alem de fornecer uma avaliação parcial do campo educacional, cria altas expectativas da ação do professor e a sua consequente responsabilização e frustração, tornando-se um obstáculo ao compromisso com a docência responsável. As possibilidades de compreender a boa atuação do professor exige rejeitar uma visão estática que separa o sujeito de sua prática e o concebe isolado de seu contexto. Demanda um esforço maior de compreendê-lo e supõe procurar descrever o desempenho docente na interseção de noções de origem socioantropológicas, históricas e psicológicas. Este livro apresenta parte dos resultados de uma investigação ampla sobre a formação psicossocial do professor. Lançando mão de marcos teóricos diversos, mas integrados em uma abordagem psicossocial, objetiva contribuir para avançar o nosso conhecimento sobre os processos que concorrem para a formação da docência na educação básica. Assim, exploram-se questões relacionadas à identidade docente, aos saberes envolvidos nessa profissão, às expectativas em relação ao futuro profissional do estudante universitário e à intersecção com as próprias representações dos professores desses estudantes acerca do tipo de formação que lhes é proposto e o que é veiculado pelo currículo. Analisa-se ainda como o desempenho dos alunos no curso se relaciona com aspectos psicossociais.


GUIMARÃES-IOSIF, Ranilce; ZARDO, Sinara Pollom; SANTOS, Aline Veiga dos. Educação superior: conjunturas, políticas e perspectivas. Brasília: Liber Livro & UNESCO-UCB, 2015. [Baixar o livro em PDF]

ImagemRanilce Guimarães-Iosif; Sinara Pollom Zardo; Aline Veiga dos Santos lançam o novo volume da coleção Juventude, Educação e Sociedade da Cátedra UNESCO-UCB. Chama-se “Educação superior: conjunturas, políticas e perspectivas”. Trata-se de uma coletânea de textos oriundos de pesquisas e reflexões de docentes, discentes e pesquisadores da área da educação. As produções científicas apresentadas contemplam temas relativos à internacionalização da educação superior, à pós-graduação em direitos humanos e sua perspectiva interdisciplinar, às políticas de democratização do acesso e de avaliação da graduação e da pós-graduação brasileira e à docência universitária. Na obra estão representadas as seguintes instituições: Universidade Católica de Brasília (UCB), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Estadual de Goiás (UEG), Instituto Federal de Brasília (IFB), União Marista do Brasil, University of Alberta (Canadá) e Universität Duisburg-Essen (Alemanha). A publicação está vinculada ao grupo de pesquisa do CNPq, “Educação superior: políticas, governança e cidadania”, coordenado pelas professoras Dra. Ranilce Guimarães-Iosif e Sinara Pollom Zardo no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Católica de Brasília (UCB). A expectativa é de que as pesquisas apresentadas subsidiem debates, estudos e novas investigações na área da educação superior.

“É preciso conturbar a educação superior, sacudir, atropelar, para que, assumindo devido desconfiômetro, passe a autorrenovar-se, seguindo a própria dinâmica do conhecimento rebelde. O que move a educação superior é a rebeldia da pesquisa, não aula, prova, reprodução, xerox. Vamos saudar gente como essas três acadêmicas que pretendem importunar a educação superior”. (Pedro Demo – Prefácio da obra).


PAULO, Thais Sarmanho; ALMEIDA, Sandra Francesca Conte de. Violência e Escola: Escuta de Professores e Análise das Práticas Profissionais, de Orientação Psicanalítica. Brasília: Liber Livro & Cátedra UNESCO-UCB, 2015. (Baixar o livro em PDF)

Violencia e EscolaO livro apresenta uma discussão sobre a complexa relação existente entre violência e adolescência nas instituições educacionais, possibilitando-nos acompanhar o desenrolar de uma cena, que se inicia em uma escola pública paralisada por situações de violências e fixada nos significantes de que seria “impossível fazer diferente”. Momentos em que é visível a sensação de impotência dos docentes, que comparece sob a forma de um apelo desolado ao Outro: “A gente se sente muito só, as pessoas vêm aqui com suas propostas e vão embora, e no dia a dia somos nós que temos que dar conta”. As autoras demonstram, então, como a cena pode ser reconfigurada por meio dos dispositivos de escuta clínica e de análise das práticas profissionais com grupos de professores. A aposta das autoras é clara: somente professores escutados como sujeitos podem abrir-se à alteridade e escutar e ver seus alunos também nessa posição. Assim, atestam ser possível sustentar o discurso do analista do “extra muros” da clínica, para além da prática tradicional do consultório. Trata-se de uma psicanálise aplicada, que exige algumas torções da técnica, mas que, em nenhum momento, distancia-se da renúncia quanto à armação imaginária para operar o ato analítico, de forma a provocar trabalho com os significantes, até que os professores possam prescindir da idealização, confrontar-se com os limites impostos pela realidade da castração e, a partir dessa operação psíquica, adquirir potência para produzir algo novo e significativo em suas práticas profissionais. (Da apresentação da Profa. Dra. Viviane Legnani).

SIVERES, Luiz. Encontros e diálogos: Pedagogia da presença, da proximidade e da partida. Brasília: Liber Livro, Catedra UNESCO-UCB, 2015. 

101O processo educacional tem como pressuposto uma disposição de encontro entre as pessoas e uma opção pelo diálogo entre os conhecimentos. Daí a importância do projeto educativo estar pautado, de maneira interativa, na dimensão antropológica (ser), epistemológica (saber) e pedagógica (agir). Tendo como referência estes princípios é possível propor um percurso de ensino e aprendizagem que corresponda a uma pedagogia na qual estejam contempladas a presença, a proximidade e a partida. Este processo pedagógico estaria sendo sugerido, dentre tantos outros, para atingir as finalidades educacionais, que são o pleno desenvolvimento do educando, o exercício da cidadania e a capacitação para o trabalho, razões fundamentais para o desenvolvimento de uma prática educativa pautada no encontro e no diálogo.

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MANICA, Loni; CALIMAN, Geraldo (Org.). Educação Profissional para Pessoas com Deficiência, 2015 [Para baixar o texto em PDF da Biblioteca Virtual da UNESCO clique aqui e depois em POR]

A Educação Profissional para Pessoas com Deficiência

A Educação Profissional para Pessoas com Deficiência

O livro “Formação Profissional de Pessoas com Deficiência”, de autoria de Loni Manica e Geraldo Caliman, corresponde a uma pesquisa que durou cinco anos e que compreendeu 18 estados da Federação.  Loni Elisete Manica, Doutora em Educação pela UCB e Mestre em Educação pela UFSM-RS. Especializações nas áreas de: supervisão e administração escolar; orientação educacional; políticas e estratégia; educação especial e equidade de gênero. Docente e coordenadora de Instituições de ensino fundamental, médio e superior. Especialista na CNI e, atualmente, atua na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal. Geraldo Caliman é capixaba, Doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma, com especialidade em Pedagogia Social. Atuou por dez anos como professor naquela Universidade. Atualmente é professor do Doutorado em Educação e coordena a Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da Universidade Católica de Brasília. Especialidades: exclusão social; delinquência juvenil, educação social e pedagogia social. E o livro faz parte da Coleção Juventude, Educação e Sociedade, da Cátedra UNESCO-UCB.

Paciência, metodologia e tempo diferenciados, superação do preconceito pelo professor e capacidade de assumir que é possível haver uma aprendizagem mediada, pois o aluno com deficiência pode contribuir para a melhoria da dinâmica da aula. Essas são algumas das conclusões presentes no livro A Educação Profissional para Pessoas com Deficiência: um novo jeito de ser docente, da pesquisadora em educação Loni Manica em parceria com o Professor Geraldo Caliman, Coordenador da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, da Universidade Católica de Brasília. A obra traz a opinião de gestores e professores sobre quais dificuldades devem ser superadas na busca pela inclusão, na educação profissional, de alunos com deficiência. Além disso, apresenta experiências de sucesso sobre o acompanhamento desses estudantes. Também dá voz aos próprios alunos com deficiência sobre quais são os principais enganos dos professores ao ministrarem as aulas, seja em sala ou nos laboratórios de aprendizagem.

— A primeira coisa que eles pedem, 99% dos alunos, é um professor com paciência para escutar e crer que eles também têm potencial e podem contribuir com a aula e o conteúdo a ser trabalhado. A metodologia e a avaliação também não podem ser iguais para todos — disse Loni. Ela citou exemplos de superação, como o de um aluno cego que se inscreveu para o curso de mecânica e sofreu a discriminação do próprio professor, que o instigou por muito tempo a desistir do curso. Assegurado pela lei, teve que ser acolhido e, para surpresa do docente, que mudou completamente de postura, o aluno se mostrou excepcional e capaz de detectar um problema apenas pelo barulho do motor. O livro conta essa história para mostrar que o aluno com deficiência, ainda que precise de atenção e metodologia diferenciadas, é capaz, frisou a pesquisadora.


MORAES, Maria Cândida; BATALLOSO, Juan Miguel; MENDES, Paulo Correa (Org.). Ética, Docência Transdisciplinar e Histórias de Vida. Relatos e reflexões em valores éticos. Brasília: Liber Livro & Cátedra UNESCO-UCB, 2014.[Baixar o livro em PDF]

Etica-Docencia

Etica e Docencia

A construção da própria imagem como docente, a aprendizagem de estratégias de autorrealização e de desenvolvimento da consciência, assim como o uso e a construção de conhecimento pedagógico e, inclusive, a formalização de propostas curriculares, se desdobram em ações que são indissociáveis e inseparáveis do próprio processo de maturação pessoal, que se nutre, não somente da própria experiência, mas também do intercâmbio, da interação e da cooperação fraterna e solidaria, com os alunos que aspiram e desejam formar-se como educadores. Este livro é uma amostra singular de sensibilidade afetiva e ética. Representa um original testemunho do potencial criativo, educacional e de formação pedagógica que tem as histórias de vida docente e discente. Histórias que, quando compartilhadas, dialogadas, analisadas e interpretadas em ambientes sociais e formativos  acolhedores, reflexivos, amorosos e à luz dos conceitos e princípios da transdisciplinaridade, produzem experiências significativas de aprendizagem de alto poder motivador para o sujeito comprometido com seus processos de transformação pessoal, social e profissional. Esta obra nasceu dos diálogos e intercâmbios de experiências ocorridas em nossa sala de aula, no curso de Pós-Graduação em Educação da Universidade Católica de Brasília, mais precisamente em um seminário intensivo sobre Ética, Complexidade e Transdisciplinaridade, ministrado pelos Professores Juan Miguel Batalloso Navas e Maria Cândida Moraes.

CALIMAN, G. (Org.). Direitos Humanos na Pedagogia do Amanhã. 2014  [Para baixar o texto em PDF da Biblioteca Virtual da UNESCO clique aqui e depois em POR]

Direitos Humanos na Pedagogia do Amanhã

Direitos Humanos na Pedagogia do Amanhã

De que será feita a pedagogia de amanhã? Qual o espaço dado à Cidadania e aos Direitos Humanos nessa pedagogia? O novo livro organizado por Geraldo Caliman, Coordenador da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da Universidade Católica de Brasília tenta responder a essas perguntas. E para tanto convidou nove estrangeiros e quatro brasileiros, todos especialistas em educação e em direitos humanos. Num primeiro momento quem responde é Maurice Tardif, um dos maiores especialistas mundiais da educação, da Universidade de Quebec, em sua magnífica contribuição. Ele prevê algumas tendências da Educação nesse século: pode-se pensar que o processo de racionalização da pedagogia continuará, que a ciência se fará cada vez mais presente, que a criança será cada vez mais analisada minuciosamente, que a relação professor-aluno na sala de aula será ainda mais investigada, que as tecnologias buscarão ocupar um lugar maior e que os promotores de inovações pedagógicas de todo tipo tentarão encontrar clientes. O que parece ainda mais crucial é que, no contexto da mundialização, a educação é mais do que nunca percebida como um vetor importante de desenvolvimento econômico e social. Em um segundo momento do livro, são focalizados os direitos humanos num mundo da sociedade do consumo, dos mercados: como e porque os países promovem e estão preocupados com a educação e a difusão dos direitos humanos. Uma terceira sessão da presente investigação focaliza os resultados das diversas pesquisas que se desenvolvem em torno de um projeto chamado Percepções de Justiça e Direitos Humanos de Grupos Sociais Específicos, desenvolvido por várias Universidades: na Universidade Católica de Brasília (UCB), na Universidade Autônoma de Querétaro (México) e na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), na Universidade do Minho (Portugal) e na Universidade Fernando Pessoa (Portugal).

Geraldo Caliman, que coordena uma Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da UCB, escreve sobre as manifestações dos jovens ocorridas no ano passado. No centro está a explosão das manifestações de junho de 2013, em que os jovens exprimiram sua indignação. Daí o título do artigo Da indignação à participação”. Procura sublinhar a importância da construção de vias de participação da juventude na vida social, econômica e política. O artigo incorpora resultados de uma pesquisa chamada Juventude universitária e direitos humanos e sintetiza as opiniões da juventude universitária quanto à participação na vida social, econômica e política. Segundo Caliman, a indignação é uma virtude que tende a emergir quando a dignidade humana está ameaçada. É uma tentativa de expressão de um mal-estar vivido por quem se sente excluído de processos que a sociedade promete a todos os cidadãos, mas que acaba garantindo a poucos. Às vezes a exclusão é de indivíduos e então eles reagem com expressões individuais a este mal-estar: entre as expressões, encontramos aquelas de tipo violento, nos limites entre a incivilidade e a delinquência, mas, quando a exclusão é coletiva, gera avalanches de protestos e manifestações, muitas vezes irracionais e desorganizadas: o sujeito e o grupo social agem no desespero, para encontrar vias alternativas de comunicação, visto que as vias normais estão viciadas, interrompidas ou simplesmente bloqueadas. Novas vias de participação devem ser construídas mediante a consciência e a administração dos riscos e o vislumbrar de motivações, de perspectivas e de sentidos, orientados para a transformação social e a construção de uma sociedade mais justa com a participação dos jovens. Melhor ainda quando tal participação é programada por atacado, por meio de políticas públicas que viabilizem e canalizem o potencial construtivo da juventude.


[RIBEIRO, Olzeni Costa; MORAES, Maria Cândida. Criatividade em uma perspectiva transdisciplinar: rompendo crenças, mitos e concepções. Brasília: Liber Livro, 2014.] [Para baixar o texto em PDF da Biblioteca Virtual da UNESCO clique aqui e depois em POR]

Criatividade em uma Perspectiva Transdisciplinar

Criatividade em uma Perspectiva Transdisciplinar

 O livro é direcionado às pessoas que se sentem inconformadas com os rumos da educação, da sociedade, da humanidade, e desejam a abertura do pensamento para novas perspectivas. Para explorar essas novas perspectivas a partir da criatividade, adotamos como ponto de partida a premissa de que existe uma divergência de caráter ontológico, epistemológico e metodológico entre o pensamento vigente sobre a maneira de concebê-la e expressá-la e o reconhecimento das contribuições do pensamento complexo e da visão transdisciplinar para que os princípios e mecanismos deste fenômeno vital sejam plenamente aplicados em benefício da educação, da sociedade e da humanidade. Os resultados do estudo realizado revelaram a situação crítica em que se encontram as pesquisas na área da criatividade. Mesmo reconhecendo a relevante contribuição do arcabouço teórico e prático construído até este século, os efeitos efetivos sobre a realidade atual, no que concerne à identificação e à expressão do potencial e dos processos criativos não acontecem, exigindo, portanto, novos olhares e o acolhimento de novos paradigmas. Notamos que as contribuições historicamente reconhecidas e validadas como constitutivas de um perfil criativo não têm sido aplicadas em prol dos avanços no estudo e desenvolvimento da própria criatividade. Há construções relevantes, porém, inoperantes e até nocivas ao progresso de uma área de estudo que parece aproximar-se de um processo de estagnação e endogenia, provocado pela falta de vitalidade e de produtividade. Dada à amplitude das questões desenvolvidas, a crítica e as construções teóricas e práticas propostas neste livro aplicam-se ao estudo de qualquer fenômeno. [RIBEIRO, Olzeni Costa; MORAES, Maria Cândida. Criatividade em uma perspectiva transdisciplinar: rompendo crenças, mitos e concepções. Brasília: Liber Livro, 2014.]


  CUNHA, Celio; JESUS, Wellington; GUIMARÃES-IOSIF, Ranilce. A educação em novas arenas: políticas, pesquisas e perspectivas. Brasília: Liber-Livro/Unesco/UCB, 2014. ISBN: 978-85-7963-130-6  [Para baixar o texto em PDF da Biblioteca Virtual da UNESCO clique aqui e depois em POR]

A Educação em Novas Arenas

A Educação em Novas Arenas

No contexto dos avanços tecnológicos e da ampliação dos debates, parcerias e acordos internacionais que envolvem governos, mercados e sociedade civil as políticas públicas de educação assumem novas demandas e são pensadas e gestadas com a participação de velhos e novos atores sociais. Tendo por referência este cenário, a obra A educação em novas arenas foi pensada e organizada. O livro é composto por três partes: “Política, gestão e avaliação da educação: cenários e desafios”, oferecendo ao leitor um amplo painel dos novos desafios, contradições e disputas que cercam a educação básica e superior no Brasil e no mundo. A segunda parte, “As pesquisas em políticas educacionais: arenas e perspectivas”, composta por pesquisas realizadas no âmbito da linha de pesquisa do Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu em Educação da Universidade Católica de Brasília (UCB), entre 2011 e 2013, evidencia como os orientadores e orientandos do mestrado e doutorado produzem suas pesquisas a partir de uma relação dialógica e em conjunto. Por fim, a terceira parte, “Novos estudos e questões para a pesquisa em educação”, estabelece um diálogo com o leitor e a proposta de novas pesquisas em políticas públicas de educação e temas tradicionais ou emergentes na arena educacional local, nacional e mundial. A obra resultou de produção apresentadas no Seminário Internacional em Política e Governança Educacional, promovido pela linha de pesquisa Política, Gestão e Economia da Educação, em 2013; de pesquisas realizadas por discentes e docentes do PPGE da UCB e Universidade de Brasília (UnB) e sua realização foi possível a partir do apoio da UNESCO/Brasil.


CALIMAN, G.; PIERONI, V. ; FERMINO, A. Pedagogia da Alteridade, 2014  [Para baixar o texto em PDF da Biblioteca Virtual da UNESCO clique aqui e depois em POR]

Pedagogia da Alteridade

Pedagogia da Alteridade

O livro “Pedagogia da Alteridade: para Viajar a Cosmopolis”, de autoria de Vittorio PIERONI, Antonia FERMINO e Geraldo CALIMAN foi apresentado na Sala de Imprensa do Vaticano. A apresentação, sob convite de um grupo ligado à Rádio Vaticana, aconteceu na Sala Marconi do Prédio da Radio Vaticana na tarde de sábado do dia 29 de março de 2014. Os autores: o primeiro, um italiano; a segunda, uma pesquisadora cabo-verdiana radicada na Itália; o terceiro, um italo brasileiro: todos trabalharam juntos no Instituto de Sociologia da Universidade Salesiana de Roma (1988-2003). E agora se debruçam sobre a questão da educação intercultural na perspectiva da Pedagogia Social. A Declaração Universal da UNESCO sobre a Diversidade Cultural afirma que “…a diversidade cultural é, para o gênero humano, tão necessária como a diversidade biológica para a natureza. Nesse sentido, constitui patrimônio comum da humanidade e deve ser reconhecida e consolidada em beneficio das gerações presentes e futuras.” O respeito à diversidade cultural é um pilar essencial para que a humanidade possa construir uma cultura de paz e garantir um mundo melhor para todos. Este livro se propõe a discutir as relações entre diferentes culturas, sobretudo quando existe a interferência de outros fatores que tornam difícil a convivência entre elas. O livro aborda ainda a questão dos movimentos migratórios, assunto sobre o qual a UNESCO também se debruça, sobretudo no sentido de garantir os direitos das populações que migram, especialmente os direitos humanos fundamentais. Os sistemas educativo-formativos estariam, hoje, em condições de desconstruir mecanismos etnocêntricos para construir um “homem com dimensão transcultural?”  Estariam tais sistemas aptos a formar um homem com capacidade de dialogar com a diversidade, respeitoso dos valores da alteridade? Estamos seguros que a leitura deste  livro contribuirá para trazer luz a questões fundamentais do nosso tempo.


 CALIMAN, G. (Org.). Violências e Direitos Humanos: Espaços da Educação.Brasília: Liber Livro, 2013, 200 p. [ISBN 978-85-7963-092-7] [Para baixar o texto em PDF da Biblioteca Virtual da UNESCO clique aqui e depois em POR]

Violências e Direitos Humanos: Espaços da Educação

Violências e Direitos Humanos: Espaços da Educação

Uma contribuição conjunta de uma dezena de pesquisadores com a coordenação do Prof. Geraldo Caliman, Coordenador da Cátedra UNESCO de Juventude Educação e Sociedade: do Brasil (Candido Gomes, Carlos Angelo de Meneses Sousa, Célio da Cunha, Geraldo Caliman, Leila Bijos, da Universidade Católica de Brasília), da Alemanha (Bernd Fichtner, Maria Benites da Universidade de Siegen) e do México (Maria Teresa Prieto Quezada e José Claudio Carrillo Navarro da Universidade de Guadalajara). Vários dos coautores são doutorandos da UCB (Denise Lima, Diogo Acioli, Ivar Vasconcelos, Loni Manica, Olmira Dassoler): eles apresentam, junto aos seus orientadores, as suas pesquisas relacionadas ao tema, e reforçam a participação dos doutorandos nos projetos da Cátedra e a Cátedra como escola de pesquisa na área de ciências humanas. O livro foi publicado pela UNESCO-Liber Livro. Sob análise em “Violências e Direitos Humanos: Espaços da Educação”se encontram duas áreas conceituais: a questão do mal-estar social dos jovens que se manifesta em expressões de violência; e o lugar da educação entendido aqui como espaços de prevenção seja em ambientes escolares que em não-escolares. No centro do objeto de pesquisa não se situa tanto o “problema” da violência. Entendemos as manifestações de violência como sintomas de um mal estar que subsiste na sociedade. Sociedades violentas colhem os frutos de uma cultura de violência subjacente às relações sociais que nela intercorrem. Se existem problemas, estes seriam encontrados nas estruturas e nas culturas violentas que se reproduzem dentro das relações que se têm desenvolvido na sociedade. Neste sentido as drogas e as violências são considerados aqui expressões de um mal-estar, uma maneira de exprimir, de dizer que direitos fundamentais estão sendo negados no itinerário de quem deles precisa para responder aos desafios que a sociedade mesma impõe à infância e à juventude.


SIVERES, Luiz (Org.). A Extensão Universitária como Princípio de Aprendizagem, 2013. [Para baixar o texto em PDF da Biblioteca Virtual da UNESCO clique aqui e depois em POR]

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A Extensão Universitária como Princípio de Aprendizagem

 A instituição de educação superior caracteriza-se, inicialmente, por meio do conhecimento, que pode ser gerado, apropriado ou comunicado de distintas maneiras, mas, de modo geral, consolida-se por meio da pesquisa, do ensino e da extensão, respectivamente. Sob este aporte, é perceptível que a energia institucional firmou-se por meio dessa dinâmica indissociável, caracterizada por uma abordagem relacional e transversal dessas atividades. Com base nesta proposta, foi realizada uma pesquisa em 18 Instituições Comunitárias de Ensino Superior, com o objetivo de averiguar a contribuição da Extensão Universitária no processo de aprendizagem do estudante. Percebeu-se, pela sistematização e análise dos dados, que a extensão universitária contribui com o processo atitudinal, conceitual e procedimental da aprendizagem. A importância da extensão universitária, no processo de aprendizagem, pode ser compreendido pelos distintos artigos que compõem o livro e pelas diversas contribuições partilhadas pelos estudantes que estão envolvidos com projetos de extensão universitária.


MACHADO, Magali. A Escola e seus Processos de Humanização: implicações da gestão escolar e da docência na superação do desafio de ensinar a todos e a cada um dos estudantes. Brasília: Liber Livro/Unesco/UCB, 2013. ISBN: 978-85-7963-101-6. [Para baixar o texto em PDF da Biblioteca Virtual da UNESCO clique aqui e depois em POR]

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A Escola e seus Processos de Humanização

As fórmulas mágicas para a qualidade e a democratização da educação simplesmente inexistem. No entanto, existem, sim, experiências e denominadores comuns para as escolas de sucesso. É o que esta obra mostra por meio de dois estudos de caso e tem como objetivo contribuir para a discussão contemporânea sobre o quanto a escola deve ser eficaz no cumprimento de objetivo de formar integramente o indivíduo em todas as dimensões humanas. A autora deixa de lado a retórica negativa de apontar com ênfase as fragilidades do sistema educacional, sem deixar de reconhecê-las. A obra conduz a um conceito de escola de esperança e humanizadora, extraídos dos depoimentos de vários personagens. A escola e seus processos de humanização é permeada por conceitos científicos e relatos sentimentais, todos conducentes à ideia do que deva ser uma escola eficaz. É um texto rico de exemplos de vida e de experiências profissionais, muitas vezes líricos, sem perder a cientificidade. É uma obra séria sem ser pesada. Inspiradora para todos os que acreditam no poder da educação para aperfeiçoar a sociedade e necessário para os que ainda duvidam. É uma leitura recomendada para os que militam em salas de aula, os gestores de vários níveis e, espera-se, para aqueles que têm responsabilidades na formulação e na execução de políticas educacionais.

 


BRITO, Renato de Oliveira. Gestão e comunidade escolar: ferramentas para a construção de uma escola diferente do comum. Brasília: Liber Livro, 2013. [Para baixar o texto em PDF da Biblioteca Virtual da UNESCO clique aqui e depois em POR]

BRITO, RENATO Gestão e Comunidade Escolar

BRITO, RENATO Gestão e Comunidade Escolar

O livro “Gestão e comunidade escolar: ferramentas para a construção de uma escola diferente do comum” faz reportar-se a uma imagem que, sem sombra de dúvida, é a que melhor define a essência da mensagem que se quis transmitir. Para quem ler essa imagem com atenção, é mais que o resultado de um estudo, pois constitui o elo entre a escola investigada e qualquer escola, ambas comuns, porém, singulares em suas ações. Vem falar de uma escola da rede pública, mas que, por ser um lugar comum, poderia retratar o cotidiano de qualquer espaço-escola que se mobiliza para transformar. Com pequenas ações, porém com forte participação e sinergia do grupo que a compõe, a gestão que, no período histórico-político em que ocorreu se denominou de compartilhada, deu passos adiante e se destacou das demais. E uma modesta escola de periferia consegue tornar-se o lugar que transcende a intervenção política, ideológica, e aponta para a possibilidade de construção de novos olhares, instigando mudanças inclusive na comunidade, seu pequeno recorte de sociedade, ao despertar a consciência da formação para ser cidadão que participa, que mobiliza, que manifesta potencialidades, que age crítica e responsavelmente em prol da materialização de objetivos comuns. [Baixar em PDF]

 


GOMES, CAC; NASCIMENTO, G.A.F.; KOEHLER, S.M.F. (Orgs.). Culturas de violência, culturas de paz. Curitiba: CRV, 2012, p. 113-134. [PDF não disponível]

Culturas de Violência Culturas de Paz

Culturas de Violência Culturas de Paz

A presente obra, organizada pelos Profs. Cândido Gomes, Grasiele Nascimento e Sonia Koehler, é resultado dos eventos acadêmico-científicos II SEMIDI – Seminário Internacional de Direito – e II SEVILES – Seminário de Violências, Educação e Saúde – apoiados (e em cooperação efetiva) pela Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, liderada pela Universidade Católica de Brasília, congregando instituições nacionais e internacionais que reúnem esforços no sentido de potencializar o ensino, a pesquisa e a extensão priorizando os estudos sobre as violências e a cultura de paz. Como mencionado no prefácio pelo Dr. Lucien Muñoz, representante da UNESCO no Brasil, “construímos uma praça intelectual, à qual são convidados interlocutores para pensar, sentir e, se possível, agir”. São 15 textos que revelam sempre pelo prisma da interdisciplinariedade – os resultados de estudos e pesquisas imbricados e entrelaçados ao tema maior dos Seminários, principalmente o de Direitos Humanos: Culturas de Violência, Culturas de Paz.Participam com capítulos os profs. Geraldo Caliman [Educação Social entre Redes Afetivas e Institucionais], coordenador da Cátedra como tambem os parceiros da Cátedra, as profas Azucena Ochoa Cervantes e Evelyn Diez-Martínez, da Universidade de Querétaro (Mexico), e a profa Sonia Koehler do Observatório de Violências de Lorena SP.


GOMES, Cândido Alberto. Juventudes: possibilidades e limites. Brasília: UNESCO, 2011. [Para baixar o texto em PDF da Biblioteca Virtual da UNESCO clique aqui e depois em POR]

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O presente livro é um dos frutos da atuação conjunta entre a Cátedra de Juventude, Educação e Sociedade da Universidade Católica de Brasília e a UNESCO no Brasil. Esta Organização tem em vista o exercício pleno do direito humano à educação, o desenvolvimento da cultura de paz e a participação da juventude, entre outros fins. Em particular, 2011 é o Ano Internacional da Juventude*, tempo estratégico de diálogo, participação e desenvolvimento da cidadania. A juventude, ou as juventudes, pela sua diferenciação interna, constitui hoje um grupo vulnerável no Brasil e no mundo. Estreitas são as comportas que ela encontra para participar da sociedade e exercer integralmente a sua cidadania. Entretanto, a juventude não pode mais ser encarada como vaga promessa para o futuro. À medida que a população envelhece em todos os continentes, a juventude passa a ser um sustentáculo fundamental não só para os tempos vindouros, mas também para o presente. Seus complexos problemas, que o Ano Internacional discute, requerem as abordagens interdisciplinar e transdisciplinar que esta Cátedra adota. Daí a sua ligação especial com o setor de Ciências Humanas e Sociais da UNESCO, mas também com o de Educação, de Cultura e os demais.


CALIMAN, G. . Paradigmas da exclusão social. Brasilia: Universa, UNESCO, 2008. 368 p. (ISBN 978-85-60485-18-5). [Para baixar o texto em PDF da Biblioteca Virtual da UNESCO clique aqui e depois em POR]

Paradigmas da Exclusão Social

Paradigmas da Exclusão Social

O livro Paradigmas da Exclusão Social é um manual de Sociologia do Comportamento. Repassa as diferentes correntes que, ao longo dos últimos 3 séculos interpretaram o comportamento, a delinqüência, a transgressão. Essas correntes são aqui denominadas paradigmas, pois representam verdadeiras escolas sociológicas em seu tempo: o paradigma utilitarista do século 18, por exemplo, acentua a pena e a certeza da pena como estratégias preventivas e critica a impunidade como matriz geradora de violência e delinqüência. O paradigma positivista, por sua vez, considera o delinquente como “criminoso, homem selvagem e ao mesmo tempo doente” (LOMBROSO, 2001), cujos traços de caráter e comportamento demonstram, entre outras características, o uso de tatuagem, sensibilidade menor à dor, grande acuidade visual, o mancinismo, o caráter atávico, a grande insensibilidade moral e afetiva, as paixões (álcool, jogo, libido, vaidade) etc. O paradigma social, através da “Escola de Chicago” afirma que a ocorrência de processos de marginalização são mais frequentes nas áreas geográficas caracterizadas pela desorganização urbana e social (favelas, áreas urbanas degradadas etc). O paradigma interacionista entende a delinqüência como produtos da construção social, que nascem dentro de um processo interativo no qual tomam parte quatro elementos: o sujeito que comete a transgressão, a norma que a sanciona, a reação social e o controle social. E assim por diante são estudados também os paradigmas funcionalista, fatorialista (risco social), e o paradigma da exclusão social. O livro é voltado para profissionais que atuam na área social, particularmente educadores sociais, psicólogos, assistentes sociais etc.

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