Diversidade Cultural: em parceria com Unisal e seu Núcleo Étnico-Cultural e Social


MORAES, Elisângela Lambstein Franco de (Org.). Diversidade Cultural: 18 anos da Lei 10.639. São Carlos: Pedro & João Editores, 2021. 127p. (baixar e-book)

Elisângela Lambstein Franco de Moraes, atualmente trabalha como Coordenadora Pedagógica SESI – SP Serviço Social da Indústria, Consultora em Educação, Psicopedagoga e Psicanalista. Afirma ela que, como “mulher, branca, mãe de dois filhos, me engajou nos estudos do Mestrado em um projeto com o foco na luta antirracista, movimento que me dedico até os dias atuais”. O livro “Diversidade Cultural” que ho­menageia os 18 anos da Lei 10.639, da pesquisadora Elisângela Lambstein Franco de Moraes, é, antes de tudo, uma obra que amplia o debate público sobre a educação das relações étnico-raciais, especialmente sobre a cultura afro-bra­sileira na escola. Um debate necessário, e urgente, que segue na direção de uma sociedade mais plural, respeitosa e dia­logal em relação à riqueza cultural e étnica, presente nos quatro cantos desse país. Entre os temas enfrentados estão: A Cultura Afro-brasileira no Espaço Escolar; Capoeira no Espaço Escolar; Formação de Professores no horizonte da Educação; Visibilidade da Mulher Negra no Currículo Escolar; Cultura, História e Educação Crítica Emancipadora.

Tela de Abertura: Pedagogia Social: da Indignação à Emancipação?


No dia 17 de novembro o Prof. Geraldo Caliman proferiu conferência de abertura do seminário “Pedagogia Social indignação e/ou emancipação”, promovido pelo Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A tela de abertura do evento foi conduzida e moderada pelo prof. Arthur Viana. A conferência está disponível no link abaixo via YouTube. https://youtu.be/bXUPmEnWAF4

Assista no YouTube: https://youtu.be/bXUPmEnWAF4

A perspectiva socioeducativa de Paulo Freire


ORZECHOWSKI, S.T.; CALIMAN, G. A perspectiva socioeducativa de Paulo Freire, uma Pedagogia social sobre liberdade, amorosidade e paciência pedagógica. Revista de Pedagogia Social, vol 12, out. 2021. (ISSN 2527-0974; DOI https://doi.org/10.22409/rpsuff.v12i12 )

A reunião de ideias aqui transcritas pretendem exercer uma forte ação
de problematização aos leitores a partir das convicções de Paulo Freire, as quais
iluminam a concepção da Pedagogia Social. Os conceitos aqui apresentados
trazem a luz sobre a perspectiva socioeducativa da educação libertadora que
prescinde de uma paciência pedagógica que conduz a autonomia.
Palavras- chave: Freire; educação; pedagogia; pedagogia social.
Itens: Liberdade como autoridade; As Obras, a palavra e o pensamento grávido de mundo; A pedagogia, a educação e o sujeito que é social; Freire e a Pedagogia Social; Ponderações finais.

Palestra do Prof. Caliman sobre Pedagogia Social e Responsabilidade Social


O Prof. Geraldo Caliman pronuncia palestra sobre “Pedagogia social e responsabilidade social” (terça-feira, 23 de novembro, 19 horas). Link acima.

Com o tema “O Papel Social da Universidade”, a coordenação de pastoralidade do Centro Universitário Católica do Tocantins (UniCatólica) realizará de 22 a 26 de novembro o primeiro Ciclo de Conferências Internacionais gratuitas para acadêmicos, docentes, profissionais da área e comunidade em geral. O evento faz parte da Programação do Ano Jubilar da mantenedora da Instituição, a União Brasileira de Educação Católica (UBEC). O ciclo será transmitido via YouTube do UniCatólica e receberá palestrantes de várias instituições de Ensino Superior brasileiras entre elas, a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), e estrangeiras, como Universidades de Moçambique, Roma, Portugal, Madri e Washington. Os participantes de todas as conferências receberão certificados com carga horária de 18 horas.

Programação
Confira a programação completa do Ciclo de Conferências Internacionais abaixo:
22/11 – 15h – Prof. Dr. Severino Engenha – Universidade Técnica de Moçambique
23/11 – 19h – Prof.ª Dr.ª Ruth Pavan; Prof. Dr. José Licínio Backes e Prof. Dr. Geraldo Caliman – Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) e Universidade Católica de Brasília (UCB)
24/11 – 19h – Prof. Dr. Antônio Joaquim Severino – Faculdade de Educação da USP – SP
25/11 – 17h – Prof. Dr. José Franisco Meirinhos – Universidade do Porto – Portugal
26/11 – 15h – Prof. Dr. José Antonio Zamora – WestfäliscThe-WilThelms-Universtät de Münster – Madri, Alemanha
26/11 – 20h – Prof.ª Dr.ª Livia Lopes – CUA Student Organisation of Latinos (SOL) – Washington (EUA)

A função social da Universidade


A função social da Universidade: diálogos além fronteiras. CORREIA, Fábio Caires; CASTRO, Gillianno Mazzetto de. (Orgs). Porto Alegre, RS: Editora Fundação Fênix, 2021.

De autoria de Fabio Caires e Gillianno Mazzetto, é publicado com o logotipo da Cátedra Unesco de Juventude, Educação e Sociedade da Universidade Católica de Brasília. Este é um livro que se propõe pensar o papel social da universidade com vozes de múltiplos lugares, estilos, olhares e realidades: eis o nosso escopo. Uma obra atravessada e irmanada por uma história para muitos desconhecida, mas que marca o desenvolvimento da humanidade. Eis a nossa música de fundo. A universidade, seja ela como queiram nominá-la, desde a Eduba suméria, passando pela Nalanda indiana, cruzando os desertos e encontrando refrigérios nos Oásis das Madaças árabes, cruzando os olivais europeus e chegando as terras da promessa portuguesa, isto é, o Brasil sempre portaram consigo o cheiro do infinito. Há nelas o signo da utopia e dentro delas, muitas vezes de maneira soturna, anoitecida, o pulsar do chamado. O vocativo pertinente e inerente a cada ser humano. Ad astra! Isto é, para o alto. As universidades como lugares do dever ser e do devir a ser. Elas, como habitações do Já-e-ainda-não cultivam-se nos horizontes da profecia, do professorado e da esperança. Por que profecia, professorado e esperança? Profecia, pois, estas instituições deveriam ser leitoras inteligentes da realidade, elas são aquelas que pro – “à frente, adiante” pheme “palavra”, ou seja, aquelas que põem a palavra adiante, aquelas que anteveem. Professorado porque, pro- “à frente, adiante” e fari “fala”, são aquelas que falam publicamente, falam diante. Esperança porque é nelas que as gerações são formadas. É nelas que os discentes, aqueles que aprendem, tornado-se discípulos, aqueles que seguem, constroem o presente amanhecido do mundo da vida. Perguntarmo-nos sobre o papel social da universidade, principalmente no século XXI em um contexto no qual o mundo foi assolado por uma pandemia significa redescobrir essa intuição original. A universidade não como um lugar de informação apenas, mas como um espaço de encontro no qual a tradição dos povos é acolhida, ruminada, compartilhada, retrabalhada, ampliada e devolvida sob a forma de ensino, pesquisa e extensão, ou valendo-nos de uma roupagem clássica, debaixo do véu do discipulado, do conhecimento e da comunidade. A universidade está imersa na sociedade, em correspondência eficiente com ela, de forma dialógica e recíproca, assumindo uma função social. Sua atividade não pode se ajustar apenas à prática acadêmica, mas à sua missão socialmente comprometida.

TDICS e os Desafios em Tempos de Pandemia


PEREIRA, A.M.; PERPÉTUO, L.D.; CALIMAN, G. Formação docente, tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICS) e os desafios em tempos de pandemia. In: NHANOMBE, A.A.; LIMA, F.X.R.F.; SILVA, J. L. B. da (Orgs.) . Temas de Gestão, Ensino e Formação Docente. Rio de Janeiro: Pembroke Collins, 2021, pp. 304-321. ISBN 978-65-89891-23-9
No início do ano de 2020, fomos surpreendidos pela chegada assustadora da pandemia e os desafios advindos do coronavírus (Covid-19), afetando a sobrevivência humana. Com a pandemia foi preciso nos reinventar e criar estratégias para a atuação laboral e nos adaptar a um novo contexto de vida, com destaque para o setor da educação, que se tornou um ponto nevrálgico e de grande preocupação para toda a sociedade. Diante do exposto, colocam-se questionamentos sobre as novas formas de ensinar em tempos de pandemia e quanto à formação dos professores: até que ponto a formação ofertada deu suporte para que os nossos educadores pudessem realizar com propriedade o trabalho pedagógico? Considerando a situação vivenciada pelos educadores, este artigo buscou investigar a formação de professores da Educação Básica. Ao mesmo tempo, busca-se compreender em que medida os professores da escola pública estão preparados e possuem acesso às Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs). Um terceiro objetivo é identificar os efeitos do ensino remoto na vida e na saúde dos docentes em contexto pandêmico. Nessa perspectiva, diversos autores, entre eles Nóvoa (2020), Morin (2000), Prensky (2011), Perrenoud (2000) e Freire (1997), refletem sobre a importância da formação de professores para o fortalecimento das diretrizes da educação. A formação aqui considerada está ligada à preparação do professor para o uso das TDICs.

Prof. Caliman ministra aulas no Curso de Especialização em Educação Social da USP


Educação Social da USP. O curso é administrado pela Faculdade de Educação (FE-USP) sob a coordenação do Prof. Roberto da Silva. São 150 os participantes. O Prof. Geraldo Caliman participou da Abertura que foi realizada no Domingo dia 19/09/21, à noite, por ocasião da celebração dos cem anos de Paulo Freire. E ministrou a aula (online) no dia 22/09 à noite, sempre para um público muito interessado e já envolvido com a Pedagogia Social, O curso continua durante dez meses, com participação de vários professores que trabalharam desde os anos noventa com a difusão e fundamentação teórica e metodológica da Pedagogia Social no Brasil. Discursou por duas horas e meia sobre o conceito de Pedagogia Social e sobre o percurso da Pedagogia Social no Brasil nos últimos anos.

Altas Habilidades Volume 1 – com o selo da Cátedra UNESCO 812


VAZZOLER-MENDONÇA, A.; COSTA-LOBO, C.; MEDEIROS, A.M.; CAPELLINI, V.L.(Orgs.). Altas habilidades, Saúde, Desporto e Sociedade. Vol. 1. São Paulo: Cultura Acadêmica.

Altas Habilidades Volume 1 [Baixar PDF]Baixar

Foram lançados no dia 14 de agosto os dois livros dedicados às Altas Habilidades, em parceria com o IES-Fafe (Portugal) e com a Editora Cultura Acadêmica. O primeiro volume é organizado em seis partes, entre: Prefácio, Apresentação, Introdução; Seção 1 – Psicologia; Seção 2 – Educação; Seção 3 – Neurociências; Seção 4 – Psicologia do Esporte, Educação Física e Ciências do Esporte; Seção 5 – Direito e Ciências Sociais; Seção 6 – Relatos de Experiência. O Prof. Dr. Cândido Alberto da Costa Gomes, fundador da Cátedra UNESCO assim os apresenta: “Os direitos humanos reiteraram a liberdade e a igualdade de direitos para todos, bem como a dignidade humana, como alicerces da nova convivência, num mundo cada vez mais caleidoscópico e interdependente. O direito à educação para todos é um direito fundamental, que abre o acesso a outros direitos, como à saúde, ao trabalho, ao lazer. Todavia, estudantes e docentes se diferenciam por gênero, etnia, língua, religião, origens sociais, capacidades intelectuais demonstradas e outros critérios de um leque amplo. E as sociedades tendem a hierarquizar as diferenças, diferenciar os tratamentos e, não raro, passar um rolo compressor sobre os não correspondentes ao ‘normal’. Os divergentes tendem a sofrer um custo, como estudantes superdotadas(os) e de altas habilidades. Quem são elas(es)? Como se sentem? Sentem-se sós ou isoladas(os)? São tratadas(os) com igualdade de direitos em suas diferenças? Também são alvos de bullying e cyberbullying? Com razão e consciência, usualmente nos preocupamos com os socialmente vulneráveis e aqueles a quem o ambiente apresenta dificuldades visíveis. Porém, os caminhos podem ser pedregosos para qualquer diferente. Para uma realidade multifacetada, esta obra é também multidisciplinar: estuda a população de superdotados e de altas habilidades sob vários focos, como a psicologia, as neurociências, a educação, o direito e as ciências sociais, por autoras(es) de diversos países, em variados idiomas, que o entrelaçamento mundial e as tecnologias hoje permitem. Portanto, são páginas abertas ao debate científico, tendo como finalidade última a concretização dos direitos humanos em torno da liberdade, da igualdade e da dignidade de cada pessoa e dos grupos que constituem.

Publicado com selo da Cátedra UNESCO/UCB “Altas Habilidades Volume 2: Saúde, Desporto e Sociedade


VAZZOLER-MENDONÇA, A.; COSTA-LOBO, C.; MEDEIROS, A.M.; CAPELLINI, V.L.(Orgs.). Altas habilidades, Saúde, Desporto e Sociedade. Vol. 2. São Paulo: Cultura Acadêmica.

Altas habilidades – Volume 2 [Baixar PDF]

Foram lançados no dia 14 de agosto os dois livros dedicados às Altas Habilidades, em parceria com o IES-Fafe (Portugal) e com a Editora Cultura Acadêmica. O segundo volume é organizado em seis partes, entre: Prefácio, Apresentação, Introdução; Seção 1 – Psicologia; Seção 2 – Educação; Seção 3 – Neurociências; Seção 4 – Psicologia do Esporte, Educação Física e Ciências do Esporte; Seção 5 – Direito e Ciências Sociais; Seção 6 – Relatos de Experiência. O Prof. Dr. Cândido Alberto da Costa Gomes, fundador da Cátedra UNESCO assim os apresenta: “Os direitos humanos reiteraram a liberdade e a igualdade de direitos para todos, bem como a dignidade humana, como alicerces da nova convivência, num mundo cada vez mais caleidoscópico e interdependente. O direito à educação para todos é um direito fundamental, que abre o acesso a outros direitos, como à saúde, ao trabalho, ao lazer. Todavia, estudantes e docentes se diferenciam por gênero, etnia, língua, religião, origens sociais, capacidades intelectuais demonstradas e outros critérios de um leque amplo. E as sociedades tendem a hierarquizar as diferenças, diferenciar os tratamentos e, não raro, passar um rolo compressor sobre os não correspondentes ao ‘normal’. Os divergentes tendem a sofrer um custo, como estudantes superdotadas(os) e de altas habilidades. Quem são elas(es)? Como se sentem? Sentem-se sós ou isoladas(os)? São tratadas(os) com igualdade de direitos em suas diferenças? Também são alvos de bullying e cyberbullying? Com razão e consciência, usualmente nos preocupamos com os socialmente vulneráveis e aqueles a quem o ambiente apresenta dificuldades visíveis. Porém, os caminhos podem ser pedregosos para qualquer diferente. Para uma realidade multifacetada, esta obra é também multidisciplinar: estuda a população de superdotados e de altas habilidades sob vários focos, como a psicologia, as neurociências, a educação, o direito e as ciências sociais, por autoras(es) de diversos países, em variados idiomas, que o entrelaçamento mundial e as tecnologias hoje permitem. Portanto, são páginas abertas ao debate científico, tendo como finalidade última a concretização dos direitos humanos em torno da liberdade, da igualdade e da dignidade de cada pessoa e dos grupos que constituem.

Voz de Dicionário “Pedagogia Social”


CALIMAN, Geraldo. Voz Pedagogia social. In: SIVERES, L.; NODARI, P.C. (Orgs.). Dicionário de Cultura de Paz. Vol.2. Curitiba: Editora CRV, 2021, pp. 263-267. [Baixar em pdf]

Os processos educativos têm sido sempre identificados, no Brasil, relacionados ao sistema escolar. No entanto, a demanda emergente das necessidades sociais, especialmente aquelas relacionadas à infância e à juventude, trouxe à tona outros processos educativos igualmente significativos e influentes. Em muitos casos, a população socialmente excluída, em particular crianças, adolescentes e jovens, encontra em organizações sociais e outros ambientes não escolares o apoio indispensável para superar as suas condições de exclusão. São associações, clubes, obras sociais e uma variedade de experiências que viabilizam a educação através de metodologias, projetos e ações que incluem o esporte, o trabalho, o lazer, a cultura, a expressão, a arte. Em outras palavras, a escola é indispensável, mas não a única e nem suficiente em si mesma como espaço da educação e nem se pode jogar sobre seus ombros toda a responsabilidade pela luta a favor da inclusão social.

Artigo: A colaboração entre o atendimento educacional especializado e a comunidade escolar


ANJOS, R.C.A.A.; VASCONCELOS, I.C.O; CALIMAN, G. A colaboração entre o atendimento educacional especializado e a comunidade escolar. Revista Intersaberes, v. 16, n. 37, 2021, p. 280-305. O presente estudo, que é o recorte de uma dissertação de mestrado em educação, investiga a colaboração entre o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e os principais atores da escola inclusiva, pressupondo-se que o sucesso desse tipo de escola depende de sua capacidade de promover trabalhos colaborativos entre seus atores. Adotou-se a abordagem qualitativa-exploratória, na modalidade de estudo de caso, utilizando-se de observações, entrevistas e análise documental, bem como de técnicas da análise de conteúdo. Os resultados evidenciaram que o trabalho em conjunto entre os membros da escola precisa ser colaborativo, envolvendo o AEE e a comunidade, o que potencializa as aprendizagens, tanto de alunos, quanto de professores. Docentes do ensino regular relataram que obtêm êxito do processo educacional quando recebem apoio do AEE, pais e direção. Já os que atuam no AEE, com situações múltiplas e complexas, informaram que seu trabalho é mais eficaz quando têm a colaboração de todos os envolvidos com a educação e que, por isso mesmo, se esforçam para manter vínculos, bem como estabelecer o diálogo e a comunicação constantes.
Palavras-chave: Inclusão. Atendimento educacional especializado. Colaboração. Aprendizagem.

Conferência sobre Desafios ao Professor em Tempos de Pandemia


Fomos obrigatoriamente lançados no ensino remoto de emergência por uma pandemia global. Ainda essa semana ficamos chocados com a notícia do falecimento de uma aluna do Mestrado, Anna Angélica, e seu marido, professor na UnB. O Convidado, prof. Randall Allsup, professor de música no Columbia University afirma que: “…no início de um semestre no ano de 2020, nada menos – os professores enfrentaram desafios em constante mudança. Disseram a eles para serem resilientes e flexíveis. Disseram para se adaptarem. Mas, a menos que já estivessem ensinando on-line, o ensino de música por meio do Zoom não fazia sentido”. Para o Prof. Randall Allsup, “o ensino à distância pode nos permitir, resgatar pedagogias esquecidas como a aprendizagem baseada em portfólio ou avançar em uma política mais robusta por meio do ensino criativo. Saúde e bem-estar estão em nossas mentes. O mesmo ocorre com a prevalência de traumas e perdas. Nos perguntamos sobre a impossibilidade do que chamamos de formação de professores ou preparação de professores (eu não estava preparado para isso). Processos que antes prezávamos, como o diálogo, estão mudando, e pensamos sobre o que significa testemunhar tanto quanto falar.”

A nossa Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade foi honrosamente convidada a organizar, junto com o Programa de Educação, este evento. A Cátedra publicará seu livro “Remixing the classroom: Toward an open philosophy of music education” [Reconfigurando a sala de aula: através de uma filosofia aberta de educação musical]. Em sintonia com os objetivos da UNESCO, nossa Cátedra UNESCO/UCB tem publicado recentemente ainda esse ano, vários livros, todos em parceria com outras instituições:

No dia 23 de abril serão lançados os dois volumes do Dicionário de Culturas de Paz (Siveres e Nodari); Estão praticamente prontos dois volumes de “Altas Habilidades (Vol. I e Vol. II) com o selo da Cátedra financiados via parceria portuguesa, pela Editora da UNESP. Tem mais oito títulos em perspectiva para serem publicados. Estão sendo traduzidos dois outros livros do italiano para o Português graças a uma parceria com a Università degli Studi Roma-3.

Randall Everett Allsup é professor e pesquisador permanente da área de música e Educação Musical na Teachers College, Columbia University na cidade de Nova York desde 2003. Randall formou-se em performance musical e educação musical na Northwestern University e na Columbia University. Sua tese de doutorado, Crossing Over: Aprendizagem Mútua e Ação Democrática na Educação Musical Instrumental foi premiada como “Dissertação de Destaque do Ano” pelo Conselho de Pesquisa em Educação Musical. Recebeu Bolsa Fulbright que o levou para a Sibelius Academy, Helsinque, Finlândia, para ensinar e conduzir pesquisas. Foi professor visitante na Xiamen (Ciámen) University, China. Ministrou palestras, ensinou e viajou extensivamente pela China e Taiwan. Foi pesquisador na Tokyo University no Japão além de ter recebido o Prêmio de Excelência em Ensino no Teachers College, Columbia University. A Teachers College é considerada a maior Escola de Educação dos Estados Unidos ultrapassando instituições como Harvard e Stanford. O Prof. José Ivaldo está atento às questões que eventualmente serão colocadas ao prof. Randall. Pedimos que as questões sejam objetivas e compreensíveis para que possam ser adequadamente traduzidas para o Conferencista.

Nova Publicação: Internacionalização da Educação Básica e Superior


Apresentamos a nova publicação “Internacionalização da Educação Básica e Superior: Desafios, Perspectivas, Experiências“, organizada pelo Prof. Dr. Renato Brito, com o selo da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da Universidade Católica de Brasília. Estamos vivendo um cenário mundial cada vez mais globalizado que tem impulsionado, dentre
outras coisas, o processo de internacionalização da Educação. O Ensino Superior iniciou esse processo, mas atualmente já se verifica também um gradativo processo de internacionalização na Educação Básica, refletido pela oferta das chamadas escolas internacionais e bilíngues, além da seleção de estudantes ainda no ensino médio para fazer o ensino superior fora de seus respectivos países de origem. Este novo cenário mundial exige não só uma troca de experiências mais ampliada e diversificada, como também a aquisição e o desenvolvimento, por parte dos estudantes, de competências e habilidades para um mundo do trabalho cada vez mais dinâmico, em decorrência das descontinuidades tecnológicas cada vez mais frequentes. É dentro deste cenário que se insere a importante iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Católica de Brasília e da Cátedra UNESCO-UCB ao promover o Congresso Internacional intitulado Internacionalização da Educação Básica e Superior: Desafios, Perspectivas e Experiências, que dentre outros produtos, gerou a edição deste livro, organizado pelo Prof. Dr. Renato de Oliveira Brito, composto por 17 capítulos escritos por pesquisadores brasileiros e estrangeiros, participantes, em sua larga maioria, do Congresso em questão. [Pode ser baixado em PDF com este link].

 

Novo Livro: “Pedagogia Social e Juventudes” (com apresentação de G. Caliman)


A Pedagogia Social tem se manifestado como uma teoria geral da educação social. Enquanto teoria geral ela se dedica à sistematização de conhecimentos que lhe dão uma base epistemológica e interpretativa dos fenômenos ligados à educação, sobretudo no âmbito social, seja ela aplicada na área escolar ou fora da escola. Enquanto educação social, é uma ciência pratica voltada a intervir sobre realidades, sobretudo aquelas ligadas à dimensão social da educação como a formação a cidadania, a prevenção de situações de risco, ao reforço das condições de resiliência, à difusão de culturas de paz, à gestão de conflitos, à difusão e aplicação dos principios dos direitos humanos.

Souza Neto, Silva e Moura (2011) já sinalizavam, na organização de “Pedagogia Social – Vol. 2 – Contribuições para uma teoria geral da educação social”, como “a ressignificação, levada a cabo no Volume 1 da Pedagogia Social, possibilitou classificar as diversas praticas alternativas a educação escolar em três domínios, segundo os recursos cognitivos que ela mobiliza: sociocultural, sociopedagógico e sociopolítico”. A partir da definição desses domínios que foram amplamente debatidos nos diversos Congressos Internacionais de Pedagogia Social realizados no Brasil, os autores confirmam como tal posicionamento passa a orientar, simultaneamente, a formação, a pesquisa e o campo de trabalho da educação social, constituindo-se em um corte epistemológico capaz de dialogar sem conflitos com a educação escolar e, ao mesmo tempo, resolvendo a ambiguidade em relação ao conceito educação não formal. 

A partir do momento em que assumimos a concepção acima, a Pedagogia Social não se confunde injustamente com uma pedagogia para os pobres e desamparados. Esse seria o risco de assumirmos uma classificação entre educação formal e educação não formal: de acreditar que a formal seja para a “boa pedagogia” e a não formal para os que não tiveram a possibilidade de estudar em boas escolas e ficariam na dependência da assistência social.

A partir desse balizamento epistemológico ela se define como uma pedagogia para os seres humanos: onde houver um ser humano, seja ele na escola, nas classes abastadas, em situações de risco e vulnerabilidade, existe um espaço de atuação para a dimensão social da educação. Aliás, no mundo em que vivemos perguntamo-nos sempre o porquê de a Pedagogia Social ser tão desenvolvida em sociedades abastadas como a Finlândia, a Alemanha, a Espanha, Portugal, Itália. A Universidade Pontifícia Salesiana de Roma hoje tem cerca de 200 alunos inscritos no Programa de Bacharelado, Mestrado e Doutorado em Pedagogia Social. Talvez essa demanda pela Pedagogia Social em países desenvolvidos querem nos alertar para a ideia de que os seres humanos precisam aprender a se relacionar culturalmente, politicamente e pedagogicamente como seres em crescimento, independentemente da sua condição social.

Podemos fazer duas ótimas releituras ao longo do tempo. Uma de Dom Bosco, no século XIX, e outra de Paulo Freire no século XX. Dom Bosco viveu em um período particularmente caracterizado pela revolução industrial. Muitos eram os jovens abandonados a própria sorte e explorados por patrões perversos. E certo que Dom Bosco nunca ouviu falar em “pedagogia social”, mas nos podemos fazer uma releitura histórica de sua pratica pedagógica, identificando não com muita dificuldade, principios pedagógicos que hoje inspiram a educação social. Seu humanismo pedagógico é composto por elementos como a religião, a razão, o carinho e o trabalho. O primeiro elemento, a religião, tem a ver com o sentido da vida, a descoberta do transcendente, a construção de um projeto de vida. A razão – e Dom Bosco viveu na época da razão – mostra a tendência da busca pelo conhecimento, pela verdade, pela racionalidade, pela descoberta do adolescente e jovem como um sujeito e não como objeto a ser moldado; pela consciência crítica voltada à administração dos riscos e vulnerabilidades vividos. A dimensão afetiva (carinho) tende a sintonizar-se com a linguagem mais conhecida pelos jovens, quando tudo passa primeiro pelo coração e, somente assim, chega à razão. A dimensão do trabalho, por sua vez, é operacional: abre caminhos e espaços para a participação no mundo profissional e produtivo e, portanto, torna possível a construção do projeto de vida.

No século XX, outra releitura necessária e inspiradora é a que podemos fazer a partir de Paulo Freire. Estamos em tempos em que precisamos resgatá-lo como patrono – talvez sem o saber – da pedagogia social dos nossos tempos. Uma releitura de sua prática pedagógica nos permite intuir em seu método educativo utilizado para a alfabetização não uma aprendizagem de letras e números. A leitura que Freire sugeria era da realidade, do mundo em que se vivia. Uma leitura que ajudasse as pessoas a tomar consciência dos próprios riscos. Certamente Paulo Freire não foi um teorizador da Pedagogia Social, mas o seu pensamento pedagógico inspira muitas das metodologias que são utilizadas na prática pedagógica de quem atua na Educação Social. E se presta como referencial teórico e cientifico para a construção de uma Teoria da Educação Social.

Acredito que a Professora Sueli Pessagno-Caro (In Memoriam: a quem é dedicado este volume) tinha como balizamento, de um lado, a educação social inspirada em Dom Bosco e, de outro, o referencial teórico e científico de uma Pedagogia Social a ser redescoberta a partir de Paulo Freire. Mas seu legado fica sobretudo ligado à sua atuação na sistematização de uma Pedagogia Social brasileira tão bem desenvolvida a partir dos inícios do terceiro milênio em torno dos Congressos Internacionais de Pedagogia Social.

O presente livro discorre sobre temas muito ricos para a educação social. Alguns temas podem ser identificados como pertencentes: ao domínio sociocultural, como as relações de gênero, a juventude entre culturas e projeto de vida; ao domínio sociopolítico, como a formação social dos indivíduos, o afroempreendedorismo; ao domínio sociopedagógico como o mundo do trabalho, da arte-educação presente na capoeira e na música rap, e a educação sociocomunitária. É uma justa homenagem à Professora Sueli Pessagno-Caro.

Roma, 10 de maio de 2020. – Prof. Dr. Geraldo Caliman – Coordenador da Catedra Unesco de Juventude, Educação e Sociedade – Universidade Catolica de Brasilia.

 

 

Depoimento da UNESCO/Paris sobre a Cátedra UNESCO/UCB


O Prof. Dr. Marco Antonio Rodrigues Dias deu um belo depoimento sobre a atuação da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, coordenada pelo Prof. Geraldo Caliman com a colaboração do Prof. Célio da Cunha. O Prof. Marco Antonio foi, nos anos 90, o criador do projetos das Cátedras UNESCO, quando atuava como Diretor do Ensino Superior na sede da Unesco Paris.
Clique abaixo para ver o extrato de dois minutos no contexto de uma fala de 45 minutos do Prof. Marco Antonio sobre sustentabilidade e educação.