Nova publicação: Cátedras UNESCO e os desafios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

21/03/2019 Comentários desligados

Cátedras UNESCO e os Desafios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CALIMAN, G. Org.). Na área da Educação, a UNESCO construiu ativamente a Agenda de Educação 2030, englobada pelo ODS 4 (Educação de Qualidade). A Declaração de Incheon, adotada em maio de 2015, conferiu à UNESCO a responsabilidade de liderar e coordenar o tema por meio de orientação e apoio técnico no âmbito da agenda 2030. Na área das Ciências Naturais, a nova Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável representa um importante avanço no reconhecimento da contribuição da ciência, da tecnologia e da inovação (CTI) para o desenvolvimento sustentável. Ao mesmo tempo, na área das Ciências Humanas e Sociais, a UNESCO visa consolidar princípios e valores universais, como a solidariedade global, a inclusão, a não-discriminação, a equidade de gênero e a responsabilização na implementação dos ODS. Quanto à Cultura, a UNESCO acredita que a inserção desse tema no centro das políticas de desenvolvimento é Investimento essencial no futuro do mundo e uma pré-condição para processos de globalização bem-sucedidos que levem em consideração o princípio da diversidade cultural. Por fim, no âmbito da Comunicação e Informação, a UNESCO segue defendendo o reconhecimento do papel vital que a liberdade de expressão e acesso à informação desempenham em sociedades sustentáveis.

No dia 14 de agosto de 2008 acontecia a inauguração oficial da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade. As instituições fundadoras desta Universidade compõem-se de diversos grupos dedicados há séculos à educação: salesianos, salesianas, lassalistas, maristas e estigmatinos. Todas essas congregações religiosas, trazem no seu DNA uma identidade muito especial, voltada à educação e particularmente à educação da juventude. E essa Cátedra não poderia estar em lugar mais adequado, a partir do momento em que é voltada à educação e à juventude dentro da sociedade. Ela foi criada sob uma sólida experiência de rede de observatórios de violências nas escolas, e de consequentes congressos Ibero-americanos de violências nas escolas. De 2008 para cá, seguiram-se 10 anos que demonstram um crescente desenvolvimento de pesquisas, as quais, ficaram registradas nos 35 volumes publicados com o selo desta Cátedra. Eles compõem uma coleção especial da nossa Cátedra. Outros são publicados, às vezes, com o selo da Cátedra, mas em outras instituições, e por outros editores. Não podemos deixar de contabilizar também as centenas de artigos científicos orientados segundo os objetivos e a temática desta Cátedra. O presente momento caracteriza-se por um especial agradecimento pelo apoio da Universidade, como também, pelo constante estímulo dado à Cátedra durante esses anos pela UNESCO-Brasil que tanto estimulou para que esse encontro de Cátedras se realizasse.

Relata-se, aqui, a experiência de sintonia de cinco das 21 cátedras UNESCO presentes no Brasil com os desafios de postos pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. De modo especial celebra-se os dez anos da institucionalização da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, no âmbito da Universidade Católica de Brasília, como um espaço de promoção e fortalecimento das discussões teórico-metodológicas em torno do tema das juventudes. Verifica-se que, a partir de uma opção institucional do trabalho sobre/para/com as juventudes, a Universidade propõe à UNESCO a formação do Observatório de Violências nas Escolas-Brasil, o qual, embora tenha uma centralidade nas questões escolares, acaba por se aproximar da vocação institucional da UNESCO de trabalho com as juventudes e se caracteriza como o embrião para a organização da Cátedra. Evidencia-se, a partir da experiência relatada, a necessidade de que a universidade seja capaz de romper os paradigmas tradicionais que a individualizam, abrindo-se para o trabalho em rede, de forma a protagonizar uma contínua capilaridade interinstitucional que respeita as identidades e faz a catálise das possibilidades.

Tese de Doutorado: Cyberbullying: Práticas e Consequências da Violência Virtual na Escola

20/03/2019 Comentários desligados

 

No dia 7 de dezembro defendeu sua tese de doutorado Neide Aparecida RIBEIRO, com o título Cyberbullying: práticas e consequências da violência virtual na escola. Orientador: Prof. Dr. Geraldo Caliman. Trata-se de estudo do cyberbullying, temática inserida no programa de doutoramento em Educação da Universidade Católica de Brasília (UCB), alinhada no programa de pesquisa Educação, Juventude e Sociedade na subárea da “Educação em contextos não formais caracterizados por conflitos sociais, complexidade social, delinquência juvenil e dependências”. O objetivo é o de analisar o fenômeno da violência virtual praticada por pessoas acobertadas pelo anonimato ou pseudoanonimato, ao utilizarem desse ambiente que pode implicar em invasão e violação da privacidade ou intimidade de dados de adolescentes e jovens. A problemática está centrada nas práticas de atos deliberados pelos usuários e nas consequências que vulneram a vítima com a ridicularização, discriminação, preconceito de qualquer natureza, exclusão e exposição da vida privada na Internet. O sítio virtual possibilita em um nível devastador, que as informações sejam veiculadas e reproduzidas instantaneamente, o que dificultam as ações que possam reduzir os danos de ordem psicológica, física e material à pessoa que se encontre nestas condições. São questões graves em que professores, pais e gestores não estão preparados para lidar com violências que extrapolam o espaço físico da escola. No Brasil, não há políticas públicas eficazes de prevenção e combate ao cyberbullying ou diretrizes legais ou governamentais que possam ser aplicadas nas instituições escolares, apesar da existência de legislações esparsas no âmbito da criminalização e da incidência de casos cada vez mais recorrentes registrados no site da SaferNet de vítimas que sofrem com a exposição desautorizada de imagens ou informações pessoais na Internet. Justifica-se, portanto, a importância da pesquisa pela dimensão preventiva a ser abordada no âmbito das escolas, pela filtragem das redes sociais e adoção de medidas alternativas para a minimização dos riscos e danos da violência virtual. Na investigação do problema foram utilizados métodos inspirados na netnografia, de Robert V. Kozinets que consistem na observação e imersão em comunidades on line, na análise e coleta dos dados mediante a aplicação de questionários semiestruturados. No ambiente presencial, foi realizada análise documental dos projetos de lei e da legislação em vigor, no período entre 2015 a 2017, observação e aplicação de entrevistas semiestruturadas em quatro escolas municipais da cidade de Palmas, no Tocantins. O material coletado on line e off line foi analisado sob o prisma da análise do discurso de Foucault (1999) e Fairclough (2001[1992]). Os resultados encontrados revelaram que os jovens têm inserido informações privadas na rede, ora sendo fisgados como vítimas, ora sendo os agressores, frequentemente, sem a compreensão das consequências que as ações perpetradas podem acarretar na vida de outras pessoas. Foram traçadas recomendações para que várias medidas possam ser implementadas nas escolas contextualizadas às exigências legais, pautadas nos direitos humanos e contextualizadas à realidade das escolas do Município de Palmas/TO, para a qualificação de professores e gestores escolares na prevenção e enfrentamento do cyberbullying. Palavras-chave: Juventudes. Cyberbullying. Violência. Escola. Políticas Públicas.

 

 

Tese de Doutorado: O Trabalho Docente com Adolescentes em Conflito com a Lei

20/03/2019 Comentários desligados

Christina Pereira da Silva, aluna do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação, defendeu na segunda feira dia 25 de fevereiro, sua significativa e brilhante Tese de Doutorado, intitulada “O TRABALHO DOCENTE COM ADOLESCENTE EM CONFLITO COM A LEI: UM OLHAR A PARTIR DA PSICODINÂMICA DO TRABALHO”, orientada pelo Prof. Dr. Geraldo Caliman. A pesquisa teve como objetivo geral investigar o trabalho de professores que atuam com adolescentes em conflito com a lei, em uma escola inserida dentro de uma unidade de internação no Distrito Federal, a partir da psicodinâmica do trabalho, mediante aspectos que fazem parte do trabalho, tais como: a organização do trabalho docente a partir das divergências entre o trabalho prescrito e o real; as vivências de sofrimento existentes no trabalho docente e as estratégias defensivas individuais e coletivas decorrentes dessas e a mobilização subjetiva quanto às relações de cooperação, reconhecimento e inteligência prática. O trabalho do professor, em uma unidade de internação, é permeado de imprevistos e incidentes, sendo marcado, muitas vezes, pela resistência do real. Tais circunstâncias tendem a gerar surpresa, nervosismo, irritação, e sentimento de impotência que levam ao sofrimento. O desafio para a sociedade contemporânea consiste em empreender ações para a materialidade da proposta socioeducativa, frente ao objetivo de realizar a mediação dos adolescentes e jovens em cumprimento de medida socioeducativa junto à sociedade, uma vez que esta política tem por objetivo educá-los para a vida em liberdade. Esse contexto evidencia a importância do papel que deve ser atribuído à socioeducação e, principalmente ao professor que atua nesta modalidade de educação. Cabe a este profissional lidar com diferentes demandas dada a complexidade inerente ao seu espaço de atuação. No contexto desta investigação, algumas questões foram analisadas à luz da teoria de Dejours. A intenção foi promover momentos de escuta ao que esses profissionais da socioeducação tem a revelar/demonstrar sobre seu cotidiano laboral. Para isso utilizou-se a Clínica do Trabalho, apoiada na psicodinâmica do trabalho. Foi uma pesquisa de natureza qualitativa e teve como instrumento a Clínica do Trabalho, a qual promoveu um espaço de trocas para o coletivo docente com enfoque no trabalho, possibilitando investigar elementos como cooperação, reconhecimento, sofrimento, mobilização da inteligência e, também, estratégias defensivas que se desenvolvem e se estabelecem a partir das situações de trabalho. A relevância deste estudo está em despertar a atenção do meio acadêmico/político e social para o trabalho docente, desenvolvido em unidades de internação, assim como para as condições de trabalho e suas consequências para o bem-estar emocional e profissional dos docentes. Espera-se também contribuir para que se conheça detalhadamente, o modo de trabalho docente e, numa perspectiva mais ampla, almeja-se ainda a melhoria do trabalho docente na socioeducação

VI Congresso Internacional de Pedagogia Social SP 19-22 Setembro

20/09/2018 Comentários desligados

Prof. Caliman e seus orientandos do Mestrado e Doutorado em Educação que apresentaram trabalhos no Congresso

Os Congressos Internacionais de Pedagogia Social são organizados conjuntamente por grupos de pesquisas sediados na USP, PUC/SP, Mackenzie e UNISAL em articulação com grupos sediados na UCB, Unicamp, UFPR, UFF, UFMS, UFPE, UFES/IFES e UEPG. O Simpósio de Pós-Graduação que tradicionalmente faz parte do CIPS é a parte que congrega pós-graduandos para apresentação de suas pesquisas de mestrado, doutorado e pós-doutorado na forma de Comunicação Oral. Foram apresentados os seguintes trabalhos de pesquisa: Neide Aparecida Ribeiro falou sobre o tema: Enfrentamento do cyberbullying nas escolas inspirado pelos princípios e metodologias da Pedagogia Social; Josimary Ribeiro: Prevenção ao uso de drogas em duas escolas no Distrito Federal: Percepções de gestores e professores. Paulo Roberto Corrêa Leão: Construindo subsídios para a promoção das tecnologias da informação e comunicação. Robson Montegomeri Ribeiro Lustoza: Juventude e educação sociopolítica: Perspectivas no ambiente universitário. Christina Pereira da Silva e Adriana Matos Rodrigues Pereira: O educador social e as competências pedagógicas para a práxis docente em contextos de socioeducação. O CIPS se consolidou como o principal espaço de reflexão, discussão e produção da área de Pedagogia Social na América Latina, para onde convergem a Educação Social, a Educação Popular e a Educação Comunitária, com cerca de 350 pesquisas comunicadas e publicadas nos seus Anais e na Coleção Pedagogia Social (Expressão & Arte Editora).  Nesta 6ª edição aprofunda o tema sobre o papel da Pedagogia Social em constituir-se em uma resposta pedagógica à diversidade de ameaças, conflitos e disputas que ameaçam a sociabilidade humana em diversos contextos e partes do mundo. O VI CIPS tem 3 conferências magnas do Prof americano Daniel Schugurensky; do Prof da Espanha José Antonio Caride Gómez; e do Professor finlandês Jüha Hämäläinen. Tem 18 mesas temáticas, 18 oficinas/minicursos e 10 visitas sociais envolvendo cerca de 800 participantes com suporte e apoio de 230 colaboradores entre conferencistas, palestrantes, oficineiros e monitores. Algumas das atividades tem tradução em inglês, francês e espanhol e interpretação de Libras.

Adolescentes vulneráveis e inclusão educacional

13/09/2018 Comentários desligados

ingrid3Ingrid Cristian de Menez apresentou sua pesquisa de Mestrado intitulada: Adolescentes de comunidades vulneráveis: a presença da efetiva inclusão educacional em suas vidas. Feita sob orientação do Prof. Ivar de Vasconcelos, membro desta Cátedra. Fizeram parte da banca o Coordenador da Cátedra UNESCO 812, Prof. Dr. Geraldo Caliman (UCB) e o Prof. Cândido Gomes da Costa (Universidade Portucalense – Porto).
Na atualidade, a busca por status faz com que as pessoas se esqueçam, muitas vezes, que são seres humanos repletos de valores e sentimentos, chegando ao ponto de se dividirem em classes, gerando a exclusão social de uns, em que os mais fracos se tornam cada vez mais fracos, atingidos, como em um processo cumulativo, se tornando vítimas de verdadeiros círculos de exclusão. Nesse cenário, a realização de uma pesquisa oferece reflexões sobre o tema inclusão educacional como forma de contribuir para que o indivíduo saia da condição de excluído social. Este trabalho teve como objetivo geral analisar processos de inclusão educacional de adolescentes que vivem em situação de vulnerabilidade e buscou identificar: as dificuldades enfrentadas diariamente por adolescentes em situação de vulnerabilidade para frequentar a escola; as ações mais frequentes de educação não-escolares desenvolvidas em comunidades vulneráveis e as manifestações das famílias e comunidades no processo educacional desses adolescentes. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa-exploratória, que lançou mão do estudo de campo, fazendo a coleta de dados mediante a análise documental, a entrevista reflexiva e a observação. A análise de dados do corpus da pesquisa possibilitou à pesquisadora a inferência e a interpretação dos dados coletados. Foram analisados o Projeto Político-Pedagógico da Escola, bem como seu Plano de Ensino, ambos criados coletivamente, além do Estatuto da Associação, que por sua vez adota uma forma de pacto oral para trabalhar o Plano de Ensino, não havendo nenhum documento escrito. Foram observadas duas aulas de dois professores de uma escola e de dois membros de uma Associação, situados em uma comunidade vulnerável, fazendo-se também a observação de um aluno de cada um dos professores. As entrevistas, por sua vez, alcançaram todos os participantes da pesquisa: duas diretoras, quatro professores, dois alunos e duas mães de alunos. Os resultados evidenciam grandes esforços das instituições – Escola e Associação – em realizar ações que promovam a inclusão educacional, em vista de formar cidadãos capazes de mudar a sua vida e a realidade da comunidade em que estão inseridos. A pesquisa evidencia que todos os participantes do processo educativo têm conhecimento da importância do seu papel nessa seara; contudo, verifica-se um distanciamento considerável entre o que se afirma – a teoria – e as ações do dia a dia – a prática. O estudo, ao final, apresenta algumas recomendações voltadas ao aprimoramento do processo de inclusão educacional de adolescentes em situação de vulnerabilidade.

Parede não ensina: a essência da Escola é a relação aluno e professor

12/09/2018 Comentários desligados

ES-ideb e saebA propósito da reportagem da Folha de São Paulo intitulada “No topo ES Alavanca o Ensino Médio” (10 de setembro). Louvável a perspectiva expressa pelo Secretário de Educação do Estado do ES: “O prédio é ruim, o professor ganha pouco. Esse discurso é velho. Claro que prédio bonito ajuda: mas parede não ensina. A essência da Escola é a relação aluno e professor”. (Haroldo Rocha – Secretário de Educação ES). Como também do Diretor do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino: “Os bons resultados são frutos do trabalho dos professores que fazem grande esforço, mesmo em condições complicadas” (Idelbrando Paranhos). Os depoimentos reforçam a importância da dimensão humanista na educação. Minha tese é a de que em condições adversas como as que encontramos, devemos muitas vezes fazer prevalecer as relações humanas sobre os processos e técnicas de ensino e aprendizagem voltadas pragmaticamente para o mercado e a produção. É o professor enquanto profissional e educador que motiva o aluno a aprender “mesmo em condições adversas”.  Veja a reportagem seguindo esse link.

Mestrado sobre Prevenção ao uso de Drogas nas Escolas

10/09/2018 Comentários desligados

Josy Ribeiro apresenta sua pesquisa para obtenção do grau de Mestrado em Educação, sob a orientação do Prof. Dr. Geraldo Caliman. O título: PREVENÇÃO AO USO DE DROGAS EM DUAS ESCOLAS NO DISTRITO FEDERAL: PERCEPÇÃO DE GESTORES E PROFESSORES. 2018. 88 f. Dissertação (Mestrado em Educação), Programa de Pós-Graduação, Universidade Católica de Brasília – UCB, Brasília, 2018. O estudo teve por finalidade investigar a prevenção ao uso de drogas em duas escolas no Distrito Federal na percepção de gestores e professores. Dada a natureza do tema e os objetivos deste estudo, optou-se por uma pesquisa qualitativa, tendo como estratégia um estudo de caso, realizado em duas escolas públicas de ensino médio do Distrito Federal. Esse público foi escolhido, pois, no momento atual, há um destaque para a velocidade que as drogas se inserem nas instituições escolares, sobretudo no Ensino Fundamental e Médio, fato que, ao mesmo tempo, torna este período alvo muito importante para orientar intervenções preventivas na escola. Como técnicas de investigação foram utilizadas análise documental e entrevistas individuais semiestruturadas com três gestores e sete professores. Os dados foram interpretados à luz da abordagem da análise de conteúdo proposta por Bardin (2009). Os resultados apontam que os gestores e professores visualizam as manifestações referentes ao uso de drogas dentro da escola. Todavia, constataram-se, por meio das entrevistas, algumas experiências práticas preventivas colocadas em ação pelos gestores e professores no cotidiano da sala de aula e da escola, e também que há um potencial ilimitado sobre o papel da escola na prevenção ao uso de drogas. Os gestores e professores que participaram do estudo consideram que a escola, sendo acolhedora e estabelecendo um bom vínculo com o aluno, é fator potencializador na promoção de mudanças necessárias à prevenção ao uso de drogas. Contudo, o rendimento educacional, o abandono, a indisciplina, o sucesso/insucesso escolar e a evasão estão condicionados a alguns fatores cumulativos e não isolados. Em conclusão, a compreensão de uma práxis pedagógica, conectada com a realidade do aluno, é um grande desafio a ser enfrentado. Portanto, é fundamental que haja uma parceria consolidada entre família/escola/sociedade, pois, somente por meio da implicação de todos esses atores é que pode contribuir, efetivamente, para o desenvolvimento de ações de prevenção ao uso de drogas.