Prevenção ao suicídio na Escola Fundamental: um tema urgente


Participando como examinador na banca “Possibilidades de superação do suicídio entre estudantes do ensino fundamental”: apresentação de pesquisa de Mestrado hoje do estudante Elias Pereira de Lacerda. Os princípios metodológicos da Pedagogia Social presentes na prevenção ao suicídio de adolescentes e jovens. Parabéns Luiz Síveres que orientou o trabalho.

“No mundo atual, cada vez mais fragmentado e líquido, as pessoas parecem se tornar invisíveis umas para as outros, caracterizando uma sociedade surda, cega e muda. A busca pelo ter faz com que as pessoas se esqueçam, muitas vezes, que são seres humanos repletos de valores e sentimentos, chegando ao ponto de se tornarem excluídos invisíveis, ignorando as causas e sinais do fenômeno do suicídio de pessoas em sofrimento ao seu lado. Nesse cenário, a realização de uma pesquisa oferece reflexões sobre o tema Possibilidades de Superação do Suicídio entre Estudantes do Ensino Fundamental como forma de contribuir para que o indivíduo se torne visível e demonstre os fatores de proteção que têm contribuído para entender que viver é a melhor opção. Este trabalho teve como objetivo geral identificar as causas da tentativa de suicídio e os possíveis fatores de superação entre estudantes do Ensino Fundamental e buscou perceber possíveis causas e sinais de suicídio no aluno; capturar as possibilidades voltadas para a superação do suicídio entre os alunos do Ensino Fundamental e identificar as pessoas e instituições e suas contribuições para a superação do suicídio entre alunos do Ensino Fundamental. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa-exploratória, que lançou mão do estudo de campo, gerando dados mediante a entrevista semiestruturada. A análise dos dados possibilitou ao pesquisador a inferência e a interpretação dos dados. Os resultados evidenciam possíveis causas do suicídio entre alunos do Ensino Fundamental, como a falta de atenção da família, bullying, automutilação, depressão e invisibilidade. Em relação aos sinais de suicídio apareceu o comportamento antissocial e a solidão. A música e o choro prevaleceram entre os fatores de proteção. Ainda, a figura materna e os amigos contribuíram com diálogo e acolhimento. O estudo, ao final, apresenta algumas recomendações voltadas aos sinais, causas, estratégias e contribuições de pessoas e instituições para a superação do suicídio entre alunos nesse nível de escolaridade” (Elias Lacerda – Abstract).

UCB envia 17 professores para Pós-Doutorado no Exterior através da FAP/DF


A Reitoria da Universidade Católica de Brasília (UCB) homenageou 17 professores dos Programas de Pós-Graduação da Instituição que foram selecionados pelos editais 63/2019 e 72/2019, da Fundação de Apoio a Pesquisa do Distrito Federal (FAP/DF), para realizarem os cursos de Pós-Doutoramento (Pós-Doc) no exterior. O envio de tantos professores de uma só vez é inédito dentro da Instituição. Prof. Geraldo Caliman fará seu Pos-doc na Itália durante o ano de 2020.

A intensão da Universidade, com a formação de professores no exterior é, logicamente, ter um corpo docente altamente capacitado e atualizado, bem como fechar parcerias com IES de outros países, facilitando assim o intercâmbio de discentes e docentes. “Temos interesse em fechar novas parcerias, criar novos laços com outras instituições, por isso cada um de vocês levará uma carta assinada pelo reitor acentuando a nossa intenção de diálogo”, disse o pró-reitor de Administração.

Prof. G. Caliman participa de Assembleia do ChildFund Brasil


O prof. Geraldo Caliman participa entre os dias 13 e 15 da Assembleia do ChildFund Brasil, na sede da Fundação Dom Cabral em Belo Horizonte. Uma das ONGs mais respeitadas em governança no Brasil. Desde 1966, o ChildFund Brasil é uma organização de desenvolvimento social que por meio de uma sólida experiência na elaboração e no monitoramento de programas e projetos sociais mobiliza pessoas para a transformação de vidas. Crianças, adolescentes, jovens, famílias e comunidades em situação de risco social são apoiadas para que possam exercer com plenitude o direito à cidadania. No Brasil, a organização beneficia, por meio de projetos sociais, mais de 140 mil pessoas, das quais mais de 42 mil são crianças, adolescentes e jovens. Para isso, o ChildFund Brasil conta com a parceria de 45 organizações sociais, que atuam em mais de 40 municípios.

É possível educar para culturas de paz em ambientes que transpiram violência?


A violência é um tema da atualidade e parece estar incidindo sempre mais nas relações interpessoais, principalmente na sociedade brasileira.

Ela tende a nascer e se desenvolver dentro de ambientes que transmitem culturas de violência. Como nossas crianças e adolescentes absorvem essas influências culturais? É possível educar para culturas de paz em ambientes que transpiram violência? O cuidado com os adolescentes e jovens que frequentam a socioeducação nos desafia a procurar respostas para algumas dessas perguntas. A Vara de Execução de Medidas Socioeducativas do DF, representada pela Juíza Dra. Lavínia Tupy Vieira Fonseca e seus colaboradores – como a Dra. Ivânia Ghesti, analista judiciária do TJDFT na área de psicologia, atuando com foco na Primeira Infância -, juntamente com a Cátedra Unesco de Juventude, Educação e Sociedade estão entre aqueles que buscam respostas e soluções para ajudar a escola, a família e a sociedade a educar seus filhos dentro de uma perspectiva voltada às culturas de paz. Projeta-se, neste sentido, um Congresso Internacional intitulado “Prevenção da Violência: da Primeira Infância à Socioeducação”. Se possível de ser realizado um Congresso voltado a esse tema seria muito importante para o setor pois tende…
– a buscar na academia as luzes para entender as raízes da violência e as melhores estratégias preventivas para uma educação orientada às culturas de paz;
– a criar sintonia e sincronia nas ações dos profissionais da educação social;
– a vislumbrar metodologias inspiradas na Pedagogia Social, voltadas ao atendimento da Primeira infância, dos adolescentes e jovens, de modo especial àqueles que necessitam dos serviços do sistema socioeducativo;
– a aprofundar temas muito presentes na vida das crianças, adolescentes e jovens, como a drogadição, a fragilidade dos laços familiares, o tempo ocioso e a motivação para a escola e a aprendizagem.

Publicação: Juventude Universitária e Direitos Humanos


De autoria de Robson LUSTOZA e Geraldo CALIMAN, o livro trabalha a concepção que estudantes universitários têm sobre os Direitos Humanos. A Educação em Direitos Humanos torna-se um instrumento que possibilita o conhecimento de tais direitos de modo que sejam reconhecidos não somente como direitos, mas também como dever de promoção de todos em vista da construção de uma cultura de paz e da harmonia social. Nesse contexto, emergem como essenciais as políticas públicas nacionais, que, respondendo aos acordos internacionais tendem a promover a Educação para os Direitos Humanos entre os diversos segmentos da sociedade. Entre tais segmentos, destaca-se nesta pesquisa, aquele da Universidade como um local privilegiado de formação e informação para os estudantes e futuros profissionais. Tanto melhor quanto mais claras forem as orientações ditadas pelas políticas públicas para a Educação em Direitos Humanos no Ensino superior. E o meio universitário tende a sintonizar-se com o período juvenil, em que os jovens vislumbram a possibilidade de participação ativa e cidadã na vida social em busca de mudanças inspiradas pelos desafios emergentes do contexto social. O presente livro apresenta em uma primeira parte, um recorte teórico-analítico das normativas sobre os Direitos Humanos e sua promoção no meio universitário; na segunda parte indaga, através de entrevistas coletivas (focus groups), qual a percepção dos jovens universitários sobre a presença ou não dos conteúdos relativos aos Direitos Humanos nos currículos e Projetos Pedagógicos de seus cursos. A pesquisa teve uma abordagem qualitativa de caráter exploratório utilizando como estratégia de pesquisa o estudo de caso múltiplo, como técnica de levantamento e análise dedados: grupo focal, análise documental e para tratamento e análise dos dados, a análise de conteúdo.

Ao analisar a percepção dos estudantes do curso de Letras-Português e de Pedagogia acerca da Educação para os Direitos Humanos no meio universitário a partir das opiniões advindas das entrevistas dos grupos focais e analisadas, foi possível inferir que os estudantes percebem que a Universidade tem proporcionado noções relacionadas tanto aos Direitos Humanos quanto à Educação em Direitos Humanos. São considerados nessa percepção a oferta de disciplinas que tratam da temática de forma transversal, assim como em ações que compõem o currículo dos cursos; mesmo que as ações realizadas na instituição não sejam intencionalmente e explicitamente voltadas para Educação para os Direitos Humanos. Entende-se que as noções de Direitos Humanos constatadas entre os estudantes não emanam somente dos ensinamentos da Universidade, mas também dos conhecimentos transmitidos pelas instituições sociais como a família, o Estado, a sociedade assim como pelos veículos de comunicação. Entretanto, analisando a opinião dos estudantes, observa-se que não há clareza acerca do tema em questão. Intuitivamente conceituam os Direitos Humanos e evocam legislações diversas para justificarem suas falas. Pondera-se que os cursos em análise, pelo fato de serem licenciaturas, aumentem a responsabilidade da instituição em ofertar uma Educação em Direitos Humanos coerente e efetiva em sintonia com os dispositivos legais e normativas nacionais, pois nestes cursos formam-se educadores com potencial multiplicador da Educação em Direitos Humanos.

Chanceler da UCB visita Cátedra UNESCO/UCB


IMG_7994O Grão-Chanceler da Universidade Católica de Brasilia, Pe. Orestes Fistarol, visitou a Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade no dia 21 de março. Encontrou-se com o Coordenador da Cátedra Prof. Dr. Geraldo Caliman e com o Secretário Executivo da mesma, Prof. MSc José Ivaldo Lucena. Por ocasião da visita o Chanceler lembrou da importância da presença da UNESCO dentro de nossa Universidade através de estudos e pesquisas de alto relevo ligados à Educação e à Juventude. Na ocasião foram apresentados as cerca de cinquenta publicações (livros) publicados com o selo da Cátedra UNESCO/UCB nos últimos dez anos. Agradecemos a presença do Chanceler pela oportunidade de demonstrar os trabalhos de nossa rede.

Nova publicação: Cátedras UNESCO e os desafios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável


Cátedras UNESCO e os Desafios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CALIMAN, G. Org.). Na área da Educação, a UNESCO construiu ativamente a Agenda de Educação 2030, englobada pelo ODS 4 (Educação de Qualidade). A Declaração de Incheon, adotada em maio de 2015, conferiu à UNESCO a responsabilidade de liderar e coordenar o tema por meio de orientação e apoio técnico no âmbito da agenda 2030. Na área das Ciências Naturais, a nova Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável representa um importante avanço no reconhecimento da contribuição da ciência, da tecnologia e da inovação (CTI) para o desenvolvimento sustentável. Ao mesmo tempo, na área das Ciências Humanas e Sociais, a UNESCO visa consolidar princípios e valores universais, como a solidariedade global, a inclusão, a não-discriminação, a equidade de gênero e a responsabilização na implementação dos ODS. Quanto à Cultura, a UNESCO acredita que a inserção desse tema no centro das políticas de desenvolvimento é Investimento essencial no futuro do mundo e uma pré-condição para processos de globalização bem-sucedidos que levem em consideração o princípio da diversidade cultural. Por fim, no âmbito da Comunicação e Informação, a UNESCO segue defendendo o reconhecimento do papel vital que a liberdade de expressão e acesso à informação desempenham em sociedades sustentáveis.

No dia 14 de agosto de 2008 acontecia a inauguração oficial da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade. As instituições fundadoras desta Universidade compõem-se de diversos grupos dedicados há séculos à educação: salesianos, salesianas, lassalistas, maristas e estigmatinos. Todas essas congregações religiosas, trazem no seu DNA uma identidade muito especial, voltada à educação e particularmente à educação da juventude. E essa Cátedra não poderia estar em lugar mais adequado, a partir do momento em que é voltada à educação e à juventude dentro da sociedade. Ela foi criada sob uma sólida experiência de rede de observatórios de violências nas escolas, e de consequentes congressos Ibero-americanos de violências nas escolas. De 2008 para cá, seguiram-se 10 anos que demonstram um crescente desenvolvimento de pesquisas, as quais, ficaram registradas nos 35 volumes publicados com o selo desta Cátedra. Eles compõem uma coleção especial da nossa Cátedra. Outros são publicados, às vezes, com o selo da Cátedra, mas em outras instituições, e por outros editores. Não podemos deixar de contabilizar também as centenas de artigos científicos orientados segundo os objetivos e a temática desta Cátedra. O presente momento caracteriza-se por um especial agradecimento pelo apoio da Universidade, como também, pelo constante estímulo dado à Cátedra durante esses anos pela UNESCO-Brasil que tanto estimulou para que esse encontro de Cátedras se realizasse.

Relata-se, aqui, a experiência de sintonia de cinco das 21 cátedras UNESCO presentes no Brasil com os desafios de postos pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. De modo especial celebra-se os dez anos da institucionalização da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, no âmbito da Universidade Católica de Brasília, como um espaço de promoção e fortalecimento das discussões teórico-metodológicas em torno do tema das juventudes. Verifica-se que, a partir de uma opção institucional do trabalho sobre/para/com as juventudes, a Universidade propõe à UNESCO a formação do Observatório de Violências nas Escolas-Brasil, o qual, embora tenha uma centralidade nas questões escolares, acaba por se aproximar da vocação institucional da UNESCO de trabalho com as juventudes e se caracteriza como o embrião para a organização da Cátedra. Evidencia-se, a partir da experiência relatada, a necessidade de que a universidade seja capaz de romper os paradigmas tradicionais que a individualizam, abrindo-se para o trabalho em rede, de forma a protagonizar uma contínua capilaridade interinstitucional que respeita as identidades e faz a catálise das possibilidades.