Arquivo do autor:Laboratório de Pedagogia Social

Sobre Laboratório de Pedagogia Social

Doutorado (1995) e Pós-Doutorado (2001) em Educação - Università Pontificia Salesiana de Roma. Professor da Pontificia Universidade Salesiana' de Roma (UPS) (1995-2003) onde atuou como Coordenador do Programa de Mestrado e Doutorado em Pedagogia Social (1998-2000). Experiência na gestão de instituições socioeducativas (Brasília 1982-1984; Belo Horizonte 1985-1987; 1991). A partir de 2005 é professor da Universidade Católica de Brasília onde já atuou também como Pró-Reitor de Pós Graduação e Pesquisa. Ensina no Programa de Mestrado e Doutorado em Educação e Coordena a Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade. Tem experiência na área de Educação, Sociologia da Educação, com ênfase em Pedagogia Social, e temas correlatos como Educação Social, Exclusão Social, Prevenção, Sociologia do Desvio e da Delinquência, Delinqüência Juvenil. Coeditor Internacional de "Alteridad: Revista de Educación"; Membro do Conselho Editorial da "Revista de Educação" da ANEC. Livros publicados nos últimos seis anos: (1) CALIMAN, G. (Org.) As Cátedras UNESCO e os desafios dos ODS, 2019; (2) CALIMAN, G.; VASCONCELOS, I. (Orgs.). Juventude Universitária: Percepções sobre Justiça e Direitos Humanos. Brasilia: Liber, 2016. (3) MANICA, L.; CALIMAN, G. Inclusão de Pessoas com Deficiência na Educação Profissional e no Trabalho. São Paulo: Paco, 2015. (4) CALIMAN, G.; PIERONI, V. Sociologia e Drogadição. Formação de Pessoal. Guarapuava: UNICENTRO – Universidade Aberta do Brasil, 2015. (5) MANICA, Loni; CALIMAN, Geraldo.. Educação Profissional para Pessoas com Deficiência. Brasília: Liber Livro, 2015.(6) CALIMAN, G. (Org.). Direitos Humanos na Pedagogia do Amanhã. Brasília: Liber Livro, 2014. (7) CALIMAN, G.; PIERONI, V. ; FERMINO, A. Pedagogia da Alteridade Brasília: Liber Livro, 2014. (8) CALIMAN, Geraldo (Org.). Violências e Direitos Humanos : Espaços da Educação. Brasília: Liber Livro, 2013.

Artigo cientifico aborda Culturas de Paz


global_citizenshipEquipe da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade (812), publica artigo científico dentro da linha de pesquisa do pós-doutoramento em andamento na Italia, pelo seu Coordenador. Pode ser acessado pelo DOI https://doi.org/10.1590/S0104-40362020002802047    O artigo foi publicado na Revista Ensaio (Qualis A1 em Educação), escrito em lingua inglesa, e intitula-se “Youth leadership and global citizenship: alternatives for peacebuilding in Brazilian public schools“. O artigo encontra-se em sintonia com a temática da pesquisa de pós-doutoramento que o Coordenador da Cátedra Unesco/UCB realiza na Itália, e reflete sobre a difusão de culturas de paz no ambiente escolar. O artigo afirma que a paz é fruto de uma construção social que demanda um processo individual e coletivo de informação e compromisso na construção de um mundo mais justo e inclusivo. A Universidade e a escola, enquanto espaços de educação formal tem um grande potencial como promotores e construtores de paz. O artigo discute esses dois argumentos a partir de uma experiência desenvolvida em duas escolas públicas do Distrito Federal pela Cátedra Unesco de Juventude, Educação e Sociedade da Universidade Católica de Brasília (UCB), a partir de 2015 até o presente. A primeira parte discute-se o presente contexto da juventude a partir de um foco teórico na cidadania global e na centralidade da liderança juvenil para a apropriação de processos de construção de paz. A segunda parte enfatiza o papel da universidade e da escola pública na construção de redes que atuam proativamente na educação dos jovens para a cidadania, preparando-os para o eventual confronto com situações de violência e intolerância. A última parte do artigo volta-se para as experiências de sucesso dos últimos anos, capazes de ativar a prevenção da violência escolar e a construção de uma cidadania global. O estudo mostra que os princípios de educação para a paz e formação da cidadania global inspirados na Unesco são importantes alternativas para a promoção e construção de culturas de paz.

Jovens universitários: entre a inclusão e a exclusão


CALIMAN, G.; VASCONCELOS, I.(Orgs.). Jovens universitários: entre a inclusão e a exclusão. Brasília: Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, 2019, 180 p. [Baixar livro em PDF]. Resultado de uma pesquisa da Rede IUS internacional, realizada por cinco universidades: a Universidad Politécnica Salesiana (UPS), do Equador; a Universidad Católica Silva Henríquez (UCSH), do Chile; a Universidad Don Bosco (UDB), de El Salvador; a Universidad Salesiana de Bolivia (USB) e a Universidade Católica de Brasília (UCB). Essa pesquisa se encaminha para estudos da UCB sobre inclusão e exclusão juvenil realizados no âmbito brasileiro.
No Brasil, a Constituição Federal determina que crianças, adolescentes e jovens usufruam desse direito em vinculação com outros – direito à vida, à saúde, à alimentação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.Esse discurso oficial de alta abrangência obriga a sociedade como um todo a educar seus membros, traduzindo essa exigência em políticas públicas, com o apoio da legislação e normas pertinentes. Como essas promessas do discurso oficial se realizam nas instituições de ensino superior? Em particular, nas universidades? No fundo, tais perguntas perpassam os oito capítulos da presente obra, os quais se distribuem em duas partes. Na primeira delas, apresentam-se explicações sobre as juventudes e os modos como ocorrem os mecanismos de sua exclusão e inclusão social, partindo-se de perguntas como: O que é a juventude brasileira? Quais os desafios da educação social? Qual a forma de atuação dos Estados nacionais na área da promoção dos direitos humanos e da proteção destes em relação à juventude? O que é uma universidade inclusiva? Como a exclusão social ocorre na educação superior e de que maneira a universidade poderia concretizar uma efetiva inclusão educacional? Na segunda parte, apresentam-se percepções de jovens estudantes sobre exclusão e inclusão na universidade. Uma pesquisa qualitativo-exploratória traz dados e informações relevantes sobre essas percepções, tendo contado com a participação de 42 jovens estudantes de uma universidade que, sendo confessional, assume publicamente em seus documentos estratégicos o com promisso educacional global com os seus alunos. A diversidade de perfis dos participantes contribuiu muito para enriquecer os cinco grupos focais, cujas discussões foram impulsionadas por três amplas reflexões, colocadas aos participantes: 1) Qual o entendimento de exclusão social; 2) Como a universidade lida com diversas exclusões, inclusive a digital, em circulação por corredores, salas de aula e outros lugares; 3) Quais sentimentos de invisibilidade, enquanto exclusão humana, perpassam o dia a dia acadêmico.
Espera-se que a presente obra contribua para que as universidades concretizem a efetiva inclusão social de seus alunos. Que favoreça também a formação de professores, principalmente, aqueles que atuam na educação superior, posto que as reflexões e as conclusões ora colocadas à disposição dos leitores apontam para o contexto universitário. E que, no âmbito da educação em geral, possa contribuir com uma educação humanística, nos passos dos quatro pilares da Educação para o Século XXI. Estes, em princípio, destinam-se à educação básica, porém, se aplicam também à educação superior, guardando-se as devidas adequações, pois envolvem a contínua renovação do conhecimento.

Seminário Janelas de Oportunidades: da Primeira Infância à Socioeducação


 

Palestra no Auditório do Senado

Dep. Paula Belmonte, Prof. Geraldo Caliman, Prof. Rogério Córdova no Auditório Petrônio Portela do Senado Federal

Prof. Geraldo Caliman participa como palestrante do “Seminário Janelas de Oportunidades: da Primeira Infância à Socioeducação”. Sob o tema “Prevenção da violência na sociedade e na escola”. O evento teve a participação organizacional da Cátedra UNESCO de Juventude Educação e Sociedade.

O tema discutido foi “Caminhos para a construção da cultura de paz no ciclo da vida”, sob a coordenação da deputada federal Paula Belmonte (Cidadania-DF), vice-presidente da Frente Parlamentar Mista da Primeira Infância, com moderação dos debates pela promotora de Justiça do Espírito Santo Andrea Teixeira de Souza, membro da Comissão da Infância e Juventude do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Antes da apresentação do painel, o Núcleo de Ensinamento de Viola Caipira de Ceilândia apresentou diversas peças do cancioneiro do sertanejo de raiz.

Ao abrir os trabalhos, a deputada federal Paula Belmonte destacou que o próprio nome do seminário já apresenta a chave do que estamos procurando. “Se investirmos na primeira infância, não teremos a necessidade da socioeducação”, disse. Ela ressaltou que se deve investir na educação. Segundo a deputada, um adolescente no socioeducativo custa em média 9 mil reais por mês, enquanto o custo de uma criança na escola não chega a 10% desse valor.

A primeira palestra do painel foi apresentada pelo coordenador da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, professor Geraldo Caliman. O tema abordado foi “Perspectivas para a prevenção da violência”. Ele fez uma apresentação das diversas ideologias que influenciam as ações dos assistentes sociais para prevenção da violência nas famílias. O professor evidenciou que muitas dessas ideologias pregam a punição como forma de reeducação dos adolescentes. E essa é, hoje, segundo ele, a maior tendência da nossa sociedade, pois se debate o aumento das penas, a redução da maioridade penal, entre outros temas semelhantes.

Caliman fez uma comparação entre o Positivismo e a Escola de Chicago. A primeira defendia que o indivíduo já nasce culpado, e por isso deve ser socializado; e a segunda dizia que a responsabilidade da infração é da influência social. No Positivismo havia uma tendência a se punir mais para buscar a ressocialização. Na Escola de Chicago a tendência era segregar os indivíduos da sociedade.

O professor finalizou defendendo investimentos na educação. “Se a pessoa aprende a ser delinquente, pode muito bem aprender a conviver pacificamente em sociedade. Na escola deve-se promover a integração do adolescente com a família, a comunidade e as instituições sociais”, disse. E terminou afirmando que na socioeducação deve-se ensinar os valores morais e éticos e, principalmente, ensinar a definir um projeto de vida para que os socioeducandos vejam que há um futuro que podem construir para eles próprios.
[Texto: Noticias do TJDFT]

Universidades Salesianas se reúnem em Quito, Equador


Começou ontem a VIII Conferência das Instituições Universitárias Salesianas (IUS) na América. Presentes, da Universidade Católica de Brasilia, o Reitor, Prof. Jardelino Menegat; o Prof. Eduardo Moresi; o Prof. Geraldo Caliman. O evento acontece na Universidade Politécnica Salesiana em Quito, no Equador, e vai até esta sexta-feira (20), buscando fortalecer o caminho conjunto das Universidades Salesianas das Américas. Como objetivos específicos, a conferência visa: – Promover a reflexão contínua das IUS sobre sua missão à luz dos desafios das sociedades latino-americanas e do desenvolvimento do ensino superior; – Avaliar o trabalho desenvolvido a partir do Programa Comum 5 (2017 – 2021) das IUS da América, aprovado durante a Conferência de  –  Santiago, em Olmué (2017); – Definir as projeções e o plano de trabalho para o período de 2019-2021, conforme estabelecido no Programa Comum 5; – Promover iniciativas de fortalecimento institucional e cooperação acadêmica entre as instituições. Para conhecer a programação da VIII Conferência das IUS na América, clique aqui.

 

Relatório de Pesquisa Internacional em Quito (Equador)


VIII-ConferenciaOs professores Geraldo Caliman e Eduardo Moresi, juntamente com o Prof. Dr. Ir. Jardelino Menegat (Reitor), participam da VIII Conferencia IUS América que se realizará na “Universidad Politécnica Salesiana” do Equador de 17 a 20 de setembro de 2019. O objetivo da Conferência é fortalecer o caminho conjunto das Universidades Salesianas das Américas, organização à qual também a UCB participa como membro. O Prof. Geraldo Caliman expõe os resultados de uma pesquisa (“Caracterização dos processos de inclusão/exclusão social de jovens universitários”) realizada em conjunto com universidades de cinco países da América Latina: a Universidade Politecnica Salesiana (UPS) do Equador; a Universidad Catolica Silva Henriquez (UCSH) do Chile; a Universidad Don Bosco de El Salvador (UDB); a Universidad Salesiana da Bolívia (USB), e a Universidade Católica de Brasília (UCB). Caliman participa como membro das IUS, no grupo de pesquisa em Juventude e em representação da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade. O Prof. Eduardo Amadeu Moresi participa sob convite para expor aos participantes da Conferência a parceria entre a UCB e a Apple, projeto que se desenvolve há alguns anos destinado a formar os estudantes na área de informática. Para saber mais sobre a VIII Conferencia IUS América: clique aqui

Encontro com o Ministro da Educação


No dia 10 de setembro, em audiência com o Ministro da Educação, Abraham Weintraub e em companhia com o Deputado Evair de Melo relatei as atividades da Cátedra 812 da Unesco que tenho a honra de presidir, sediada a Universidade Católica de Brasilia. O Ministro que na foto tem em mãos alguns dos meus livros, se manifestou disponível a apoiar uma cooperação acadêmica entre o MEC e a Cátedra Unesco de Juventude, Educação e Sociedade. Nossa Cátedra trabalha com pesquisas na área de Prevenção da Violência, Culturas de Paz, Qualidade da Educação.

Aprendizagem Baseada em Desafios (Artigo)


A Doutoranda Hadassah Santana (Orientador: Prof. Caliman) publicou nos anais do EDULEARN19 o seguinte artigo: The use of moot court methodology as an instrument of team basead learning in the law course [baixar em pdf]. Pode ser acessado no EDULEARN por este link. O contexto deste artigo baseia-se no uso da Aprendizagem Baseada em Desafios (CBL), ou a metodologia do tribunal simulado, para verificar, não exaustivamente, a possível transformação das práticas de ensino e aprendizagem no curso do Direito. A partir desse contexto induz-se a compreensão de conceitos teóricos a partir de situações reais e presente no contexto social. O objetivo do texto é verificar se a discussão pode ser evidenciada como formato da metodologia ativa denominada aprendizagem baseada em equipes (TBL). Este artigo pode ser classificado como relato de experiência, no qual a metodologia CBL é utilizada no curso de pós-graduação stricto sensu, com o objetivo de auxiliar os alunos na elaboração de tópicos de pesquisa. Assim, a proposta da CBL é acoplada ao processo de pesquisa, apresentando um tópico de pesquisa relacionado ao enfoque do aluno, cujo estágio de engajamento e definição do desafio são pressupostos para a definição de termos de busca, visando a realização de pesquisa bibliográfica no Scopus e Web of Science A metodologia utilizada baseou-se na seleção de um período específico e seleção de até 4.000 documentos na base de dados Scopus e extração dos metadados completos em CSV, e, em tempo hábil, a seleção de até 2000 documentos Web of Science, importando os metadados para o formato TXT. Após tais ações, foram gerados gráficos de termos co-ocorrência e acoplamento bibliográfico no VOSviewer e exportados em GML para Gephi, executando as seguintes métricas: grau médio, diâmetro de rede, modularidade de classe, PageRank e centralidade de autovetores. O gráfico foi gerado com o algoritmo Force Atlas 2 ou Fruchterman Reingold. Os resultados da pesquisa e a elaboração de questões direcionaram a pesquisa bibliográfica, análise e interpretação das informações, coletadas com o objetivo de elaborar um relatório contendo a proposta de pesquisa referente à prática de ensino e aprendizagem em Direito do Ensino Superior com o uso de metodologia ativa: moot court considerada, no presente trabalho, como parte da metodologia ativa Aprendizagem baseada em equipe. Os documentos recuperados não reúnem os termos moot court e team-based learning, mas os termos gerados a partir da análise dos resultados formam um conjunto de significados semelhantes, dando origem à questão essencial da pesquisa: se moot court pode ser considerada uma metodologia de aprendizagem baseada em equipe. Pode-se concluir que a aplicação do CBL orienta o processo de pesquisa e a elaboração de indicadores bibliográficos qualificados, endossando o processo de construção qualitativa de revisão da literatura do assunto que é proposta e indicando a aproximação do formato de Moot ou simulação de corte ao TBL.