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Ciências Humanas e Sociais é tema de debate internacional

11/09/2015 Comentários desligados

Mesa-2Pesquisadores do Brasil, México e Alemanha participaram do seminário “Ciências Humanas e Sociais… Por quê?”, realizado no Câmpus II, da Universidade Católica de Brasília. Entre eles: Em pé da esquerda: Prof. Dr. Miroslav Milovic (UnB); Prof. Dr. Emil Sobottka (PUC-RS); Profa. Dra. Claudia Linhares Sanz (UnB); Prof. Dr. Frederico Feitoza (UCB); Prof. Dr. Hans Joachin Eickhoff (FU-Berlin, Alemanha); Profa. Dra. Felicia Vasquez Bravo (UAQ-Mexico);  Prof. Dr. Christoph Wulf (FU-Berlin, Alemanha); Profa. Dra. Birgit Althans (Leupana Universitat Luneburg, Alemanha); Prof. Dr. Bernd Fichtner (Universitat Siegen, Alemanha); Prof. Dr. Geraldo Caliman (UCB -Coordenador); Profa. Dra. Wivian Weller (UnB Coordenadora); Prof. MSc. José Ivaldo de Araujo Lucena (UCB). Abaixados a partir da esquerda para a direita:Prof. Dr. Estêvão Chaves de Rezende Martins (UnB); Profa. Dra. Sinara Pollon Zardo (UCB); Jailton Lopes Vicente (UnB); Cátia Piccolo Vieira Davecchi (UnB), Cilene Vilarins Cardoso da Silva (UnB); Ana Carla Nascimento de Oliveira (UnB); Profa. Dra. Vanildes Gonçalves da Silva (UCB).

A Universidade Católica de Brasília (UCB), por meio da Escola de Educação e Humanidades, do Programa de Pós-graduação em Comunicação e da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade; junto a Universidade de Brasília (UnB), realizou no dia 10 de setembro, o seminário internacional “Ciências Humanas e Sociais… Por quê?”. O evento aconteceu no auditório do Campus II da UCB, com parceria da Freie Universitat Berlin e a presença de pesquisadores do Brasil, México e Alemanha.

De acordo com o coordenador do Programa de Pós-graduação em Educação da UCB, Prof. Dr. Luiz Síveres, é muito importante debater temas relevantes entre pesquisadores de diferentes países. “Não só no Brasil, mas em todo o mundo, o incentivo às ciências exatas e os avanços tecnológicos prevalecem. Mas o vazio existencial e os problemas que a humanidade encara diariamente não se resolvem apenas com tecnologia, e sim, com educação, valores e propostas diferenciadas, que são aspectos desenvolvidos pelas ciências humanas e sociais”, explica.

“É sempre um prazer estar aqui no Brasil e me sinto muito honrado em estar pela primeira vez na Universidade Católica. Nós pesquisadores precisamos nos unir, como estamos fazendo hoje nesse evento, para debater e fazer reacender a importância das ciências humanas e sociais, para colaborarmos com o desenvolvimento e solução dos problemas humanitários no mundo. O aprimoramento da sociedade não está ligado ao avanço tecnológico, depende muito mais de solucionarmos os problemas sociais que a nossa humanidade enfrenta”, destaca o vice-presidente da Comissão Alemã para a UNESCO, Prof. Dr. Christoph Wulf.

Para o coordenador da Cátedra UNESCO Juventude, Educação e Sociedade da UCB, Prof. Dr. Geraldo Caliman, “temos que mostrar para a sociedade que o mundo das artes, literatura, música, educação, direitos humanos, devem ser aprofundados, principalmente no Brasil. Pois a matriz do desenvolvimento de uma nação e, até mesmo das tecnologias, está no seu pensamento, nas matrizes teóricas e na formação humana”. O professor do curso de Comunicação da UCB, Prof. Dr. Frederico Feitoza, ainda complementa, que “o pensamento filosófico tem sido deixado de lado e, por isso, o debate sobre esse tema é de extrema importância para um progresso mais eficaz da nossa sociedade”.

A mestranda do Programa de Pós-graduação em Educação da UCB, Lilian Mendonça, buscou no evento uma compreensão mais ampla do que são as ciências sociais hoje. “O interessante nesse seminário, sobretudo em relação a essa internacionalização do conhecimento e do pensamento, é porque a discussão envolve o mundo, não é uma questão Brasil. Acho que as ciências sociais, como um todo, abrange o mundo e discutir temas sociais envolve o rompimento de barreiras, de fronteiras. E é isso que esse debate fez ao congregar pesquisadores de diferentes países e áreas para um debate pela humanidade”.

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Seminário Internacional “Ciências Humanas e Sociais: por que?”

09/09/2015 Comentários desligados

SeminarioHumanitas10 e 11 de Setembro. Organizado pela Universidade Católica de Brasília (Cátedra UNESCO-UCB; Programas de Educação e de Comunicação); Universidade de Brasília e Freie Universitat Berlin. Não só no Brasil, mas tambem em muitos países europeus, a relevância das Humanidades e das Ciências Sociais no desenvolvimento da sociedade civil não é reconhecida com a devida importância. Uma das razões para isso parece estar relacionada à baixa consciência do papel que artes e humanidades desempenham na sociedade, tanto por parte das instituições como da população como um todo.

Uma tarefa importante das ciências humanas e sociais é fazer com que os resultados da investigação científica e tecnológica se tornem socialmente relevantes. Diversos estudos têm demonstrado que, até certo ponto, a pesquisa no campo das ciências tecnológicas e de inovação dependem das humanidades e das ciências sociais para elucidar seus conceitos. As ciências humanas e sociais tambem analisam problemas que são relevantes para os indivíduos, para as comunidades e para a sociedade como um todo. Conhecimentos adquiridos nas ciências humanas e sociais contribuem para uma maior abertura e flexibilidade das relações entre diferentes grupos sociais. Esses conhecimentos promovem a compreensão entre os membros de uma sociedade e dão sustentabilidade aos processos de formação de consenso e de desenvolvimento de coerência social.

Essas são algumas teses que serão discutidas neste Seminário.

“Sociologia e Drogadição”, nova Publicação

04/09/2015 Comentários desligados

SociologiaDroga014Novo livro Sociologia e Drogadição de autoria de G. Caliman e V. Pieroni. Como afirma o sociólogo BAUMAN, na sociedade de hoje as pessoas passam a valer pelo que consomem. E muitos jovens consomem estados de ânimo para enfrentar a sufocante condição na qual são impelidos ao viver nessa sociedade do consumo: como consumidores e como tal como geradores de capital e renda. Nessa sociedade é fácil adquirir a bom preço “estados de ânimo”, nas prateleiras das esquinas…

O livro aborda assuntos como: Quadro teórico que interpreta as dependências; Conceitos de transgressão, de dependência e toxicodependências; O mundo das drogas e as drogas no mundo mostrando uma tipologia e suas modalidades de assunção; Adolescência: um período a risco? O controle social sobre a toxicodependência; Melhor prevenir que remediar… Enfim, 125 páginas bem densas abordando essa questão. Foi publicado para a  Universidade Aberta do Brasil (UAB), dentro de um projeto da Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO), em que participo com bolsa da CAPES de professor pesquisador.

De modo particular duas áreas conceituais estão sob análise nestas páginas: a questão do mal-estar social dos jovens que se manifesta em expressões às vezes de violência e às vezes de consumo de drogas; e o lugar da educação, entendido aqui como espaço de prevenção seja em ambientes escolares que não-escolares. No centro do objeto de pesquisa não se situa tanto o “problema das drogas”, ou “os jovens como problema”. Entendemos as manifestações de dependência de substâncias como sintomas de um mal-estar que subsiste na sociedade de hoje. Sociedades cujos filhos se drogam colhem os frutos de uma cultura subjacente às relações sociais que nela intercorrem. Se existem problemas, estes seriam encontrados nas estruturas e nas culturas violentas que se reproduzem dentro das relações que se têm desenvolvido na sociedade. Neste sentido as drogas, como também outros sintomas como as violências, são considerados aqui expressões de um mal-estar. E os jovens encontram nas drogas sua maneira de exprimir, de dizer que direitos fundamentais estão sendo negados no itinerário de quem deles precisa para responder aos desafios que a sociedade mesma impõe à infância e à adolescência.