Arquivo da categoria: Eventos & Congressos

Congressos, eventos, seminários ligados ao Programa de Mestrado e Doutorado em Educação da UCB

Mesa redonda formação profissional de pessoas com deficiência


SeminarioPessoasDefMesa redonda reuniu pesquisadores na área de educação e inclusão para abordar a importância da formação profissional de pessoas com deficiência.

A Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da Universidade Católica de Brasília (UCB), com o apoio do Programa de Pós-graduação em Educação da UCB, do curso de Pedagogia e do Serviço de Orientação Inclusiva (SOI), realizou no dia 9 de abril, às 19h30, no Câmpus I, no Auditório do Bloco G, a mesa redonda “Educação de Pessoas com Deficiência” para discutir os desafios e oportunidades para a área de inclusão. No evento, foi tratada a temática central do livro “Formação Profissional de Pessoas com Deficiência: um novo jeito de ser docente”, lançado no final de 2014, pela pesquisadora em Educação, Loni Manica, em parceria com o coordenador da Cátedra UNESCO da UCB, Prof. Dr. Geraldo Caliman.

Fruto de quatro anos de pesquisa em todo o país, a publicação abordou questões como, paciência, metodologia e tempo diferenciados, além de superação do preconceito pelo professor e capacidade de assumir que é possível haver uma aprendizagem mediada, pois o estudante com deficiência pode contribuir para a melhoria da dinâmica da aula. Segundo a assessora parlamentar em inclusão e diversidade Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, Loni Elisete Manica, doutora em Educação, “O professor precisa entender que é preciso dialogar com o estudante e entender que ele é indivíduo na sala de aula, pois o limite está apenas na nossa mente”.

O professor Geraldo Caliman explicou que a Cátedra atua em pesquisas na área dos direitos humanos e de grupos específicos, como o caso das pessoas com deficiência. O evento, voltado aos estudantes da área de Pedagogia, Educação e Libras (Língua Brasileira de Sinais), tem o objetivo de ampliar a pesquisa sobre direitos humanos e justiça. “Depois de tantos anos longe da primeira e da segunda guerra mundiais, nossa sociedade não conheceu de perto certos problemas de desrespeito aos direitos humanos. Por isso, é possível que as pessoas esqueçam que é preciso lutar e respeitar as diversidades sociais, sobretudo, em pessoas que têm deficiência. A deficiência não é uma excepcionalidade aqui, mas deve ser uma normalidade dentro da sociedade”, ressaltou.

Mesa-redonda

Durante o debate, a Prof. Dr. Sinara Pollom Zardo, doutora em educação e professora do programa de Pós-graduação em Educação da UCB, defendeu o reconhecimento e a valorização da inclusão. Para ela, “antes, a deficiência era incapacidade e exclusão e, hoje, é valorizada como condição humana que dá acesso aos diretos humanos”. Sinara Zardo abordou três eixos de discussão: diferença na concepção da deficiência e de pessoas com deficiência, orientações para a organização da educação especial na perspectiva da educação inclusiva nos sistemas de ensino e os desafios para a garantia do direito à educação para pessoas com deficiência. Segundo ela, de acordo com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência ratificada no Brasil como Emenda Constitucional, o termo identifica “pessoas com impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial”.

Loni Monica contou a história de superação do irmão que possui deficiência intelectual, fato que a motivou a atuar com temas ligados à inclusão. “Apoiei a criação de uma lei que obrigava a capacitação profissional e inclusão no mercado de trabalho de pessoas com deficiência. A formação do ser humano começa na família, por meio do processo de humanização em que valores éticos e morais têm continuidade no trabalho da escola. O trabalho é crucial para garantir a cidadania e o sentimento de pertencimento ao grupo para a construção de uma identidade social, de reconhecimento de suas capacidades”, disse.

Ela explicou ainda que educação inclusiva significa assegurar a todos os estudantes, a igualdade de oportunidades, sem exceção. Então, três grandes fases marcam a trajetória das Pessoas Com Deficiência (PCD): exclusão total, integração, quando a PCD se prepara para ser inserida em uma sociedade não preparada para recebê-la, e inclusão, quando a sociedade se prepara para receber a PCD.

A mestra em Educação, especialista em Libras e Educação Inclusiva e professora de Libras da UCB, Valícia Ferreira Gomes, falou sobre as estratégias de inclusão para estudantes surdos nas universidades do DF e na educação superior. “Percebemos uma crescente da procura de estudantes surdos na educação infantil, básica ou ensino médio, o que possibilita a inclusão do surdo no ensino superior. A deficiência do surdo é de comunicação. Nesse mês comemoramos 10 anos de reconhecimento e regulamentação da Libras. Somente na UCB, temos oito estudantes surdos e dois professores, ou seja, isso faz parte desses processo de inclusão, pois 5% da população possui essa deficiência e é preciso incluí-las na sociedade”, defendeu.

Congresso Internacional em Roma, Itália


roma

Prof. Dr. Sabino de Juán, Reitor do Centro Universitário Salesiano de Madrid, parceiro da Cátedra; e prof. Caliman

O Coordenador da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, Prof. Dr. Geraldo Caliman, participou, em Roma, nos dias 19 a 21, do “Congresso Internacional de Pedagogia Salesiana”. O Congresso reuniu experiências e sínteses de educadores de todo o mundo onde atuam inspirados na Pedagogia do Educador do século XIX, Dom Bosco. A pedagogia de Dom Bosco está contextualizada entre as tendências pedagógicas humanistas do sec. 19 e 20 (Montessori, Dom Bosco, Dewey, Freire …) e ressalta algumas dimensões básicas da educação social e tem seus correspondentes nas tendências atuais da Educação enunciadas nos pilares da educação da UNESCO:  1. Dimensão afetiva [Conviver]; dimensão racional [Conhecer]; dimensão tecnológica [Fazer]; e dimensão Existencial [Ser].

Reunião de Observatórios de Juventude


???????????????????????????????O Grupo de Coordenadores de Observatórios de Juventude das Instituições Universitárias Salesianas das Américas se reuniu em Porto Alegre para planejamento e definição de linhas de pesquisas comuns, projeto conjunto de pesquisa, organizar-se em rede, programar seminários e publicações conjuntas. Presentes à reunião o Prof. Dr. Mario Sandoval, da Universidade Católica Silva Henriques (Chile); Prof. Dr. Daniel Llanos (Universidad Politecnica Salesiana – Ecuador); Profa. Dra Sonia Koehler (Observatorio de Violências nas Escolas do UNISAL, SP); Profa. Cristiane de Oliveira Pereira (da Faculdade Dom Bosco de Porto Alegre); Prof. Dr. Geraldo Caliman (Catedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade – UCB, Brasilia). Na Coordenação: Prof. Marcos Sandrini, Diretor da Faculdade Salesiana de Porto Alegre RS.

Artigo: Educação em Direitos Humanos


62Educação em direitos humanos: para lá da informação (p. 83-100)
Ivar César Oliveira de Vasconcelos, Geraldo Caliman. In: Revista de Ciências da Educação, v. 16, n. 31, 2014, p. 83-100. Baixar Artigo em PDF

Nos tempos atuais, a educação segue acolhendo crianças, adolescentes e jovens frequentemente sujeitos ao adestramento com vistas à obtenção de bom desempenho em testes padronizados. Vigora o processo educacional que pouco articula aspectos informativos e formativos da educação. Indaga-se: os processos educacionais desenvolvidos na universidade formam ou informam? Investigou-se, por meio de uma abordagem qualitativo exploratória, com grupos focais, a percepção de jovens estudantes a respeito da educação desenvolvida na universidade, visando a compreender como concretizar, cada vez mais, a pedagogia dialógica (FREIRE, 2009, 2011) e, assim, contribuir com a educação para direitos humanos. Segundo declararam, o curso superior oferece acesso a uma vida melhor, não significando isto só ganhar dinheiro, mas também situar cada vez mais o indivíduo nas relações sociais. Percebem priorização de aspectos informativos, em detrimento dos formativos. Para eles, torna-se necessário superar os limites dos conceitos aprendidos, para o que as aulas deveriam ser mais dinâmicas e capazes de facilitar, junto aos estudantes, a vinculação entre teoria e prática, o que, inclusive, contribuiria para a maior compreensão de direitos humanos.

Artigo: Perfil Docente na Profissionalização de Alunos com Deficiência


60As Características, Habilidades e Competências exigidas para o Docente atuar na Educação Profissional com Alunos com algum tipo de Deficiência. Loni Manica – Geraldo Caliman, Boletim Técnico do SENAC, v. 40, n. 2, 2014.  Para baixar o artigo em PDF clique aqui.

O artigo revela características, habilidades e competências para o docente que na Educação Profissional tem alunos com deficiência, divididas em categorias as quais identificamos a partir dos entrevistados: paciência; crer nas potencialidades do aluno; metodologia diferenciada; qualificação profissional na área; aprendizagem mediada; avaliação diferenciada; diálogo; superação do preconceito; ousadia; humildade; prática relacionada com a cidadania; trabalho socioeducativo; e a transmissão de valores. Muitas dessas categorias são cabíveis a qualquer professor; contudo, o foco deste artigo está em evidenciar o desejo quanto ao novo jeito de ser docente na visão daqueles que fazem a prática pedagógica inclusiva no dia a dia das escolas profissionais. Foram pesquisados 48 docentes, 35 alunos com deficiência e 28 gestores, em 18 estados.

Reportagem TV Senado: Educação Profissional


Deficiência

Paciência, metodologia e tempo diferenciados, superação do preconceito pelo professor e capacidade de assumir que é possível haver uma aprendizagem mediada, pois o aluno com deficiência pode contribuir para a melhoria da dinâmica da aula. Essas são algumas das conclusões presentes no livro A Educação Profissional para Pessoas com Deficiência: um novo jeito de ser docente, da pesquisadora em educação Loni Manica em parceria com o Professor Geraldo Caliman, Coordenador da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, da Universidade Católica de Brasília.

— Esse é o primeiro livro. Ficou direcionado ao professor que coloca a mão na massa e precisa de uma luz para trabalhar com a pessoa com deficiência — explicou a servidora do Senado, lotada na CDH.

A publicação, fruto de quatro anos de pesquisa em todo o país, também foi lançada durante a audiência pública de ontem. A obra traz a opinião de gestores e professores sobre quais dificuldades devem ser superadas na busca pela inclusão, na educação profissional, de alunos com deficiência. Além disso, apresenta experiências de sucesso sobre o acompanhamento desses estudantes. Também dá voz aos próprios alunos com deficiência sobre quais são os principais enganos dos professores ao ministrarem as aulas, seja em sala ou nos laboratórios de aprendizagem.

— A primeira coisa que eles pedem, 99% dos alunos, é um professor com paciência para escutar e crer que eles também têm potencial e podem contribuir com a aula e o conteúdo a ser trabalhado. A metodologia e a avaliação também não podem ser iguais para todos — disse Loni. Ela citou exemplos de superação, como o de um aluno cego que se inscreveu para o curso de mecânica e sofreu a discriminação do próprio professor, que o instigou por muito tempo a desistir do curso. Assegurado pela lei, teve que ser acolhido e, para surpresa do docente, que mudou completamente de postura, o aluno se mostrou excepcional e capaz de detectar um problema apenas pelo barulho do motor. O livro conta essa história para mostrar que o aluno com deficiência, ainda que precise de atenção e metodologia diferenciadas, é capaz, frisou a pesquisadora.

Lançamento de livro na Comissão de Direitos Humanos [Senado Federal]


_MG_2171_MG_215441Na manhã de hoje o lançamento do meu ultimo livro junto com Loni Manica (Educação Profissional de Pessoas com Deficiencia) na Comissão de Direitos Humanos do Senado. Presentes Senadora Ana Rita (Presidente da Comissão) e Senador Paim, ex-presidente mais uma centena de amigos.

Foi lançado no Senado Federal (Sala Nilo Coelho), no dia 8 de dezembro às 9 h. o livro “Formação Profissional de Pessoas com Deficiência”, de autoria de Loni Manica e Geraldo Caliman. Foram cinco anos de pesquisa que compreendeu 18 estados da Federação.  Loni Elisete Manica, Doutora em Educação pela UCB e Mestre em Educação pela UFSM-RS. Especializações nas áreas de: supervisão e administração escolar; orientação educacional; políticas e estratégia; educação especial e equidade de gênero. Docente e coordenadora de Instituições de ensino fundamental, médio e superior. Especialista na CNI e, atualmente, atua na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal. Geraldo Caliman é capixaba, Doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma, com especialidade em Pedagogia Social. Atuou por dez anos como professor naquela Universidade. Atualmente é professor do Doutorado em Educação e coordena a Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da Universidade Católica de Brasília. Especialidades: exclusão social; delinquência juvenil, educação social e pedagogia social. E o livro faz parte da Coleção Juventude, Educação e Sociedade, da Cátedra UNESCO-UCB. Abaixo as publicações da Coleção:

  1. CALIMAN, Geraldo (Org.). Violências e Direitos Humanos : Espaços da Educação, 2013.
  2. SIVERES, Luiz (Org.). A Extensão Universitária como Princípio de Aprendizagem, 2013.
  3. MACHADO, Magali. A Escola e seus Processos de Humanização, 2013.
  4. BRITO, Renato. Gestão e Comunidade Escolar, 2013.
  5. CALIMAN, G.; PIERONI, V. ; FERMINO, A. Pedagogia da Alteridade, 2014.
  6. RIBEIRO, Olzeni; MORAES, Maria Cândida. Criatividade em uma Perspectiva Transdisciplinar, 2014.
  7. CUNHA, Celio; JESUS, Wellington; GUIMARÃES-IOSIF, Ranilce. A Educação em Novas Arenas, 2014.
  8. CALIMAN, Geraldo (Org.). Direitos Humanos na Pedagogia do Amanhã, 2014.
  9. MANICA, Loni; CALIMAN, Geraldo (Org.). Educação Profissional para Pessoas com Deficiência, 2015.

Encerrando o Semestre turma Pedagogia Social


25Encerrou-se hoje, dia 26 de Novembro, a seqüência de quinze quarta feiras no semestre. São 24 os estudantes de Mestrado e Doutorado inscritos na disciplina Pedagogia Social. Alguns alunos que vêm semanalmente de outros estados (Maranhão, Piauí, Minas Gerais e Palmas). No final da aula, uma confraternização onde tinha de tudo, mostrando os dotes culinários dos participantes.  A disciplina trabalha com conteúdos ligados a: teorias das necessidades humanas. Marginalidade, exclusão social e risco. Paradigmas que interpretam historicamente a exclusão social e a delinqüência juvenil. Educação Social (dimensão prática). Pedagogia Social (dimensão teórica): concepções, conceito e objeto. Pedagogia social no Brasil. Âmbitos de atuação da Pedagogia Social. Respostas da educação social aos problemas comportamentais dos jovens. Metodologia pedagógica em âmbito sócio-educativo: teorias, práticas e métodos de pesquisa. O educador social identidade, campo de trabalho, competências.

Lançamento novo livro A Educação Profissional de Pessoas com Deficiência


23Será lançado no Senado Federal (Sala Nilo Coelho), no dia 8 de dezembro às 9 h. o livro “Formação Profissional de Pessoas com Deficiência”, de autoria de Loni Manica e Geraldo Caliman. Foram cinco anos de pesquisa que compreendeu 18 estados da Federação.  Loni Elisete Manica, Doutora em Educação pela UCB e Mestre em Educação pela UFSM-RS. Especializações nas áreas de: supervisão e administração escolar; orientação educacional; políticas e estratégia; educação especial e equidade de gênero. Docente e coordenadora de Instituições de ensino fundamental, médio e superior. Especialista na CNI e, atualmente, atua na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal. Geraldo Caliman é capixaba, Doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma, com especialidade em Pedagogia Social. Atuou por dez anos como professor naquela Universidade. Atualmente é professor do Doutorado em Educação e coordena a Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da Universidade Católica de Brasília. Especialidades: exclusão social; delinquência juvenil, educação social e pedagogia social. E o livro faz parte da Coleção Juventude, Educação e Sociedade, da Cátedra UNESCO-UCB. Abaixo as publicações da Coleção:

  1. CALIMAN, Geraldo (Org.). Violências e Direitos Humanos : Espaços da Educação, 2013.
  2. SIVERES, Luiz (Org.). A Extensão Universitária como Princípio de Aprendizagem, 2013.
  3. MACHADO, Magali. A Escola e seus Processos de Humanização, 2013.
  4. BRITO, Renato. Gestão e Comunidade Escolar, 2013.
  5. CALIMAN, G.; PIERONI, V. ; FERMINO, A. Pedagogia da Alteridade, 2014.
  6. RIBEIRO, Olzeni; MORAES, Maria Cândida. Criatividade em uma Perspectiva Transdisciplinar, 2014.
  7. CUNHA, Celio; JESUS, Wellington; GUIMARÃES-IOSIF, Ranilce. A Educação em Novas Arenas, 2014.
  8. CALIMAN, Geraldo (Org.). Direitos Humanos na Pedagogia do Amanhã, 2014.
  9. MANICA, Loni; CALIMAN, Geraldo (Org.). Educação Profissional para Pessoas com Deficiência, 2015.

Encontro com O Observatório da Juventude na UPF


IMG_20141118_111711620_HDR O Coordenador da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade encontrou-se, na manhã desta última terça feira, 18 de Novembro, com os integrantes do Observatório de Juventude e de Violências nas Escolas da Universidade de Passo Fundo (UPF). O Observatório integra a rede de parceiros da Cátedra UNESCO-UCB na busca de soluções para a violência através da Educação para a Paz, com métodos e princípios pedagógicos baseados na Pedagogia Social. E articula um projeto de Alternativas à Violência (PAV), através da participação de voluntários que atuam na formação para uma cultura de paz nas escolas públicas da região.

Visita à Universidade de Passo Fundo


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O reitor da Universidade de Passo Fundo (UPF), José Carlos Carles de Souza, recebeu na manhã desta terça-feira, 18 de novembro, a visita do coordenador da Cátedra UNESCO Juventude, Educação e Sociedade, da Universidade Católica de Brasília, Geraldo Caliman. Na ocasião, foram apresentadas ações realizadas pelo projeto de extensão Observatório da Juventude e de Violências nas Escolas da UPF. Este projeto, da UPF, que está vinculado a Vice-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários e a Faculdade de Educação (Faed), representa um espaço de articulação entre os principais atores sociais da educação e áreas relacionadas para potencializar as ações existentes e elaborar projetos coletivos baseados em estudos regulares e aprofundados acerca da situação nas escolas e da violência. Incentiva também o ensino, a pesquisa e a extensão, proporcionando subsídios às políticas públicas sociais e educacionais regionais, e desenvolvendo estratégias de prevenção e combate à violência escolar.
Também participaram da visita o coordenador do projeto na Instituição, Silvio Antônio Bedin, a diretora da Faed, Eliara Zavieruka Levinski, e o coordenador da Divisão de Extensão, Márcio Tascheto.

Coordenador da Cátedra UNESCO-UCB profere Conferência em Congresso na UNINOVE (SP)


UNINOVE-1Prof. Geraldo Caliman proferiu conferencia no “Congresso Internacional de Práticas Pedagógicas da Educação Básica”. O Congresso ocorreu nos dias 6-8 de Novembro em São Paulo no Campus Barra Funda da UNINOVE, e teve como objetivo instaurar um diálogo entre os diversos segmentos educacionais para discutir problemas e caminhos para a qualidade da aprendizagem e do ensino na Educação Básica. Prof. Caliman proferiu conferência sobre “Crianças Sujeitos de Direitos”, ressaltando principalmente a potencialidade da Educação Social e da Pedagogia Social em criar condições para o respeito de Direitos e a educação à cidadania de crianças e adolescentes, sobretudo aqueles em situação de vulnerabilidade social e de risco. O evento teve o patrocínio da CAPES, da Secretaria de Educação do Municipio de São Paulo e da Uninove.

Lançamento: Direitos Humanos na Pedagogia do Amanhã


Pedagogia do Amanha

Quando um adolescente quebra a vidraça da escola é porque essa vidraça já quebrou há muito tempo dentro dele. A primeira tendência das pessoas que observam certos comportamentos dos jovens é pela punição. Infelizmente as pessoas têm resistência apensar no que leva, influencia, provoca essas reações. Antes de quebrarem os vidros de uma janela provavelmente já se quebraram as oportunidades daquele adolescente crescer em uma família, em um ambiente, em uma cultura apropriadas para o ajudarem no processo de crescimento e de formação para a vida para a qual se prepara. Por isso a insistência em falar em “Direitos” Humanos. Não é que os acadêmicos e intelectuais se esqueçam do valor dos “Deveres”; mas é preciso lembrar para a sociedade que alguém está pisando no calo de muitos jovens e se eles reagem, às vezes até agressivamente, é porque uma razão existe. Então, o que custa refletir sobre o que está dando errado na educação dos adolescentes e jovens, antes mesmo de manda-los para uma prisão?

De que será feita a pedagogia de amanhã? Qual o espaço dado à Cidadania e aos Direitos Humanos nessa pedagogia? O novo livro organizado por Geraldo Caliman, Coordenador da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da Universidade Católica de Brasília tenta responder a essas perguntas. E para tanto convidou nove estrangeiros e quatro brasileiros, todos especialistas em educação e em direitos humanos.

Num primeiro momento quem responde é Maurice Tardif, um dos maiores especialistas mundiais da educação, da Universidade de Quebec, em sua magnífica contribuição. Ele prevê algumas tendências da Educação nesse século: pode-se pensar que o processo de racionalização da pedagogia continuará, que a ciência se fará cada vez mais presente, que a criança será cada vez mais analisada minuciosamente, que a relação professor-aluno na sala de aula será ainda mais investigada, que as tecnologias buscarão ocupar um lugar maior e que os promotores de inovações pedagógicas de todo tipo tentarão encontrar clientes. O que parece ainda mais crucial é que, no contexto da mundialização, a educação é mais do que nunca percebida como um vetor importante de desenvolvimento econômico e social.

Em um segundo momento do livro, são focalizados os direitos humanos num mundo da sociedade do consumo, dos mercados: como e porque os países promovem e estão preocupados com a educação e a difusão dos direitos humanos.

Uma terceira sessão da presente investigação focaliza os resultados das diversas pesquisas que se desenvolvem em torno de um projeto chamado Percepções de Justiça e Direitos Humanos de Grupos Sociais Específicos, desenvolvido por várias Universidades: na Universidade Católica de Brasília (UCB), na Universidade Autônoma de Querétaro (México) e na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), na Universidade do Minho (Portugal) e na Universidade Fernando Pessoa (Portugal).

Geraldo Caliman, que coordena uma Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da UCB, escreve sobre as manifestações dos jovens ocorridas no ano passado. No centro está a explosão das manifestações de junho de 2013, em que os jovens exprimiram sua indignação. Daí o título do artigo Da indignação à participação”. Procura sublinhar a importância da construção de vias de participação da juventude na vida social, econômica e política. O artigo incorpora resultados de uma pesquisa chamada Juventude universitária e direitos humanos e sintetiza as opiniões da juventude universitária quanto à participação na vida social, econômica e política.

Segundo Caliman, a indignação é uma virtude que tende a emergir quando a dignidade humana está ameaçada. É uma tentativa de expressão de um mal-estar vivido por quem se sente excluído de processos que a sociedade promete a todos os cidadãos, mas que acaba garantindo a poucos. Às vezes a exclusão é de indivíduos e então eles reagem com expressões individuais a este mal-estar: entre as expressões, encontramos aquelas de tipo violento, nos limites entre a incivilidade e a delinquência, mas, quando a exclusão é coletiva, gera avalanches de protestos e manifestações, muitas vezes irracionais e desorganizadas: o sujeito e o grupo social agem no desespero, para encontrar vias alternativas de comunicação, visto que as vias normais estão viciadas, interrompidas ou simplesmente bloqueadas.

Novas vias de participação devem ser construídas mediante a consciência e a administração dos riscos e o vislumbrar de motivações, de perspectivas e de sentidos, orientados para a transformação social e a construção de uma sociedade mais justa com a participação dos jovens. Melhor ainda quando tal participação é programada por atacado, por meio de políticas públicas que viabilizem e canalizem o potencial construtivo da juventude.

O livro foi publicado pela Editora Liber Livro. Tem uma capa e diagramação muito bonitas. Agradável de se ler. Ele é escrito sobretudo para estudantes universitários que se preocupam com a temática dos Direitos Humanos, Educação à Cidadania e Responsabilidade Social. Caliman, que é o organizador da obra, se dedica aos estudos da Pedagogia Social e da Educação Social, sobretudo da Educação de jovens que têm problemas com a lei, a delinquência, a formação profissional.  CALIMAN, G. (Org.). Direitos Humanos na Pedagogia do Amanhã. Brasília: Líber/Cátedra UNESCO-UCB, 2014, 250 p.

Professores Franceses Convidados para Seminário Internacional


SeminarioInternacionalAdolescenciaCoordenador da Cátedra UNESCO 812, ao lado dos professores convidados para o Seminário Internacional Adolescência: Configurações Contemporâneas. Da esquerda para a direita: Prof. Prof. Dr. Didier Drieu (Univ. Caen Basse-Normandie), Prof. Dr. Jean-François Chiantaretto, Prof. Dr. Geraldo Caliman  (Coordenador da Cátedra UNESCO), Porfª Drª Catherine Matha e Prof. Dr. Jean-Ives Chagnon – todos docentes da Université Paris XIII. O evento foi marcado por quatro conferências lideradas pelos professores franceses e pelo lançamento do livro do Prof. Dr. Geraldo Caliman: “Direitos Humanos na Pedagogia do Amanhã”. O Programa de Mestrado e Doutorado em Educação e a Escola de Educação e Humanidades da Universidade Católica de Brasília realizaram, no dia 31 de outubro, o seminário internacional “Adolescência: novas configurações contemporâneas”. O evento, que ainda contou com a parceria da Cátedra UNESCO de Juventude – Educação e Sociedade da UCB, Laboratório de Saúde Mental Terapêuticas e Cultura da UCB/CNPQ/UNESCO e Laboratório de Psicopatologia, Linguagem e Psicanálise da UNB, fez parte das comemorações dos 20 anos do Programa Stricto Sensu em Educação e 40 anos da Pedagogia da Instituição. O seminário teve como objetivo mobilizar educadores, profissionais da saúde e pesquisadores de diferentes segmentos da comunidade para o lugar que a adolescência, em suas várias configurações, conquistou na cena contemporânea. “Essa temática de pesquisa da juventude e adolescência é interdisciplinar, pois invade varias ciências. Hoje estamos trazendo profissionais de diversas áreas para apresentar diferentes olhares, por meio de uma perspectiva de grupo, interagindo e pensando junto”, destaca a Profª Drª Katia Tarouquella Brasil, coordenadora do evento e docente no Programa de Mestrado e Doutorado em Educação da UCB. “O mundo vive numa constante evolução da juventude. Não adianta voltarmos às referências do passado, mas há a possibilidade de gerar um resultado positivo se analisarmos o momento presente, pois assim podemos descobrir e desenvolver quais são as referências ideias para essa juventude seguir. Acredito que os jovens de hoje seguem muito mais causas – sejam elas ligadas ao meio ambiente, humanitárias, ou projetos que gerem envolvimento; do que pessoas, familiares e representantes religiosos. Por um lado eles possuem certa resistência a se adequar aos princípios mais tradicionais e por outro eles têm toda uma flexibilidade e generosidade para atuar em projetos que percebem que está fazendo o bem para o outro”, explica o Professor Luiz Síveres, coordenador do Programa de Mestrado e Educação da UCB, ao falar sobre o cenário das novas configurações contemporâneas da adolescência. Para a estudante do 8º semestre do curso de Psicologia, Jully Emilly, “esse evento é de grande importância, pois é um assunto que vai ser constantemente presente em diversas áreas. Temos que sempre ver o que vem sendo discutido sobre o tema. Faço parte de uma pesquisa sobre a juventude que envolve a UCB, UNB e Université Paris XIII, então esse seminário me chamou a atenção pela possibilidade de compartilharmos o que está sendo discutido em seguimentos e localidades diferentes”. A Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, criada em 2007 pela Universidade Católica de Brasília e aprovada pela UNESCO em 2008, foi inaugurada em 13 de Maio de 2008 e constitui o nó central da rede de Observatórios de Violências nas Escolas, uma rede internacional de pesquisa, ensino e extensão a respeito de um tema chave das sociedades no mundo: a juventude (ou juventudes, variando conforme sua classe e circunstâncias sociais). De acordo com o Prof. Dr. Geraldo Caliman, coordenador da Cátedra, essa iniciativa tem como objetivo “reunir pessoas que estão ligadas ao tema de juventude, educação e sociedade, procurando achar soluções educativas para a educação da juventude no mundo de hoje”. Espera-se grande repercussão social do trabalho de investigação, catalisando as possibilidades acadêmicas dos pesquisadores envolvidos, na relação com a força propositora da UNESCO quanto às políticas públicas e ao debate na sociedade. Os estudos, as políticas públicas e a bibliografia na área são ainda incipientes. Trata-se de grupo vulnerável, em tempo de espera, caracterizado em especial no Brasil pelo alto desemprego e pela autoria e vitimização da/pela violência. Sua importância estratégica se expressa no protagonismo que a levará a assumir a escrita da História das suas sociedades.

A Pedagogia Social em Construção no Brasil


Mackenzie1Um Seminário Internacional com a participação de 35 Grupos de Pesquisa, Brasileiros e Internacionais que têm a Pedagogia Social como referência em suas pesquisa. Realizou-se na Universidade Mackenzie, SP, onde o Prof. Geraldo Caliman, Coordenador da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade proferiu conferencia sobre o conceito de Pedagogia Social que prevalece na Educação Social brasileira. Os objetivos do Seminário foi de fazer o estado da arte do processo de construção da Pedagogia Social como nova área do conhecimento no Brasil, considerados os diferentes estágios em que se encontram a organização, a formação, a pesquisa e a produção nas IES brasileiras. Uma reunião de caráter acadêmico cientifico entre lideres de grupos de pesquisas registrados no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq e que tem a Pedagogia Social como referencial teórico para suas prática. O Grupo de Pesquisa alinhado com a Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade leva o mesmo nome, tem como líder o Coordenador da Cátedra. O evento contou com a presença de quatro pesquisadores internacionais, entre eles, Profa. Dra. Sana Ryynanem (University of East Finland), Prof. Dr. Jorge Camors (Universidad de la Republica del Uruguay), Prof. Dr. Xavier Úcar (Sociedad Iberoamericana de Pedagogia Social – Universidad Autonoma de Barcelona) e Profa. Dra. Isabel Baptista (Universidade Católica do Porto, Portugal). Objetivo é também o de delinear currículos formativos dos educadores sociais brasileiros nos diversos níveis (Técnico de nível médio, Universitario de Graduação e Pós-Graduação). O desafio é representado pela definição do perfil profissional e o reconhecimento e regularização da profissão de educador social, em tramitação ha cinco anos no Congresso Nacional.