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Archive for setembro \20\UTC 2018

VI Congresso Internacional de Pedagogia Social SP 19-22 Setembro

20/09/2018 Comentários desligados

Prof. Caliman e seus orientandos do Mestrado e Doutorado em Educação que apresentaram trabalhos no Congresso

Os Congressos Internacionais de Pedagogia Social são organizados conjuntamente por grupos de pesquisas sediados na USP, PUC/SP, Mackenzie e UNISAL em articulação com grupos sediados na UCB, Unicamp, UFPR, UFF, UFMS, UFPE, UFES/IFES e UEPG. O Simpósio de Pós-Graduação que tradicionalmente faz parte do CIPS é a parte que congrega pós-graduandos para apresentação de suas pesquisas de mestrado, doutorado e pós-doutorado na forma de Comunicação Oral. Foram apresentados os seguintes trabalhos de pesquisa: Neide Aparecida Ribeiro falou sobre o tema: Enfrentamento do cyberbullying nas escolas inspirado pelos princípios e metodologias da Pedagogia Social; Josimary Ribeiro: Prevenção ao uso de drogas em duas escolas no Distrito Federal: Percepções de gestores e professores. Paulo Roberto Corrêa Leão: Construindo subsídios para a promoção das tecnologias da informação e comunicação. Robson Montegomeri Ribeiro Lustoza: Juventude e educação sociopolítica: Perspectivas no ambiente universitário. Christina Pereira da Silva e Adriana Matos Rodrigues Pereira: O educador social e as competências pedagógicas para a práxis docente em contextos de socioeducação. O CIPS se consolidou como o principal espaço de reflexão, discussão e produção da área de Pedagogia Social na América Latina, para onde convergem a Educação Social, a Educação Popular e a Educação Comunitária, com cerca de 350 pesquisas comunicadas e publicadas nos seus Anais e na Coleção Pedagogia Social (Expressão & Arte Editora).  Nesta 6ª edição aprofunda o tema sobre o papel da Pedagogia Social em constituir-se em uma resposta pedagógica à diversidade de ameaças, conflitos e disputas que ameaçam a sociabilidade humana em diversos contextos e partes do mundo. O VI CIPS tem 3 conferências magnas do Prof americano Daniel Schugurensky; do Prof da Espanha José Antonio Caride Gómez; e do Professor finlandês Jüha Hämäläinen. Tem 18 mesas temáticas, 18 oficinas/minicursos e 10 visitas sociais envolvendo cerca de 800 participantes com suporte e apoio de 230 colaboradores entre conferencistas, palestrantes, oficineiros e monitores. Algumas das atividades tem tradução em inglês, francês e espanhol e interpretação de Libras.

Adolescentes vulneráveis e inclusão educacional

13/09/2018 Comentários desligados

ingrid3Ingrid Cristian de Menez apresentou sua pesquisa de Mestrado intitulada: Adolescentes de comunidades vulneráveis: a presença da efetiva inclusão educacional em suas vidas. Feita sob orientação do Prof. Ivar de Vasconcelos, membro desta Cátedra. Fizeram parte da banca o Coordenador da Cátedra UNESCO 812, Prof. Dr. Geraldo Caliman (UCB) e o Prof. Cândido Gomes da Costa (Universidade Portucalense – Porto).
Na atualidade, a busca por status faz com que as pessoas se esqueçam, muitas vezes, que são seres humanos repletos de valores e sentimentos, chegando ao ponto de se dividirem em classes, gerando a exclusão social de uns, em que os mais fracos se tornam cada vez mais fracos, atingidos, como em um processo cumulativo, se tornando vítimas de verdadeiros círculos de exclusão. Nesse cenário, a realização de uma pesquisa oferece reflexões sobre o tema inclusão educacional como forma de contribuir para que o indivíduo saia da condição de excluído social. Este trabalho teve como objetivo geral analisar processos de inclusão educacional de adolescentes que vivem em situação de vulnerabilidade e buscou identificar: as dificuldades enfrentadas diariamente por adolescentes em situação de vulnerabilidade para frequentar a escola; as ações mais frequentes de educação não-escolares desenvolvidas em comunidades vulneráveis e as manifestações das famílias e comunidades no processo educacional desses adolescentes. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa-exploratória, que lançou mão do estudo de campo, fazendo a coleta de dados mediante a análise documental, a entrevista reflexiva e a observação. A análise de dados do corpus da pesquisa possibilitou à pesquisadora a inferência e a interpretação dos dados coletados. Foram analisados o Projeto Político-Pedagógico da Escola, bem como seu Plano de Ensino, ambos criados coletivamente, além do Estatuto da Associação, que por sua vez adota uma forma de pacto oral para trabalhar o Plano de Ensino, não havendo nenhum documento escrito. Foram observadas duas aulas de dois professores de uma escola e de dois membros de uma Associação, situados em uma comunidade vulnerável, fazendo-se também a observação de um aluno de cada um dos professores. As entrevistas, por sua vez, alcançaram todos os participantes da pesquisa: duas diretoras, quatro professores, dois alunos e duas mães de alunos. Os resultados evidenciam grandes esforços das instituições – Escola e Associação – em realizar ações que promovam a inclusão educacional, em vista de formar cidadãos capazes de mudar a sua vida e a realidade da comunidade em que estão inseridos. A pesquisa evidencia que todos os participantes do processo educativo têm conhecimento da importância do seu papel nessa seara; contudo, verifica-se um distanciamento considerável entre o que se afirma – a teoria – e as ações do dia a dia – a prática. O estudo, ao final, apresenta algumas recomendações voltadas ao aprimoramento do processo de inclusão educacional de adolescentes em situação de vulnerabilidade.

Parede não ensina: a essência da Escola é a relação aluno e professor

12/09/2018 Comentários desligados

ES-ideb e saebA propósito da reportagem da Folha de São Paulo intitulada “No topo ES Alavanca o Ensino Médio” (10 de setembro). Louvável a perspectiva expressa pelo Secretário de Educação do Estado do ES: “O prédio é ruim, o professor ganha pouco. Esse discurso é velho. Claro que prédio bonito ajuda: mas parede não ensina. A essência da Escola é a relação aluno e professor”. (Haroldo Rocha – Secretário de Educação ES). Como também do Diretor do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino: “Os bons resultados são frutos do trabalho dos professores que fazem grande esforço, mesmo em condições complicadas” (Idelbrando Paranhos). Os depoimentos reforçam a importância da dimensão humanista na educação. Minha tese é a de que em condições adversas como as que encontramos, devemos muitas vezes fazer prevalecer as relações humanas sobre os processos e técnicas de ensino e aprendizagem voltadas pragmaticamente para o mercado e a produção. É o professor enquanto profissional e educador que motiva o aluno a aprender “mesmo em condições adversas”.  Veja a reportagem seguindo esse link.

Mestrado sobre Prevenção ao uso de Drogas nas Escolas

10/09/2018 Comentários desligados

Josy Ribeiro apresenta sua pesquisa para obtenção do grau de Mestrado em Educação, sob a orientação do Prof. Dr. Geraldo Caliman. O título: PREVENÇÃO AO USO DE DROGAS EM DUAS ESCOLAS NO DISTRITO FEDERAL: PERCEPÇÃO DE GESTORES E PROFESSORES. 2018. 88 f. Dissertação (Mestrado em Educação), Programa de Pós-Graduação, Universidade Católica de Brasília – UCB, Brasília, 2018. O estudo teve por finalidade investigar a prevenção ao uso de drogas em duas escolas no Distrito Federal na percepção de gestores e professores. Dada a natureza do tema e os objetivos deste estudo, optou-se por uma pesquisa qualitativa, tendo como estratégia um estudo de caso, realizado em duas escolas públicas de ensino médio do Distrito Federal. Esse público foi escolhido, pois, no momento atual, há um destaque para a velocidade que as drogas se inserem nas instituições escolares, sobretudo no Ensino Fundamental e Médio, fato que, ao mesmo tempo, torna este período alvo muito importante para orientar intervenções preventivas na escola. Como técnicas de investigação foram utilizadas análise documental e entrevistas individuais semiestruturadas com três gestores e sete professores. Os dados foram interpretados à luz da abordagem da análise de conteúdo proposta por Bardin (2009). Os resultados apontam que os gestores e professores visualizam as manifestações referentes ao uso de drogas dentro da escola. Todavia, constataram-se, por meio das entrevistas, algumas experiências práticas preventivas colocadas em ação pelos gestores e professores no cotidiano da sala de aula e da escola, e também que há um potencial ilimitado sobre o papel da escola na prevenção ao uso de drogas. Os gestores e professores que participaram do estudo consideram que a escola, sendo acolhedora e estabelecendo um bom vínculo com o aluno, é fator potencializador na promoção de mudanças necessárias à prevenção ao uso de drogas. Contudo, o rendimento educacional, o abandono, a indisciplina, o sucesso/insucesso escolar e a evasão estão condicionados a alguns fatores cumulativos e não isolados. Em conclusão, a compreensão de uma práxis pedagógica, conectada com a realidade do aluno, é um grande desafio a ser enfrentado. Portanto, é fundamental que haja uma parceria consolidada entre família/escola/sociedade, pois, somente por meio da implicação de todos esses atores é que pode contribuir, efetivamente, para o desenvolvimento de ações de prevenção ao uso de drogas.

Influência da autoestima no rendimento escolar

10/09/2018 Comentários desligados

Sob a orientação do Prof. Dr. Geraldo Caliman, Jânio Muniz de Sousa apresentou sua pesquisa para a obtenção do grau de Mestrado em Educação. Tem como título: Desempenho acadêmico: um estudo sobre a influência da autoestima no rendimento escolar de discentes do último ano do Ensino Fundamental II. 2018. 166p. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação da Universidade Católica de Brasília em 2018. O rendimento escolar é foco de muita discussão no campo da Educação. Isso porque incidem diversas questões sobre o tema, principalmente no que tange a execução de estratégias para auxiliarem na promoção de uma didática que favoreça o processo de ensino-aprendizagem, com intuito de melhorar o desempenho acadêmico dos escolares. Ele é a soma de todos os fatores contextuais do âmbito escolar. As motivações desta pesquisa foram vinculadas à detecção dos problemas apresentados pelos discentes em relação à autoestima e ao nível de aprendizagem dos mesmos. Não obstante, muitos fatores que influenciam o rendimento escolar estão relacionados ao próprio contexto escolar, mas também é preciso considerar outros relacionados à favorável subjetividade do aluno, pois este sujeito é o foco do processo de ensino-aprendizagem. Outrossim, elementos que fazem parte da personalidade podem influenciar a performance escolar dos aprendizes. Assim, o presente estudo objetiva identificar as relações de um dos elementos fundamentais da personalidade, a autoestima, com o rendimento escolar. Neste âmbito, vale ressaltar que as competências socioemocionais na educação se referem à inserção de fatores sobre a formação da personalidade do estudante. A pesquisa se justifica pela necessidade da realização de estudos exploratórios sobre questões que podem influenciar positivamente o desempenho acadêmico dos alunos, dada a atual conjectura de muitas análises sobre o tema abarcarem tão somente dados estatísticos. A autoestima está associada à motivação e ao bem-estar das pessoas, e muitos autores a classificam como elemento fundamental para a realização, com êxito, de diversas atividades inseridas em todos os contextos da vida das pessoas, inclusive no campo da aprendizagem. Ela é a percepção que o sujeito tem de seu próprio valor ao levar em consideração os diversos signos internalizados pelo seu contexto social, cultural e histórico. Apresenta-se como foco principal a investigação da existência de relações positivas ou não entre a autoestima e o aproveitamento escolar dos discentes. Para a realização do estudo foi executada uma pesquisa teórica qualitativa e uma pesquisa de campo com adolescentes dos últimos anos do Ensino Fundamental II. Nessa amostra, há a prevalência da classe social menos favorecida. Detecta-se que os aspectos socioeconômicos influenciam a autoestima e o rendimento escolar e que há discentes com atitudes negativas quanto a sua própria autoestima. A maioria dos respondentes se apresenta com autoestima que não é, totalmente, satisfatória. Foi feita uma comparação entre as duas variáveis da pesquisa, por meio de uma análise estatística explicativa simples, com apontamentos relacionais entre os dois construtos pesquisados, os quais apresentam evidências de associações nas turmas do 8º ano e insuficiente e irrelevante comprovação de inter-relação nas do 9º ano, porém há fundamentação que explica isso.