Livros publicados/organizados ou edições
23. SILVA, Gidalti Guedes; NODARI, Paulo Cézar (Orgs.). Pedagogia social: um reconhecimento: Festschrift em comemoração aos 70 anos de Geraldo Caliman. Brasília: Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, 2025, pp. 298. ISBN 978-65-87629-55-1
Como Titular para a Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, deixo aqui meu sincero agradecimento aos Professores Paulo Nodari e Gidalti Guedes que com carinho e gentileza dedicaram essa obra à minha carreira como padre e professor. Assim eles se expressam no livro:
“Pedagogia social: um reconhecimento! Festschrift em comemoração aos 70 anos de Geraldo Caliman” é uma obra que celebra em páginas repletas de afeto e rigor intelectual, a vida e o legado de um dos maiores expoentes da Pedagogia Social no Brasil.

“Reunindo vozes de colegas, discípulos e parceiros de caminhada, este livro é mais do que uma homenagem: é um testemunho vivo da influência transformadora do Professor Doutor Padre Geraldo Caliman. Sua trajetória como educador, pesquisador e sacerdote Salesiano uniu fé e razão, espiritualidade e ciência, vocação pastoral e acadêmica, demonstrando que a educação é, antes de tudo, um ato de amor responsável”.
“Ao longo de décadas, Caliman consolidou a Pedagogia Social como campo teórico e prático, integrando reflexão crítica e compromisso com os direitos humanos, a inclusão e a justiça social. De Roma a Brasília, de experiências comunitárias à coordenação da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, sua atuação deixou marcas significativas em gerações de educadores e pesquisadores”.
“Cada capítulo desta coletânea traduz a força de sua presença, seja no magistério, na orientação acadêmica ou na convivência generosa com seus pares. O livro convida o leitor a mergulhar em reflexões plurais e inspiradoras que, ao mesmo tempo em que celebram um percurso de 70 anos, reafirmam a urgência de uma educação voltada ao cuidado, à solidariedade e à esperança.
Uma leitura indispensável para quem acredita que educar é semear futuro e transformar realidades”.
22. CALIMAN, G.; ARAÚJO, G. (Orgs.). A Dimensão Social da Educação em Pesquisas Educacionais: Desafios, Reflexões e Experiências. Brasília: Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, 2025, pp.31-52. ISBN 978-65-284-0182-6
Apresentamos aos leitores(as) o presente livro, organizado pelos Professores Geraldo Caliman e Gilvan Araújo, com contribuições de professores e de muitos Doutorandos e Mestrandos do Programa de Educação. intitulado “A Dimensão Social da Educação em Pesquisas Educacionais: Desafios, Reflexões e Experiências” no que qual reunimos estudos, de caráter teórico, bibliográfico e experiências que, de diferentes formas, abarcam a dimensão social da educação, no contexto de pesquisas educacionais como um eixo central para a compreensão das relações entre a educação escolar, comunidade e sociedade. Clicar na capa abaixo para baixar o e-book em PDF.

Abordar a dimensão social nas pesquisas educacionais também exige uma reflexão crítica sobre desigualdades e exclusões presentes no sistema educativo bem como a diversidade e transformações do mundo contemporâneo. Ao investigar essas questões, o pesquisador contribui para a construção de propostas mais justas e inclusivas, reforçando o papel da educação como caminho para uma sociedade com formação crítica, reflexiva, equitativa e inclusiva.
A reflexão sobre a dimensão social da educação também enriquece o debate acadêmico ao integrar experiências concretas de diferentes territórios e culturas. Conforme apresentado nos capítulos que compõem essa obra há diferentes formas de se implantar reflexões teóricas, trabalhos de campo, análises de dados, fomentar estudos de caso dentre outras perspectivas teóricas e metodológicas da dimensão social nas pesquisas educacionais.
Por fim, abordar a dimensão social da educação em pesquisas de alto nível significa reconhecer que a escola não é um espaço isolado, mas parte de uma rede complexa de relações sociais. A busca por essa problematização, por meio de pesquisas educacionais fortalece a premissa de relevância e o alcance da produção acadêmica em educação, posicionando-a como um agente ativo no diálogo com políticas públi9cas, tecnologias e inovação, processos formativos para os diferentes sujeitos envolvidos nos ambientes educacionais, de ensino e aprendizagem ao encontro do papel e potencial transformador da educação na sociedade.
21. ROSA, Carolina Schenatto da; STRECK, Danilo Romeu; CALIMAN, Geraldo; IRELAND, Timothy. (Orgs.). Cidadania Global e Sustentabilidade: Ações das Cátedras UNESCO do Brasil. Caxias do Sul: EDUCS, 2025, pp. 53-66. DOI: 10.18226/9786558074670 – ISBN 978-65-5807-467-0
É com grande entusiasmo que a Cátedra UNESCO em Educação para a Cidadania Global (Univ de Caxias do Sul) apresenta o livro Cidadania Global e Sustentabilidade: ações das Cátedras UNESCO do Brasil, obra que reflete a riqueza, a diversidade e a profundidade das iniciativas e ações em prol da educação, da ciência e da cultura promovidas pelas Cátedras UNESCO em nosso país. A nossa Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade está entre os organizadores da obra, através do Prof. Geraldo Caliman. De fato, esta coletânea simboliza um esforço conjunto de acadêmicos, educadores e instituições que compartilham o compromisso de construir um futuro educacional mais inclusivo, equitativo e sustentável, consolidando o Brasil como um terreno fértil para a pesquisa, a inovação e a reflexão crítica sobre os desafios globais da educação e da sustentabilidade. Clicar na capa abaixo para baixar o e-book em open access. Clicar na capa para baixar em PDF.

AGRADECIMENTOS
Um esforço como este não seria possível sem a dedicação e o compromisso de inúmeras pessoas. Agradecemos profundamente a todos os autores, pesquisadores, educadores e colaboradores que contribuíram para esta obra. Em especial, queremos expressar o nosso reconhecimento e gratidão aos organizadores, Carolina Schenatto da Rosa, Danilo R. Streck, Geraldo Caliman e Timothy Ireland, cuja visão e liderança foram fundamentais para conceber e concretizar este projeto. Seu trabalho reflete não apenas a excelência acadêmica, mas também um compromisso genuíno com a promoção da justiça social e com a democratização do conhecimento. Que este livro inspire práticas pedagógicas, políticas públicas e projetos que contribuam para um mundo mais justo, inclusivo e sustentável.
20. CALIMAN, Geraldo; GUEDES, Gidalti; LUCENA; José Ivaldo de Araújo (Orgs.). Annual Activities Report 2024. Brasília: Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade. pp. 88. Bilingue: Português e Ingles. ISBN 978-65-87629-50-6
Criada em 2007 e implementada em 2008, a Cátedra UNESCO sobre Juventude, Educação e Sociedade continua a ter uma presença vibrante por meio de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão. Em 2024 comemoramos os 17 anos de fundação. Em 2024 uma novidade foi a maior integração de nossa Cátedra UNESCO com a rede UNITWIN, em atividades conjuntas com outras Cátedras UNESCO, seja no Brasil como também nas Ibero-americanas e Latino-americanas. (1) Em nível de Brasil iniciamos a publicação de um livro juntamente com a Cátedra UNESCO Educação em Cidadania Global e Justiça Socioambiental, da Universidade de Caxias do Sul, juntamente com a Cátedra UNESCO de Educação a Distância que se uniram para o lançamento de um livro reunindo experiências/produções das 34 Cátedras Unesco atualmente cadastradas no Brasil. (2) A nossa integração na “Red Unitwin Conocimiento en Marcha”, rede Latino-americana. (3) Como também do “Fórum Internacional de Cátedras UNESCO – Redes UNITWIN Contribuições e Experiências”, organizado pela Cátedra UNESCO de Tecnologias de Apoio à Inclusão Educacional da Universidade Politécnica Salesiana do Equador. No ensino, o reforço da rede de Pesquisadores Associados. Para baixar clicar na capa abaixo.
19. CALIMAN, G.; ARAÚJO, G.C. Teorias, Práticas e Experiências nas Pesquisas Educacionais. Brasília: Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade. 2024. pp. 402. DOI: 10.36599/caun-978-65-6036-574-2 ; ISBN físico: 978-65-6036-576-6 ; ISBN digital: 978-65-6036-576-6
O livro Teorias, práticas e experiências nas pesquisas educacionais foi organizado pelos professores Geraldo Caliman e Gilvan Araujo, com a contribuição de cerca de seis professores e quinze estudantes do Programa de Educação da Universidade Católica de Brasília. É a expressão, como resultado acadêmico, de uma parceria entre o Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Católica de Brasília bem como da Cátedra UNESCO Juventude, Educação e Sociedade. Professores, estudantes regulares dos cursos de mestrado e doutorado, egressos e representantes externos da comunidade acadêmica compõem o corpo de autores, responsáveis pelos capítulos organizados nessa obra.
As pesquisas educacionais são formadas por uma diversidade considerável de matrizes epistemológicas, possibilidades de arcabouços teóricos e influências das mais diferentes escolas e correntes de pensadores. É preciso frisar também que ao encontro da miríade epistemológica dos estudos educacionais estão toda uma complexidade de procedimentos, técnicas e aplicações dos recortes possíveis, especialmente no âmbito da pesquisa educacional em nível de mestrado e doutorado, por exemplo.
O esforço empreendido na presente obra abarca em si o objetivo de possibilitar a divulgação da riqueza envolvendo a produção do conhecimento em pesquisas educacionais. O papel do presente livro busca contemplar justamente uma plataforma rica, diversificada, dialógica, crítica e propositiva de pesquisas educacionais.
Os métodos, empirias e metodologias aqui apresentados possuem como foco essa abertura, por meio dos diferentes temas apresentados em duas partes, a primeira intitulada “Teorias, métodos e concepções nas pesquisas educacionais”, mais voltada a reflexões de natureza teórica e epistemológica de pesquisas em educação. A segunda parte nomeada “A pesquisa educacional em práticas, contextos e experiências” possui como objetivo contemplar também as experiências, estudos de caso e temas específicos de diferentes pesquisas educacionais.
Esperamos com o livro que agora apresentamos contribuir com o protagonismo contínuo da divulgação científica e produção do conhecimento efetuado pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Católica de Brasília bem como da Cátedra UNESCO Juventude, Educação e Sociedade.
18. CALIMAN, Geraldo; GOMES, Cândido Alberto (Orgs.). Educação e Direitos Humanos: Cultivando Culturas de Paz. Brasília: Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade. ISBN digital 978-65-6036-526-1; ISBN físico: 978-65-6036-525-4; DOI: doi.org/10.36599/ucb-978-65-6036-526-1
Novo livro em parceria com a Universidade de Salamanca (Espanha). Para baixar o livro clique na capa do livro abaixo. Os Professores Geraldo Caliman e Cândido Alberto Gomes são os organizadores do novo livro intitulado Educação e Direitos Humanos: Cultivando culturas de Paz. O Prof. Caliman é o Titular da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade. O Prof. Cândido Gomes foi o fundador da referida Cátedra Unesco, em 2008. Clique na figura abaixo para baixar o livro em PDF.
A Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade teve a honra de copatrocinar e de organizar um grupo de trabalho sobre educação e direitos humanos no XXVI Congreso Semipresencial e Internacional de Historia de los Derechos Humanos de la Universidad de Salamanca, de 20 a 22 de novembro de 2023, com a direção da Profª Doutora María Paz Pando Ballesteros (USAL) e da Profª Doutora María Esther Martínez Quinteiro (USAL/FIURJ). Uma sucessão de encontros por mais de um quarto de século é uma realização notável na modernidade líquida em que vivemos. Assinala o interesse contínuo e intenso de profissionais e estudantes de diversas áreas na história dos direitos humanos, que, para alguns, teria se desvanecido ante o ímpeto da competitividade econômica e do produtivismo. Os encontros se desenvolveram na Universidade de Salamanca, uma instituição que ora completa 806 anos e que tem ampla contribuição para os diversos ramos do Direito. Atendendo ao convite da Profª Doutora María Esther Martínez Quintero, que já há tempos nos dá a honra de ser membro desta Cátedra, organizamos um modesto grupo de trabalho lusófono. Atendendo à chamada, recebemos quatro trabalhos sobre temas candentes da atualidade no que tange à educação: direitos dos idosos, das crianças, o cyberbullying, e a inteligência artificial. E complementamos com temas ligados aos direitos humanos na prevenção à dependência de drogas, e no uso das novas tecnologias durante a pandemia.
17. CALIMAN, Geraldo; ARAÚJO, Gilvan Charles Cerqueira de (Orgs.). Formação de Professores a partir da dimensão social da educação. Brasília: Cátedra Unesco de Juventude, Educação e Sociedade, 2023, pp. 355. ISBN 978-65-5872-628-9
Publicado pela Cátedra Unesco de Juventude, Educação e Sociedade, com o título Formação de Professores a partir da Dimensão Social da Educação, esse e-book se originou a partir de pesquisas realizadas pelos estudantes de Mestrado e Doutorado em Educação, nas disciplinas de Pedagogia e Educação Social ministrada pelo Prof. Geraldo Caliman, e na disciplina Epistemologia, ministrada pelo Prof. Gilvan Araújo. Todos esses artigos têm um pé em uma das duas vertentes: de um lado a dimensão social da educação; e do outro a formação de professores para lidarem com tal dimensão. Você pode baixar o e-book clicando na figura abaixo.
As pessoas, nos velhos tempos, faziam um curso e se credenciavam nas universidades com um belo diploma e o afixavam orgulhosamente na parede por anos e anos. Com o tempo essa concepção fixa de educação foi mudando e foi se criando a ideia da educação ao longo da vida. Se você pregar o seu diploma na parede e com o tempo não fizer uma qualificação, acaba ficando para trás. Emerge então a necessidade de um aperfeiçoamento permanente e constante. A tendência é a de identificar a educação com a escola. No entanto, com o tempo isso vai se diluindo, pois, sobretudo no século XXI, quando a educação permanente, a educação a distância e ao longo da vida, são conceitos que entram no dia a dia das nossas atividades e organizações. A escola revela-se como uma das formas para se viabilizar os processos educativos. Mostra-se como a melhor e a mais importante, sem dúvida, que pode ser posteriormente complementada com outras formas. De fato, nós temos hoje a educação no trabalho, no tempo livre, na família, nos meios de comunicação, nas novas tecnologias, e temos também nas áreas de vulnerabilidade, muitas vezes caracterizada por conflitos sociais. Na perspectiva da LDB, a escola, como instituição de ensino e pesquisa, é uma entre tantas outras esferas em que ocorrem os processos educativos. As outras esferas (familiar, da convivência, do trabalho, das organizações, da cultura) são, sem dúvida, permeadas de modo privilegiado pela dimensão social da educação na medida em que tal dimensão permeia esses campos de atuação.
16. CALIMAN, G.; VASCONCELOS, I.(Orgs.). Jovens universitários: entre a inclusão e a exclusão. Brasília: Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, 2019, 180 p. Baixar em PDF.
Resultado de uma pesquisa da Rede IUS internacional, realizada por cinco universidades: a Universidad Politécnica Salesiana (UPS), do Equador; a Universidad Católica Silva Henríquez (UCSH), do Chile; a Universidad Don Bosco (UDB), de El Salvador; a Universidad Salesiana de Bolivia (USB) e a Universidade Católica de Brasília (UCB). Essa pesquisa se encaminha para estudos da UCB sobre inclusão e exclusão juvenil realizados no âmbito brasileiro.
No Brasil, a Constituição Federal determina que crianças, adolescentes e jovens usufruam desse direito em vinculação com outros – direito à vida, à saúde, à alimentação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.Esse discurso oficial de alta abrangência obriga a sociedade como um todo a educar seus membros, traduzindo essa exigência em políticas públicas, com o apoio da legislação e normas pertinentes. Como essas promessas do discurso oficial se realizam nas instituições de ensino superior? Em particular, nas universidades? No fundo, tais perguntas perpassam os oito capítulos da presente obra, os quais se distribuem em duas partes. Na primeira delas, apresentam-se explicações sobre as juventudes e os modos como ocorrem os mecanismos de sua exclusão e inclusão social, partindo-se de perguntas como: O que é a juventude brasileira? Quais os desafios da educação social? Qual a forma de atuação dos Estados nacionais na área da promoção dos direitos humanos e da proteção destes em relação à juventude? O que é uma universidade inclusiva? Como a exclusão social ocorre na educação superior e de que maneira a universidade poderia concretizar uma efetiva inclusão educacional? Na segunda parte, apresentam-se percepções de jovens estudantes sobre exclusão e inclusão na universidade. Uma pesquisa qualitativo-exploratória traz dados e informações relevantes sobre essas percepções, tendo contado com a participação de 42 jovens estudantes de uma universidade que, sendo confessional, assume publicamente em seus documentos estratégicos o com promisso educacional global com os seus alunos. A diversidade de perfis dos participantes contribuiu muito para enriquecer os cinco grupos focais, cujas discussões foram impulsionadas por três amplas reflexões, colocadas aos participantes: 1) Qual o entendimento de exclusão social; 2) Como a universidade lida com diversas exclusões, inclusive a digital, em circulação por corredores, salas de aula e outros lugares; 3) Quais sentimentos de invisibilidade, enquanto exclusão humana, perpassam o dia a dia acadêmico.
Espera-se que a presente obra contribua para que as universidades concretizem a efetiva inclusão social de seus alunos. Que favoreça também a formação de professores, principalmente, aqueles que atuam na educação superior, posto que as reflexões e as conclusões ora colocadas à disposição dos leitores apontam para o contexto universitário. E que, no âmbito da educação em geral, possa contribuir com uma educação humanística, nos passos dos quatro pilares da Educação para o Século XXI. Estes, em princípio, destinam-se à educação básica, porém, se aplicam também à educação superior, guardando-se as devidas adequações, pois envolvem a contínua renovação do conhecimento
15. CALIMAN, G. (Org.). As Cátedras UNESCO e os Desafios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Brasília: Cátedra Unesco de Juventude Educação e Sociedade. 2019. [Baixar em PDF]. ISBN: 978-85-62258-33-6
Cátedras UNESCO e os Desafios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CALIMAN, G. Org.). Na área da Educação, a UNESCO construiu ativamente a Agenda de Educação 2030, englobada pelo ODS 4 (Educação de Qualidade). A Declaração de Incheon, adotada em maio de 2015, conferiu à UNESCO a responsabilidade de liderar e coordenar o tema por meio de orientação e apoio técnico no âmbito da agenda 2030. Na área das Ciências Naturais, a nova Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável representa um importante avanço no reconhecimento da contribuição da ciência, da tecnologia e da inovação (CTI) para o desenvolvimento sustentável. Ao mesmo tempo, na área das Ciências Humanas e Sociais, a UNESCO visa consolidar princípios e valores universais, como a solidariedade global, a inclusão, a não-discriminação, a equidade de gênero e a responsabilização na implementação dos ODS. Quanto à Cultura, a UNESCO acredita que a inserção desse tema no centro das políticas de desenvolvimento é Investimento essencial no futuro do mundo e uma pré-condição para processos de globalização bem-sucedidos que levem em consideração o princípio da diversidade cultural. Por fim, no âmbito da Comunicação e Informação, a UNESCO segue defendendo o reconhecimento do papel vital que a liberdade de expressão e acesso à informação desempenham em sociedades sustentáveis.
No dia 14 de agosto de 2008 acontecia a inauguração oficial da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade. As instituições fundadoras desta Universidade compõem-se de diversos grupos dedicados há séculos à educação: salesianos, salesianas, lassalistas, maristas e estigmatinos. Todas essas congregações religiosas, trazem no seu DNA uma identidade muito especial, voltada à educação e particularmente à educação da juventude. E essa Cátedra não poderia estar em lugar mais adequado, a partir do momento em que é voltada à educação e à juventude dentro da sociedade. Ela foi criada sob uma sólida experiência de rede de observatórios de violências nas escolas, e de consequentes congressos Ibero-americanos de violências nas escolas. De 2008 para cá, seguiram-se 10 anos que demonstram um crescente desenvolvimento de pesquisas, as quais, ficaram registradas nos 35 volumes publicados com o selo desta Cátedra. Eles compõem uma coleção especial da nossa Cátedra. Outros são publicados, às vezes, com o selo da Cátedra, mas em outras instituições, e por outros editores. Não podemos deixar de contabilizar também as centenas de artigos científicos orientados segundo os objetivos e a temática desta Cátedra. O presente momento caracteriza-se por um especial agradecimento pelo apoio da Universidade, como também, pelo constante estímulo dado à Cátedra durante esses anos pela UNESCO-Brasil que tanto estimulou para que esse encontro de Cátedras se realizasse.
Relata-se, aqui, a experiência de sintonia de cinco das 21 cátedras UNESCO presentes no Brasil com os desafios de postos pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. De modo especial celebra-se os dez anos da institucionalização da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, no âmbito da Universidade Católica de Brasília, como um espaço de promoção e fortalecimento das discussões teórico-metodológicas em torno do tema das juventudes. Verifica-se que, a partir de uma opção institucional do trabalho sobre/para/com as juventudes, a Universidade propõe à UNESCO a formação do Observatório de Violências nas Escolas-Brasil, o qual, embora tenha uma centralidade nas questões escolares, acaba por se aproximar da vocação institucional da UNESCO de trabalho com as juventudes e se caracteriza como o embrião para a organização da Cátedra. Evidencia-se, a partir da experiência relatada, a necessidade de que a universidade seja capaz de romper os paradigmas tradicionais que a individualizam, abrindo-se para o trabalho em rede, de forma a protagonizar uma contínua capilaridade interinstitucional que respeita as identidades e faz a catálise das possibilidades.
14. LUSTOZA, R.; CALIMAN, G. Juventude Universitária e Direitos Humanos. São Paulo: Novas Edições Acadêmicas, 2018. ISBN 978-613-9-68112-9.
De autoria de Robson LUSTOZA e Geraldo CALIMAN, o livro trabalha a concepção que estudantes universitários têm sobre os Direitos Humanos. A Educação em Direitos Humanos torna-se um instrumento que possibilita o conhecimento de tais direitos de modo que sejam reconhecidos não somente como direitos, mas também como dever de promoção de todos em vista da construção de uma cultura de paz e da harmonia social. Nesse contexto, emergem como essenciais as políticas públicas nacionais, que, respondendo aos acordos internacionais tendem a promover a Educação para os Direitos Humanos entre os diversos segmentos da sociedade. Entre tais segmentos, destaca-se nesta pesquisa, aquele da Universidade como um local privilegiado de formação e informação para os estudantes e futuros profissionais. Tanto melhor quanto mais claras forem as orientações ditadas pelas políticas públicas para a Educação em Direitos Humanos no Ensino superior. E o meio universitário tende a sintonizar-se com o período juvenil, em que os jovens vislumbram a possibilidade de participação ativa e cidadã na vida social em busca de mudanças inspiradas pelos desafios emergentes do contexto social. O presente livro apresenta em uma primeira parte, um recorte teórico-analítico das normativas sobre os Direitos Humanos e sua promoção no meio universitário; na segunda parte indaga, através de entrevistas coletivas (focus groups), qual a percepção dos jovens universitários sobre a presença ou não dos conteúdos relativos aos Direitos Humanos nos currículos e Projetos Pedagógicos de seus cursos. A pesquisa teve uma abordagem qualitativa de caráter exploratório utilizando como estratégia de pesquisa o estudo de caso múltiplo, como técnica de levantamento e análise dedados: grupo focal, análise documental e para tratamento e análise dos dados, a análise de conteúdo.
Ao analisar a percepção dos estudantes do curso de Letras-Português e de Pedagogia acerca da Educação para os Direitos Humanos no meio universitário a partir das opiniões advindas das entrevistas dos grupos focais e analisadas, foi possível inferir que os estudantes percebem que a Universidade tem proporcionado noções relacionadas tanto aos Direitos Humanos quanto à Educação em Direitos Humanos. São considerados nessa percepção a oferta de disciplinas que tratam da temática de forma transversal, assim como em ações que compõem o currículo dos cursos; mesmo que as ações realizadas na instituição não sejam intencionalmente e explicitamente voltadas para Educação para os Direitos Humanos. Entende-se que as noções de Direitos Humanos constatadas entre os estudantes não emanam somente dos ensinamentos da Universidade, mas também dos conhecimentos transmitidos pelas instituições sociais como a família, o Estado, a sociedade assim como pelos veículos de comunicação. Entretanto, analisando a opinião dos estudantes, observa-se que não há clareza acerca do tema em questão. Intuitivamente conceituam os Direitos Humanos e evocam legislações diversas para justificarem suas falas. Pondera-se que os cursos em análise, pelo fato de serem licenciaturas, aumentem a responsabilidade da instituição em ofertar uma Educação em Direitos Humanos coerente e efetiva em sintonia com os dispositivos legais e normativas nacionais, pois nestes cursos formam-se educadores com potencial multiplicador da Educação em Direitos Humanos.
13. CALIMAN, G.; VASCONCELOS, I.C. de O. (Org.). Juventude Universitária: Percepção sobre Justiça e Direitos Humanos. Brasília: Liber Livro, 2016. [Baixar o livro em PDF]
Publicado o novo livro pela Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade: CALIMAN, G.; VASCONCELOS, J.I. (Orgs). Juventude Universitária: Percepção sobre Justiça e Direitos Humanos. Brasília: Liber, 2016 (ISBN: 978-85-7963-148-1). Uma pesquisa sobre Direitos Humanos no meio Universitário com a participação de sete pesquisadores de Universidades Internacionais (Italia, Espanha, Portugal, México) e sete pesquisadores de Universidades Brasileiras.Assim se exprime José Machado Pais, expert internacional sobre Juventude, licenciado em Economia e doutorado em Sociologia, Investigador Coordenador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e Professor Catedrático Convidado do ISCTE/Instituto Universitário de Lisboa a respeito desta publicação: “O questionamento das percepções dos jovens universitários sobre justiça e direitos humanos é um convite para que reflitamos no futuro das nossas sociedades. E porque assim é, em mãos temos um livro que nos desafia a imaginar o futuro como reconstrução de um presente cujo teto cultural (de valores, direitos humanos, ética e justiça) se entrecruza com um solo vital (de desigualdades sociais e constrangimentos económicos). Num estudo onde a esperança de um futuro melhor é debatida, não só no Brasil como noutras latitudes geográficas da América Latina e da Europa, o que descobrimos é que as percepções e aspirações juvenis se jogam num campo de tensões sociais entre discriminação e emancipação, individualismo e solidariedade, sobrevivência e direito a uma vida digna. Poderão estes dilemas ser pensados fora dos processos educacionais?”
12. MANICA, Loni; CALIMAN, Geraldo. Inclusão das Pessoas com Deficiência na Educação Profissional e no Trabalho. São Paulo: Paco Editorial, 2015
A cerimônia de apresentação e lançamento do livro em coautoria com Loni Manica (Inclusão de Pessoas com Deficiência na Educação Profissional e no Trabalho) aconteceu dia 02 de dezembro, na Comissão de Educação do Senado Federal, que é presidida pelo Senador Romário. Prof. Caliman deu também entrevista para um programa da TV Senado. O Senador Romário é o presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte. Ele também tem uma filha com síndrome de down. No Brasil, as possibilidades e os limites da inclusão de alunos com deficiência (PcD) em classes regulares é um tema que divide opiniões. De um lado, há os que defendem que é possível incluir, todos os estudantes em salas regulares, não importando o tipo de deficiência. De outro, existem aqueles que defendem que, em alguns casos, é melhor para a PcD estudar em uma classe ou escola especial. A reflexão proposta pautará sobre resultados de uma pesquisa inédita de doutorado em educação que trata sobre o tema.
Tal pesquisa foi realizada em nível nacional (Brasil) e focou em dois grandes temas: o primeiro relacionado ao perfil docente e, o segundo relacionado aos limites e possibilidades da inclusão. Os resultados do primeiro tema já estão divulgados no livro A Educação Profissional para Pessoas com deficiência: um novo jeito de ser docente, já os resultados do segundo tema abordado na pesquisa, serão apresentados, de forma inédita, neste livro.
Os próprios alunos com deficiência revelam que nem sempre se sentem incluídos em turmas regulares. Então será que a única saída para a inclusão será que as escolas regulares abram espaço para todo e qualquer tipo de pessoa com deficiência, ela desejando ou não estar nesta escola? Qual será a saída? Turmas especiais dentro dos ambientes escolares pode ser uma solução necessária para incluir? [Baixar em pdf]
11. CALIMAN, G.; PIERONI, V. Sociologia e Drogadição. Guarapuava: UAB/Unicentro, 2015. (Baixar em PDF)
Novo livro Sociologia e Drogadição de autoria de G. Caliman e V. Pieroni. Como afirma o sociólogo BAUMAN, na sociedade de hoje as pessoas passam a valer pelo que consomem. E muitos jovens consomem estados de ânimo para enfrentar a sufocante condição na qual são impelidos ao viver nessa sociedade do consumo: como consumidores e como tal como geradores de capital e renda. Nessa sociedade é fácil adquirir a bom preço “estados de ânimo”, nas prateleiras das esquinas…
O livro aborda assuntos como: Quadro teórico que interpreta as dependências; Conceitos de transgressão, de dependência e toxicodependências; O mundo das drogas e as drogas no mundo mostrando uma tipologia e suas modalidades de assunção; Adolescência: um período a risco? O controle social sobre a toxicodependência; Melhor prevenir que remediar… Enfim, 125 páginas bem densas abordando essa questão. Foi publicado para a Universidade Aberta do Brasil (UAB), dentro de um projeto da Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO), em que participo com bolsa da CAPES de professor pesquisador.
De modo particular duas áreas conceituais estão sob análise nestas páginas: a questão do mal-estar social dos jovens que se manifesta em expressões às vezes de violência e às vezes de consumo de drogas; e o lugar da educação, entendido aqui como espaço de prevenção seja em ambientes escolares que não-escolares. No centro do objeto de pesquisa não se situa tanto o “problema das drogas”, ou “os jovens como problema”. Entendemos as manifestações de dependência de substâncias como sintomas de um mal-estar que subsiste na sociedade de hoje. Sociedades cujos filhos se drogam colhem os frutos de uma cultura subjacente às relações sociais que nela intercorrem. Se existem problemas, estes seriam encontrados nas estruturas e nas culturas violentas que se reproduzem dentro das relações que se têm desenvolvido na sociedade. Neste sentido as drogas, como também outros sintomas como as violências, são considerados aqui expressões de um mal-estar. E os jovens encontram nas drogas sua maneira de exprimir, de dizer que direitos fundamentais estão sendo negados no itinerário de quem deles precisa para responder aos desafios que a sociedade mesma impõe à infância e à adolescência.
10. “Educação Profissional de Pessoas com Deficiência: um novo Jeito de ser Docente”
Será lançado no Senado Federal (Sala Nilo Coelho), no dia 8 de dezembro às 9 h. o livro “Formação Profissional de Pessoas com Deficiência”, de autoria de Loni Manica e Geraldo Caliman. Foram cinco anos de pesquisa que compreendeu 18 estados da Federação. Loni Elisete Manica, Doutora em Educação pela UCB e Mestre em Educação pela UFSM-RS. Especializações nas áreas de: supervisão e administração escolar; orientação educacional; políticas e estratégia; educação especial e equidade de gênero. Docente e coordenadora de Instituições de ensino fundamental, médio e superior. Especialista na CNI e, atualmente, atua na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal.
Geraldo Caliman é capixaba, Doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma, com especialidade em Pedagogia Social. Atuou por dez anos como professor naquela Universidade. Atualmente é professor do Doutorado em Educação e coordena a Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da Universidade Católica de Brasília. Especialidades: exclusão social; delinquência juvenil, educação social e pedagogia social. E o livro faz parte da Coleção Juventude, Educação e Sociedade, da Cátedra UNESCO-UCB.
9. CALIMAN, G. (Org.). Direitos Humanos na Pedagogia do Amanhã. Brasília: Líber/Cátedra UNESCO-UCB, 2014, 250 p.
Quando um adolescente quebra a vidraça da escola é porque essa vidraça já quebrou há muito tempo dentro dele. A primeira tendência das pessoas que observam certos comportamentos dos jovens é pela punição. Infelizmente as pessoas têm resistência apensar no que leva, influencia, provoca essas reações. Antes de quebrarem os vidros de uma janela provavelmente já se quebraram as oportunidades daquele adolescente crescer em uma família, em um ambiente, em uma cultura apropriadas para o ajudarem no processo de crescimento e de formação para a vida para a qual se prepara. Por isso a insistência em falar em “Direitos” Humanos. Não é que os acadêmicos e intelectuais se esqueçam do valor dos “Deveres”; mas é preciso lembrar para a sociedade que alguém está pisando no calo de muitos jovens e se eles reagem, às vezes até agressivamente, é porque uma razão existe. Então, o que custa refletir sobre o que está dando errado na educação dos adolescentes e jovens, antes mesmo de manda-los para uma prisão?
De que será feita a pedagogia de amanhã? Qual o espaço dado à Cidadania e aos Direitos Humanos nessa pedagogia? O novo livro organizado por Geraldo Caliman, Coordenador da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da Universidade Católica de Brasília tenta responder a essas perguntas. E para tanto convidou nove estrangeiros e quatro brasileiros, todos especialistas em educação e em direitos humanos.
Num primeiro momento quem responde é Maurice Tardif, um dos maiores especialistas mundiais da educação, da Universidade de Quebec, em sua magnífica contribuição. Ele prevê algumas tendências da Educação nesse século: pode-se pensar que o processo de racionalização da pedagogia continuará, que a ciência se fará cada vez mais presente, que a criança será cada vez mais analisada minuciosamente, que a relação professor-aluno na sala de aula será ainda mais investigada, que as tecnologias buscarão ocupar um lugar maior e que os promotores de inovações pedagógicas de todo tipo tentarão encontrar clientes. O que parece ainda mais crucial é que, no contexto da mundialização, a educação é mais do que nunca percebida como um vetor importante de desenvolvimento econômico e social.
Em um segundo momento do livro, são focalizados os direitos humanos num mundo da sociedade do consumo, dos mercados: como e porque os países promovem e estão preocupados com a educação e a difusão dos direitos humanos.
Uma terceira sessão da presente investigação focaliza os resultados das diversas pesquisas que se desenvolvem em torno de um projeto chamado Percepções de Justiça e Direitos Humanos de Grupos Sociais Específicos, desenvolvido por várias Universidades: na Universidade Católica de Brasília (UCB), na Universidade Autônoma de Querétaro (México) e na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), na Universidade do Minho (Portugal) e na Universidade Fernando Pessoa (Portugal).
Geraldo Caliman, que coordena uma Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da UCB, escreve sobre as manifestações dos jovens ocorridas no ano passado. No centro está a explosão das manifestações de junho de 2013, em que os jovens exprimiram sua indignação. Daí o título do artigo “Da indignação à participação”. Procura sublinhar a importância da construção de vias de participação da juventude na vida social, econômica e política. O artigo incorpora resultados de uma pesquisa chamada Juventude universitária e direitos humanos e sintetiza as opiniões da juventude universitária quanto à participação na vida social, econômica e política.
Segundo Caliman, a indignação é uma virtude que tende a emergir quando a dignidade humana está ameaçada. É uma tentativa de expressão de um mal-estar vivido por quem se sente excluído de processos que a sociedade promete a todos os cidadãos, mas que acaba garantindo a poucos. Às vezes a exclusão é de indivíduos e então eles reagem com expressões individuais a este mal-estar: entre as expressões, encontramos aquelas de tipo violento, nos limites entre a incivilidade e a delinquência, mas, quando a exclusão é coletiva, gera avalanches de protestos e manifestações, muitas vezes irracionais e desorganizadas: o sujeito e o grupo social agem no desespero, para encontrar vias alternativas de comunicação, visto que as vias normais estão viciadas, interrompidas ou simplesmente bloqueadas.
Novas vias de participação devem ser construídas mediante a consciência e a administração dos riscos e o vislumbrar de motivações, de perspectivas e de sentidos, orientados para a transformação social e a construção de uma sociedade mais justa com a participação dos jovens. Melhor ainda quando tal participação é programada por atacado, por meio de políticas públicas que viabilizem e canalizem o potencial construtivo da juventude.
O livro foi publicado pela Editora Liber Livro. Tem uma capa e diagramação muito bonitas. Agradável de se ler. Ele é escrito sobretudo para estudantes universitários que se preocupam com a temática dos Direitos Humanos, Educação à Cidadania e Responsabilidade Social. Caliman, que é o organizador da obra, se dedica aos estudos da Pedagogia Social e da Educação Social, sobretudo da Educação de jovens que têm problemas com a lei, a delinquência, a formação profissional. CALIMAN, G. (Org.). Direitos Humanos na Pedagogia do Amanhã. Brasília: Líber/Cátedra UNESCO-UCB, 2014, 250 p.
8. PIERONI, V.; FERMINO, A.; CALIMAN, G. Pedagogia da Alteridade: para Viajar a Cosmópolis. Brasília: Liber, 2014, 239 p. (ISBN 978-85-7963-103-0) (DOI: 10.13140/2.1.4311.5201).
O livro “Pedagogia da Alteridade: para Viajar a Cosmopolis”, de autoria de Vittorio PIERONI, Antonia FERMINO e Geraldo CALIMAN foi apresentado na Sala de Imprensa do Vaticano. A apresentação, sob convite de um grupo ligado à Rádio Vaticana, aconteceu na Sala Marconi do Prédio da Radio Vaticana na tarde de sábado do dia 29 de março. O primeiro, um italiano; a segunda, uma pesquisadora cabo-verdiana radicada na Itália; o terceiro, um italo brasileiro: todos trabalharam juntos no Instituto de Sociologia da Universidade Salesiana de Roma (1988-2003). E agora se debruçam sobre a questão da educação intercultural na perspectiva da Pedagogia Social.
A Declaração Universal da UNESCO sobre a Diversidade Cultural afirma que “…a diversidade cultural é, para o gênero humano, tão necessária como a diversidade biológica para a natureza. Nesse sentido, constitui patrimônio comum da humanidade e deve ser reconhecida e consolidada em beneficio das gerações presentes e futuras.” O respeito à diversidade cultural é um pilar essencial para que a humanidade possa construir uma cultura de paz e garantir um mundo melhor para todos. Este livro se propõe a discutir as relações entre diferentes culturas, sobretudo quando existe a interferência de outros fatores que tornam difícil a convivência entre elas. O livro aborda ainda a questão dos movimentos migratórios, assunto sobre o qual a UNESCO também se debruça, sobretudo no sentido de garantir os direitos das populações que migram, especialmente os direitos humanos fundamentais. Os sistemas educativo-formativos estariam, hoje, em condições de desconstruir mecanismos etnocêntricos para construir um “homem com dimensão transcultural?” Estariam tais sistemas aptos a formar um homem com capacidade de dialogar com a diversidade, respeitoso dos valores da alteridade? Estamos seguros que a leitura deste livro contribuirá para trazer luz a questões fundamentais do nosso tempo.
7. CALIMAN, G. (Org.). Violências e Direitos Humanos: Espaços da Educação. Brasília: Liber Livro, 2013, 200 p. [ISBN 978-85-7963-092-7]
Uma contribuição conjunta de uma dezena de pesquisadores com a coordenação do Prof. Geraldo Caliman, Coordenador da Cátedra UNESCO de Juventude Educação e Sociedade: do Brasil (Candido Gomes, Carlos Angelo de Meneses Sousa, Célio da Cunha, Geraldo Caliman, Leila Bijos, da Universidade Católica de Brasília), da Alemanha (Bernd Fichtner, Maria Benites da Universidade de Siegen) e do México (Maria Teresa Prieto Quezada e José Claudio Carrillo Navarro da Universidade de Guadalajara). Vários dos coautores são doutorandos da UCB (Denise Lima, Diogo Acioli, Ivar Vasconcelos, Loni Manica, Olmira Dassoler): eles apresentam, junto aos seus orientadores, as suas pesquisas relacionadas ao tema, e reforçam a participação dos doutorandos nos projetos da Cátedra e a Cátedra como escola de pesquisa na área de ciências humanas.
O livro foi publicado pela UNESCO-Liber Livro. Sob análise em “Violências e Direitos Humanos: Espaços da Educação” se encontram duas áreas conceituais: a questão do mal-estar social dos jovens que se manifesta em expressões de violência; e o lugar da educação entendido aqui como espaços de prevenção seja em ambientes escolares que em não-escolares. No centro do objeto de pesquisa não se situa tanto o “problema” da violência. Entendemos as manifestações de violência como sintomas de um mal estar que subsiste na sociedade. Sociedades violentas colhem os frutos de uma cultura de violência subjacente às relações sociais que nela intercorrem. Se existem problemas, estes seriam encontrados nas estruturas e nas culturas violentas que se reproduzem dentro das relações que se têm desenvolvido na sociedade. Neste sentido as drogas e as violências são considerados aqui expressões de um mal-estar, uma maneira de exprimir, de dizer que direitos fundamentais estão sendo negados no itinerário de quem deles precisa para responder aos desafios que a sociedade mesma impõe à infância e à juventude.
6. CALIMAN, G. Paradigmas da exclusão social. Brasilia: Universa, UNESCO, 2008. 368 p. (ISBN 978-85-60485-18-5).
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O livro Paradigmas da Exclusão Social é um manual de Sociologia do Comportamento. Repassa as diferentes correntes que, ao longo dos últimos 3 séculos interpretaram o comportamento, a delinquência, a transgressão. Essas correntes são aqui denominadas paradigmas, pois representam verdadeiras escolas sociológicas em seu tempo: o paradigma utilitarista do século 18, por exemplo, acentua a pena e a certeza da pena como estratégias preventivas e critica a impunidade como matriz geradora de violência e delinquência.
O paradigma positivista, por sua vez, considera o delinquente como “criminoso, homem selvagem e ao mesmo tempo doente” (LOMBROSO, 2001), cujos traços de caráter e comportamento demonstram, entre outras características, o uso de tatuagem, sensibilidade menor à dor, grande acuidade visual, o mancinismo, o caráter atávico, a grande insensibilidade moral e afetiva, as paixões (álcool, jogo, libido, vaidade) etc. O paradigma social, através da “Escola de Chicago” afirma que a ocorrência de processos de marginalização são mais frequentes nas áreas geográficas caracterizadas pela desorganização urbana e social (favelas, áreas urbanas degradadas etc). O paradigma interacionista entende a delinquência como produtos da construção social, que nascem dentro de um processo interativo no qual tomam parte quatro elementos: o sujeito que comete a transgressão, a norma que a sanciona, a reação social e o controle social. E assim por diante são estudados também os paradigmas funcionalista, fatorialista (risco social), e o paradigma da exclusão social.
O livro é voltado para profissionais que atuam na área social, particularmente educadores sociais, psicólogos, assistentes sociais etc.
5. CALIMAN, G. Desvio social e delinquência juvenil: teorias e fundamentos da exclusão social. 1. ed. Brasília: Universa, 2006. v. 1. 344 p. [ISBN 85-86591-84-x]
Teorias sociológicas interpretativas do Desvio Social ao longo da Historia dos últimos séculos.
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4 CALIMAN, G. ; PIERONI, V. Lavoro non solo. Lavoratori tossicodipendenti: modelli sperimentali d’intervento. Milano: Franco Angeli, 2001. 243 p. [Em lingua italiana]
Pesquisa financiada pelo Ministerio do Trabalho e Previdência Social italiano que serviu para obtenção do pós-doutoramento. O cenário da toxicodependencia está mudando radicalmente: com a expansão do mercado das substâncias psicoativas (ecstasy, cocaína e semelhantes…) mudaram contratualmente as tipologias dos consumidores, as modalidades de consumo (caracterizado pelo poli-consumo) e os danos que o policonsumo provoca a nível psicofisico. O principal “culpado” é individuado na fragmentada personalidade dos consumidores, sedentos de qualquer substancia em condições de produzir estados de ânimo, misturas explosivas que representam um “impulso” para o vazio existencial sem projetualidade e para culturas alérgicas à vida quotidiana e à vida real. O fenômeno permanece submerso e dificilmente captado pelos dados estatísticos oficiais; o consumo de drogas convive pacificamente com os “normais” estilos de vida de faixas de idade e categorias sociais as mais variadas. O que não parece mudar, no entanto, é o sistema preventivo para a toxicodependência. O processo de recuperação é ainda enfrentado com tradicionais programas terapêuticos longos, os quais, se por um lado conservam sua eficácia nos conteúdos e nos valores, por outro lado requerem renovação urgente nos métodos e nas estratégias de intervenção. O volume pretende dar respostas à necessidade de intervenções alternativas aos programas tradicionais. Emergem de uma pesquisa-ação desenvolvida em 18 Comunidades Terapêuticas da Federação Italiana de Comunidades Terapêuticas, em colaboração com o Instituto de Sociologia da Universidade Pontificia Salesiana de Roma.
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3. CALIMAN, G. Desafios riscos desvios. Brasília: Universa, 1998. v. 1. 300 p. [ISBN 85-86591-05-x]
O prof. Roberto da Silva, expoente da Pedagogia Social no Brasil, professor livre docente da USP, organizador do livro “Pedagogia Social” (São Paulo: Expressão e Arte, 2009) afirma que:
“a produção acadêmica brasileira mais específica sobre o tema (da Pedagogia Social) tem inicio com o livro Desafios, Riscos e Desvios (1998), de Geraldo Caliman, pedagogo brasileiro que concluiu mestrado em 1990 e Doutorado em 1995 em Pedagogia Social na Università Pontificia Salesiana, em Roma, e depois coordenou este mesmo curso.
Conteúdo: A descrição e a interpretação das necessidades Humanas e do desvio comportamental partem aqui da categoria interpretativa do risco social: necessidades permanentemente frustradas tendem a provocar reações irracionais, marginalizastes e delinquenciais. Mas, tal tendência poderia ser modificada se os jovens que sofrem condições de privação de suas necessidades encontrassem a mão amiga das instituições educativas?
2. CALIMAN, G. Normalità devianza lavoro. Giovani a Belo Horizonte. 1. ed. Roma: LAS, 1997. v. 1. 470 p. [Baixar em PDF lingua italiana – 100 Mb]
Pesquisa tese de Doutoramento e publicada em italiano na Editora da Università Pontificia Salesiana de Roma.
O autor analisa a situação de adolescentes pobres que integram as instituições socioeducativas voltadas à educação profissionalizante no/pelo trabalho. Eles buscam, alem de uma ajuda para a sobrevivência imediata, uma via alternativa de qualificação profissional para se integrarem ao mercado de trabalho. Para melhorar sua formação cultural frequentam a escola pública noturna. Uma outra amostragem é formada por jovens da classe média e alta: eles frequentam as melhores escolas no período diurno e dispõem de todo o tempo possível par a própria formação escolar. Foram entrevistados 1400 adolescentes, entre trabalhadores pobres; e estudantes da classe média. [Baixar em PDF lingua italiana – 100 Mb]
1. CALIMAN, G. . Giovani lavoratori: povertà e rischio di devianza: indagine sui bisogni dei giovani lavoratori appartenenti alle cooperative di lavoro minorile a Belo Horizonte, Brasile. Estratto della Tesi Dottorale.. Roma: Università Pontificia Salesiana, 1995. 141 p.Capítulos de livros publicados





















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