Ciências Humanas e Sociais é tema de debate internacional


Mesa-2Pesquisadores do Brasil, México e Alemanha participaram do seminário “Ciências Humanas e Sociais… Por quê?”, realizado no Câmpus II, da Universidade Católica de Brasília. Entre eles: Em pé da esquerda: Prof. Dr. Miroslav Milovic (UnB); Prof. Dr. Emil Sobottka (PUC-RS); Profa. Dra. Claudia Linhares Sanz (UnB); Prof. Dr. Frederico Feitoza (UCB); Prof. Dr. Hans Joachin Eickhoff (FU-Berlin, Alemanha); Profa. Dra. Felicia Vasquez Bravo (UAQ-Mexico);  Prof. Dr. Christoph Wulf (FU-Berlin, Alemanha); Profa. Dra. Birgit Althans (Leupana Universitat Luneburg, Alemanha); Prof. Dr. Bernd Fichtner (Universitat Siegen, Alemanha); Prof. Dr. Geraldo Caliman (UCB -Coordenador); Profa. Dra. Wivian Weller (UnB Coordenadora); Prof. MSc. José Ivaldo de Araujo Lucena (UCB). Abaixados a partir da esquerda para a direita:Prof. Dr. Estêvão Chaves de Rezende Martins (UnB); Profa. Dra. Sinara Pollon Zardo (UCB); Jailton Lopes Vicente (UnB); Cátia Piccolo Vieira Davecchi (UnB), Cilene Vilarins Cardoso da Silva (UnB); Ana Carla Nascimento de Oliveira (UnB); Profa. Dra. Vanildes Gonçalves da Silva (UCB).

A Universidade Católica de Brasília (UCB), por meio da Escola de Educação e Humanidades, do Programa de Pós-graduação em Comunicação e da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade; junto a Universidade de Brasília (UnB), realizou no dia 10 de setembro, o seminário internacional “Ciências Humanas e Sociais… Por quê?”. O evento aconteceu no auditório do Campus II da UCB, com parceria da Freie Universitat Berlin e a presença de pesquisadores do Brasil, México e Alemanha.

De acordo com o coordenador do Programa de Pós-graduação em Educação da UCB, Prof. Dr. Luiz Síveres, é muito importante debater temas relevantes entre pesquisadores de diferentes países. “Não só no Brasil, mas em todo o mundo, o incentivo às ciências exatas e os avanços tecnológicos prevalecem. Mas o vazio existencial e os problemas que a humanidade encara diariamente não se resolvem apenas com tecnologia, e sim, com educação, valores e propostas diferenciadas, que são aspectos desenvolvidos pelas ciências humanas e sociais”, explica.

“É sempre um prazer estar aqui no Brasil e me sinto muito honrado em estar pela primeira vez na Universidade Católica. Nós pesquisadores precisamos nos unir, como estamos fazendo hoje nesse evento, para debater e fazer reacender a importância das ciências humanas e sociais, para colaborarmos com o desenvolvimento e solução dos problemas humanitários no mundo. O aprimoramento da sociedade não está ligado ao avanço tecnológico, depende muito mais de solucionarmos os problemas sociais que a nossa humanidade enfrenta”, destaca o vice-presidente da Comissão Alemã para a UNESCO, Prof. Dr. Christoph Wulf.

Para o coordenador da Cátedra UNESCO Juventude, Educação e Sociedade da UCB, Prof. Dr. Geraldo Caliman, “temos que mostrar para a sociedade que o mundo das artes, literatura, música, educação, direitos humanos, devem ser aprofundados, principalmente no Brasil. Pois a matriz do desenvolvimento de uma nação e, até mesmo das tecnologias, está no seu pensamento, nas matrizes teóricas e na formação humana”. O professor do curso de Comunicação da UCB, Prof. Dr. Frederico Feitoza, ainda complementa, que “o pensamento filosófico tem sido deixado de lado e, por isso, o debate sobre esse tema é de extrema importância para um progresso mais eficaz da nossa sociedade”.

A mestranda do Programa de Pós-graduação em Educação da UCB, Lilian Mendonça, buscou no evento uma compreensão mais ampla do que são as ciências sociais hoje. “O interessante nesse seminário, sobretudo em relação a essa internacionalização do conhecimento e do pensamento, é porque a discussão envolve o mundo, não é uma questão Brasil. Acho que as ciências sociais, como um todo, abrange o mundo e discutir temas sociais envolve o rompimento de barreiras, de fronteiras. E é isso que esse debate fez ao congregar pesquisadores de diferentes países e áreas para um debate pela humanidade”.

Seminário Internacional “Ciências Humanas e Sociais: por que?”


SeminarioHumanitas10 e 11 de Setembro. Organizado pela Universidade Católica de Brasília (Cátedra UNESCO-UCB; Programas de Educação e de Comunicação); Universidade de Brasília e Freie Universitat Berlin. Não só no Brasil, mas tambem em muitos países europeus, a relevância das Humanidades e das Ciências Sociais no desenvolvimento da sociedade civil não é reconhecida com a devida importância. Uma das razões para isso parece estar relacionada à baixa consciência do papel que artes e humanidades desempenham na sociedade, tanto por parte das instituições como da população como um todo.

Uma tarefa importante das ciências humanas e sociais é fazer com que os resultados da investigação científica e tecnológica se tornem socialmente relevantes. Diversos estudos têm demonstrado que, até certo ponto, a pesquisa no campo das ciências tecnológicas e de inovação dependem das humanidades e das ciências sociais para elucidar seus conceitos. As ciências humanas e sociais tambem analisam problemas que são relevantes para os indivíduos, para as comunidades e para a sociedade como um todo. Conhecimentos adquiridos nas ciências humanas e sociais contribuem para uma maior abertura e flexibilidade das relações entre diferentes grupos sociais. Esses conhecimentos promovem a compreensão entre os membros de uma sociedade e dão sustentabilidade aos processos de formação de consenso e de desenvolvimento de coerência social.

Essas são algumas teses que serão discutidas neste Seminário.

“Sociologia e Drogadição”, nova Publicação


SociologiaDroga014Novo livro Sociologia e Drogadição de autoria de G. Caliman e V. Pieroni. Como afirma o sociólogo BAUMAN, na sociedade de hoje as pessoas passam a valer pelo que consomem. E muitos jovens consomem estados de ânimo para enfrentar a sufocante condição na qual são impelidos ao viver nessa sociedade do consumo: como consumidores e como tal como geradores de capital e renda. Nessa sociedade é fácil adquirir a bom preço “estados de ânimo”, nas prateleiras das esquinas…

O livro aborda assuntos como: Quadro teórico que interpreta as dependências; Conceitos de transgressão, de dependência e toxicodependências; O mundo das drogas e as drogas no mundo mostrando uma tipologia e suas modalidades de assunção; Adolescência: um período a risco? O controle social sobre a toxicodependência; Melhor prevenir que remediar… Enfim, 125 páginas bem densas abordando essa questão. Foi publicado para a  Universidade Aberta do Brasil (UAB), dentro de um projeto da Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO), em que participo com bolsa da CAPES de professor pesquisador.

De modo particular duas áreas conceituais estão sob análise nestas páginas: a questão do mal-estar social dos jovens que se manifesta em expressões às vezes de violência e às vezes de consumo de drogas; e o lugar da educação, entendido aqui como espaço de prevenção seja em ambientes escolares que não-escolares. No centro do objeto de pesquisa não se situa tanto o “problema das drogas”, ou “os jovens como problema”. Entendemos as manifestações de dependência de substâncias como sintomas de um mal-estar que subsiste na sociedade de hoje. Sociedades cujos filhos se drogam colhem os frutos de uma cultura subjacente às relações sociais que nela intercorrem. Se existem problemas, estes seriam encontrados nas estruturas e nas culturas violentas que se reproduzem dentro das relações que se têm desenvolvido na sociedade. Neste sentido as drogas, como também outros sintomas como as violências, são considerados aqui expressões de um mal-estar. E os jovens encontram nas drogas sua maneira de exprimir, de dizer que direitos fundamentais estão sendo negados no itinerário de quem deles precisa para responder aos desafios que a sociedade mesma impõe à infância e à adolescência.

G. Caliman faz Conferência de Abertura do V Congresso Internacional de Pedagogia Social


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Programa do V Congresso Internacional de Pedagogia Social

Programação V Congresso Internacional de Pedagogia Social

De 1 a 3 de setembro se desenvolve na Universidade Federal do Espirito Santo (UFES)  e Instituto Federal do ES (IFES) o V Congresso Internacional de Pedagogia Social onde proferi a Conferência de Abertura. Estão sendo apresentados 130 trabalhos de pesquisa de mestrandos e doutorandos de inúmeras universidades brasileiras. Segue em anexo informações sobre a programação como também algum release. O Congresso Internacional de Pedagogia Social & Simpósio de Pós-Graduação, em sua quinta edição, é um evento dedicado a discutir de maneira ampla a regulamentação da Educação Social como profissão no Brasil, a formação deste profissional e as áreas de atuação que entendem a Pedagogia Social como a Teoria Geral da Educação Social. Em face da opção política do atual governo de fazer do “Brasil, pátria educadora”, o V CIPS tem como lema questionar o lugar que deve ocupar “A Educação Popular, Social e Comunitária nas Políticas Públicas no Brasil” em um momento em que se discute o Sistema Nacional de Educação, o Plano Nacional de Educação, a Reforma do Ensino Médio, a destinação dos recursos do Pré-Sal à Educação, a redução da maioridade penal da adolescência e a violência contra a juventude pobre e negra das periferias, dentre tantos outros temas. No Simpósio de Pós-Graduação serão apresentadas pesquisas de mestrado, doutorado e pós-doutorado que investigam as demandas da sociedade relacionadas à cultura, ao lazer, ao suprimento de necessidades básicas, ao atendimento a populações em situação de vulnerabilidade e risco, ao trabalho, à formação continuada, à sustentabilidade, aos direitos humanos, dentre tantas outras. A partir das relações entre as experiências internacionais e as práticas educativas populares, sociais e comunitárias realizadas no Brasil. Espera-se que a realização desse congresso possa trazer uma importante contribuição para a educação brasileira, em suas dimensões econômicas, políticas, sociais e culturais que se efetivam em espaços sociais diversificados, para além da escola e da sala de aula. Como um corpo de conhecimentos que serve como teoria geral para as práticas de Educação social, popular e comunitária no Brasil e como disciplina científica ao mesmo tempo, a Pedagogia Social conta com tradições próprias de pensamento na Europa e em certa medida na América Latina. Ainda assim, o que no Brasil entendemos como Teoria Geral da Educação Social será problematizada enquanto teoria dos conflitos sociais, os quais marcam as instituições e os sujeitos, notadamente em espaços não escolares. Decorre daí a nosso ver, a importância de um congresso internacional, que com um amplo leque de atividades, ajude a fortalecer o debate teórico, as práticas humanas e a profissionalização na área.

Novo livro da Coleção da Cátedra UNESCO/UCB A Formação Psicossocial do Professor


Professor

A formação psicossocial do professor

Uma nova publicação da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, o livro “A Formação Psicossocial do Professor: As Representações Sociais no Contexto Educacional”, organizado por Afonso Galvão e Luiz Síveres, que reuniram nada menos que 25 autores em torno de um tema. A forma descontextualizada de analisar o desempenho docente, alem de fornecer uma avaliação parcial do campo educacional, cria altas expectativas da ação do professor e a sua consequente responsabilização e frustração, tornando-se um obstáculo ao compromisso com a docência responsável. As possibilidades de compreender a boa atuação do professor exige rejeitar uma visão estática que separa o sujeito de sua prática e o concebe isolado de seu contexto. Demanda um esforço maior de compreendê-lo e supõe procurar descrever o desempenho docente na interseção de noções de origem socioantropológicas, históricas e psicológicas. Este livro apresenta parte dos resultados de uma investigação ampla sobre a formação psicossocial do professor. Lançando mão de marcos teóricos diversos, mas integrados em uma abordagem psicossocial, objetiva contribuir para avançar o nosso conhecimento sobre os processos que concorrem para a formação da docência na educação básica. Assim, exploram-se questões relacionadas à identidade docente, aos saberes envolvidos nessa profissão, às expectativas em relação ao futuro profissional do estudante universitário e à intersecção com as próprias representações dos professores desses estudantes acerca do tipo de formação que lhes é proposto e o que é veiculado pelo currículo. Analisa-se ainda como o desempenho dos alunos no curso se relaciona com aspectos psicossociais.

“Educação Superior” novo livro da Coleção da Cátedra UNESCO/UCB


GUIMARÃES-IOSIF, Ranilce; ZARDO, Sinara Pollom; SANTOS, Aline Veiga dos. Educação superior: conjunturas, políticas e perspectivas. Brasília: Liber Livro & UNESCO-UCB, 2015.

ImagemO novo volume da coleção Juventude, Educação e Sociedade da Cátedra UNESCO-UCB. Chama-se “Educação superior: conjunturas, políticas e perspectivas”. Trata-se de uma coletânea de textos oriundos de pesquisas e reflexões de docentes, discentes e pesquisadores da área da educação. As produções científicas apresentadas contemplam temas relativos à internacionalização da educação superior, à pós-graduação em direitos humanos e sua perspectiva interdisciplinar, às políticas de democratização do acesso e de avaliação da graduação e da pós-graduação brasileira e à docência universitária. Na obra estão representadas as seguintes instituições: Universidade Católica de Brasília (UCB), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Estadual de Goiás (UEG), Instituto Federal de Brasília (IFB), União Marista do Brasil, University of Alberta (Canadá) e Universität Duisburg-Essen (Alemanha). A publicação está vinculada ao grupo de pesquisa do CNPq, “Educação superior: políticas, governança e cidadania”, coordenado pelas professoras Dra. Ranilce Guimarães-Iosif e Sinara Pollom Zardo no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Católica de Brasília (UCB). A expectativa é de que as pesquisas apresentadas subsidiem debates, estudos e novas investigações na área da educação superior.

“É preciso conturbar a educação superior, sacudir, atropelar, para que, assumindo devido desconfiômetro, passe a autorrenovar-se, seguindo a própria dinâmica do conhecimento rebelde. O que move a educação superior é a rebeldia da pesquisa, não aula, prova, reprodução, xerox. Vamos saudar gente como essas três acadêmicas que pretendem importunar a educação superior”. (Pedro Demo – Prefácio da obra).

“Violência e Escola” a mais recente publicação da Cátedra UNESCO-UCB


Violencia e Escola De Thais Paulo e Sandra Francesca Conte de Almeida, esta ultima leitora da Cátedra UNESCO da UCB, o livro apresenta uma discussão sobre a complexa relação existente entre violência e adolescência nas instituições educacionais, possibilitando-nos acompanhar o desenrolar de uma cena, que se inicia em uma escola pública paralisada por situações de violências e fixada nos significantes de que seria “impossível fazer diferente”. Momentos em que é visível a sensação de impotência dos docentes, que comparece sob a forma de um apelo desolado ao Outro: “A gente se sente muito só, as pessoas vêm aqui com suas propostas e vão embora, e no dia a dia somos nós que temos que dar conta”. As autoras demonstram, então, como a cena pode ser reconfigurada por meio dos dispositivos de escuta clínica e de análise das práticas profissionais com grupos de professores. A aposta das autoras é clara: somente professores escutados como sujeitos podem abrir-se à alteridade e escutar e ver seus alunos também nessa posição. Assim, atestam ser possível sustentar o discurso do analista do “extra muros” da clínica, para além da prática tradicional do consultório. Trata-se de uma psicanálise aplicada, que exige algumas torções da técnica, mas que, em nenhum momento, distancia-se da renúncia quanto à armação imaginária para operar o ato analítico, de forma a provocar trabalho com os significantes, até que os professores possam prescindir da idealização, confrontar-se com os limites impostos pela realidade da castração e, a partir dessa operação psíquica, adquirir potência para produzir algo novo e significativo em suas práticas profissionais. (Da apresentação da Profa. Dra. Viviane Legnani). PAULO, Thais Sarmanho; ALMEIDA, Sandra Francesca Conte de. Violência e Escola: Escuta de Professores e Análise das Práticas Profissionais, de Orientação Psicanalítica. Brasília: Liber Livro & Cátedra UNESCO-UCB, 2015

Artigo na Revista Iberoamericana de Educação: Separar para incluir?


MANICA-CALIMAN-Separar para incluir? Revista Iberoamericana Artigo de Loni MANICAe Geraldo CALIMAN sobre a inclusão na Educação Profissional: os pesquisadores se perguntam e os docentes, discentes e gestores respondem: Separar ou incluir? No Brasil, as possibilidades e os limites da inclusão de alunos com deficiência (PcD) em classes regulares é um tema que divide opiniões. De um lado, há os que defendem que é possível incluir, todos os estudantes em salas regulares, não importando o tipo de deficiência. De outro, existem aqueles que defendem que, em alguns casos, é melhor para a PcD estudar em uma classe ou escola especial. A reflexão proposta pautará sobre resultados de uma pesquisa inédita de doutorado em educação que trata sobre o tema. Os próprios alunos com deficiência revelam que nem sempre se sentem incluídos em turmas regulares. Qual será a saída?Turmas especiais pode ser uma solução necessária para incluir o excluído? Veja o artigo em PDF. (Publicado em Revista Iberoamericana de Educação,  v. 9, n. 3 (2014)

V CONGRESSO INTERNACIONAL DE PEDAGOGIA SOCIAL E SIMPÓSIO DE PÓS-GRADUAÇÃO


159 O V Congresso Internacional de Pedagogia Social ocorrerá na Universidade Federal do Espírito Santo, no campus de Goiabeiras, em Vitória, em parceria com o Instituto Federal do Espírito Santo – representado pela reitoria e pelos campi Guarapari, Linhares e Vitória – e com a Universidade Estácio de Sá de Vitória e Vila Velha. As atividades do evento estarão concentradas na UFES, local em que estão programadas conferências, mesas-redondas, mesas temáticas, Comunicaações Orais no Simpósio de Pós-graduação, oficinas, visitas sociais, além de atividades culturais. Trata-se de evento com estimativa de 700 a 1000 inscritos, com convidados da América Latina, Ásia, África, América do Norte e Europa, que se propõe a aprofundar a reflexão teórica, a investigação das práticas no campo das profissões sociais, bem como contribuir para o aumento da produção de conhecimento na área.

Veja o Programa: Programa V CIPS – 25.4.2015

Em Veneza Seminário sobre Direitos Humanos em parceria com a Cátedra UNESCO-UCB


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Aconteceu em Veneza, dia 18 de abril, o “Convegno Annuale Human Rights”. Uma parceria entre a Cátedra UNESCO da UCB, o Centro Universitário Salesiano de Veneza (IUSVE) e o Centro de Ensino Superior Don Bosco de Madrid. O tema foi a apresentação da pesquisa em rede realizada pela Cátedra em parceria com as duas Universidades, com o título “Percepção dos Direitos Humanos e Educação em Grupos Sociais Específicos”, uma extensão da pesquisa realizada em rede pela Cátedra UNESCO da UCB associada a sete universidades nacionais e internacionais. Nas palavras do Prof. Sabino de Juán, de Madrid:  “El día 18 de abril se celebró en el Istituto Universitario de Venezia (IUSVE),  Centro Universitario Salesiano con campus en Venezia-Mestre y Verona, el V CONVEGNO ANNUALE, y en el que participó el CES Don Bosco – Madrid, igualmente centro universitario salesiano FMA-SDB, en Madrid. El tema objeto de estudio era EDUCAZIONE AI DIRITTI UMANI E ALLA GIUSTIZIA NELLA “SOCIETÀ LIQUIDA”. Una parte del programa del evento lo constituyó la presentación de los resultados de la investigación que, en torno al tema “Percepción de la Justicia y Derechos Humanos en los grupos específicos” (en este caso, en estudiantes del IUSVE y del CES Don Bosco), han venido realizando, desde el curso 2013.2014, y en colaboración con la Universidad Católica de Brasilia y de su Cátedra Unesco “Juventud y Sociedad”, ambas instituciones. La investigación fue llevada a cabo, de forma paralela y conjunta, por un equipo multidisciplinar de seis investigadores de cada institución, coordinados por los Prof. Dres. Sr. Arduino Salatín (preside del IUSVE) y Sr. Sabino de Juan López, profesor del CES. La presentación de los resultados fue una ocasión para reflexionar conjuntamente sobre cómo se educa y se sensibiliza a los jóvenes en los Derechos humanos en la Universidad, para el ejercicio de una ciudadanía activa y responsable”.

Mesa redonda formação profissional de pessoas com deficiência


SeminarioPessoasDefMesa redonda reuniu pesquisadores na área de educação e inclusão para abordar a importância da formação profissional de pessoas com deficiência.

A Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da Universidade Católica de Brasília (UCB), com o apoio do Programa de Pós-graduação em Educação da UCB, do curso de Pedagogia e do Serviço de Orientação Inclusiva (SOI), realizou no dia 9 de abril, às 19h30, no Câmpus I, no Auditório do Bloco G, a mesa redonda “Educação de Pessoas com Deficiência” para discutir os desafios e oportunidades para a área de inclusão. No evento, foi tratada a temática central do livro “Formação Profissional de Pessoas com Deficiência: um novo jeito de ser docente”, lançado no final de 2014, pela pesquisadora em Educação, Loni Manica, em parceria com o coordenador da Cátedra UNESCO da UCB, Prof. Dr. Geraldo Caliman.

Fruto de quatro anos de pesquisa em todo o país, a publicação abordou questões como, paciência, metodologia e tempo diferenciados, além de superação do preconceito pelo professor e capacidade de assumir que é possível haver uma aprendizagem mediada, pois o estudante com deficiência pode contribuir para a melhoria da dinâmica da aula. Segundo a assessora parlamentar em inclusão e diversidade Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, Loni Elisete Manica, doutora em Educação, “O professor precisa entender que é preciso dialogar com o estudante e entender que ele é indivíduo na sala de aula, pois o limite está apenas na nossa mente”.

O professor Geraldo Caliman explicou que a Cátedra atua em pesquisas na área dos direitos humanos e de grupos específicos, como o caso das pessoas com deficiência. O evento, voltado aos estudantes da área de Pedagogia, Educação e Libras (Língua Brasileira de Sinais), tem o objetivo de ampliar a pesquisa sobre direitos humanos e justiça. “Depois de tantos anos longe da primeira e da segunda guerra mundiais, nossa sociedade não conheceu de perto certos problemas de desrespeito aos direitos humanos. Por isso, é possível que as pessoas esqueçam que é preciso lutar e respeitar as diversidades sociais, sobretudo, em pessoas que têm deficiência. A deficiência não é uma excepcionalidade aqui, mas deve ser uma normalidade dentro da sociedade”, ressaltou.

Mesa-redonda

Durante o debate, a Prof. Dr. Sinara Pollom Zardo, doutora em educação e professora do programa de Pós-graduação em Educação da UCB, defendeu o reconhecimento e a valorização da inclusão. Para ela, “antes, a deficiência era incapacidade e exclusão e, hoje, é valorizada como condição humana que dá acesso aos diretos humanos”. Sinara Zardo abordou três eixos de discussão: diferença na concepção da deficiência e de pessoas com deficiência, orientações para a organização da educação especial na perspectiva da educação inclusiva nos sistemas de ensino e os desafios para a garantia do direito à educação para pessoas com deficiência. Segundo ela, de acordo com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência ratificada no Brasil como Emenda Constitucional, o termo identifica “pessoas com impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial”.

Loni Monica contou a história de superação do irmão que possui deficiência intelectual, fato que a motivou a atuar com temas ligados à inclusão. “Apoiei a criação de uma lei que obrigava a capacitação profissional e inclusão no mercado de trabalho de pessoas com deficiência. A formação do ser humano começa na família, por meio do processo de humanização em que valores éticos e morais têm continuidade no trabalho da escola. O trabalho é crucial para garantir a cidadania e o sentimento de pertencimento ao grupo para a construção de uma identidade social, de reconhecimento de suas capacidades”, disse.

Ela explicou ainda que educação inclusiva significa assegurar a todos os estudantes, a igualdade de oportunidades, sem exceção. Então, três grandes fases marcam a trajetória das Pessoas Com Deficiência (PCD): exclusão total, integração, quando a PCD se prepara para ser inserida em uma sociedade não preparada para recebê-la, e inclusão, quando a sociedade se prepara para receber a PCD.

A mestra em Educação, especialista em Libras e Educação Inclusiva e professora de Libras da UCB, Valícia Ferreira Gomes, falou sobre as estratégias de inclusão para estudantes surdos nas universidades do DF e na educação superior. “Percebemos uma crescente da procura de estudantes surdos na educação infantil, básica ou ensino médio, o que possibilita a inclusão do surdo no ensino superior. A deficiência do surdo é de comunicação. Nesse mês comemoramos 10 anos de reconhecimento e regulamentação da Libras. Somente na UCB, temos oito estudantes surdos e dois professores, ou seja, isso faz parte desses processo de inclusão, pois 5% da população possui essa deficiência e é preciso incluí-las na sociedade”, defendeu.

Congresso Internacional em Roma, Itália


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Prof. Dr. Sabino de Juán, Reitor do Centro Universitário Salesiano de Madrid, parceiro da Cátedra; e prof. Caliman

O Coordenador da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, Prof. Dr. Geraldo Caliman, participou, em Roma, nos dias 19 a 21, do “Congresso Internacional de Pedagogia Salesiana”. O Congresso reuniu experiências e sínteses de educadores de todo o mundo onde atuam inspirados na Pedagogia do Educador do século XIX, Dom Bosco. A pedagogia de Dom Bosco está contextualizada entre as tendências pedagógicas humanistas do sec. 19 e 20 (Montessori, Dom Bosco, Dewey, Freire …) e ressalta algumas dimensões básicas da educação social e tem seus correspondentes nas tendências atuais da Educação enunciadas nos pilares da educação da UNESCO:  1. Dimensão afetiva [Conviver]; dimensão racional [Conhecer]; dimensão tecnológica [Fazer]; e dimensão Existencial [Ser].

Reunião de Observatórios de Juventude


???????????????????????????????O Grupo de Coordenadores de Observatórios de Juventude das Instituições Universitárias Salesianas das Américas se reuniu em Porto Alegre para planejamento e definição de linhas de pesquisas comuns, projeto conjunto de pesquisa, organizar-se em rede, programar seminários e publicações conjuntas. Presentes à reunião o Prof. Dr. Mario Sandoval, da Universidade Católica Silva Henriques (Chile); Prof. Dr. Daniel Llanos (Universidad Politecnica Salesiana – Ecuador); Profa. Dra Sonia Koehler (Observatorio de Violências nas Escolas do UNISAL, SP); Profa. Cristiane de Oliveira Pereira (da Faculdade Dom Bosco de Porto Alegre); Prof. Dr. Geraldo Caliman (Catedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade – UCB, Brasilia). Na Coordenação: Prof. Marcos Sandrini, Diretor da Faculdade Salesiana de Porto Alegre RS.

Artigo: Educação em Direitos Humanos


62Educação em direitos humanos: para lá da informação (p. 83-100)
Ivar César Oliveira de Vasconcelos, Geraldo Caliman. In: Revista de Ciências da Educação, v. 16, n. 31, 2014, p. 83-100. Baixar Artigo em PDF

Nos tempos atuais, a educação segue acolhendo crianças, adolescentes e jovens frequentemente sujeitos ao adestramento com vistas à obtenção de bom desempenho em testes padronizados. Vigora o processo educacional que pouco articula aspectos informativos e formativos da educação. Indaga-se: os processos educacionais desenvolvidos na universidade formam ou informam? Investigou-se, por meio de uma abordagem qualitativo exploratória, com grupos focais, a percepção de jovens estudantes a respeito da educação desenvolvida na universidade, visando a compreender como concretizar, cada vez mais, a pedagogia dialógica (FREIRE, 2009, 2011) e, assim, contribuir com a educação para direitos humanos. Segundo declararam, o curso superior oferece acesso a uma vida melhor, não significando isto só ganhar dinheiro, mas também situar cada vez mais o indivíduo nas relações sociais. Percebem priorização de aspectos informativos, em detrimento dos formativos. Para eles, torna-se necessário superar os limites dos conceitos aprendidos, para o que as aulas deveriam ser mais dinâmicas e capazes de facilitar, junto aos estudantes, a vinculação entre teoria e prática, o que, inclusive, contribuiria para a maior compreensão de direitos humanos.

Artigo: Perfil Docente na Profissionalização de Alunos com Deficiência


60As Características, Habilidades e Competências exigidas para o Docente atuar na Educação Profissional com Alunos com algum tipo de Deficiência. Loni Manica – Geraldo Caliman, Boletim Técnico do SENAC, v. 40, n. 2, 2014.  Para baixar o artigo em PDF clique aqui.

O artigo revela características, habilidades e competências para o docente que na Educação Profissional tem alunos com deficiência, divididas em categorias as quais identificamos a partir dos entrevistados: paciência; crer nas potencialidades do aluno; metodologia diferenciada; qualificação profissional na área; aprendizagem mediada; avaliação diferenciada; diálogo; superação do preconceito; ousadia; humildade; prática relacionada com a cidadania; trabalho socioeducativo; e a transmissão de valores. Muitas dessas categorias são cabíveis a qualquer professor; contudo, o foco deste artigo está em evidenciar o desejo quanto ao novo jeito de ser docente na visão daqueles que fazem a prática pedagógica inclusiva no dia a dia das escolas profissionais. Foram pesquisados 48 docentes, 35 alunos com deficiência e 28 gestores, em 18 estados.