
Prof. Caliman e seus orientandos do Mestrado e Doutorado em Educação que apresentaram trabalhos no Congresso
Os Congressos Internacionais de Pedagogia Social são organizados conjuntamente por grupos de pesquisas sediados na USP, PUC/SP, Mackenzie e UNISAL em articulação com grupos sediados na UCB, Unicamp, UFPR, UFF, UFMS, UFPE, UFES/IFES e UEPG. O Simpósio de Pós-Graduação que tradicionalmente faz parte do CIPS é a parte que congrega pós-graduandos para apresentação de suas pesquisas de mestrado, doutorado e pós-doutorado na forma de Comunicação Oral. Foram apresentados os seguintes trabalhos de pesquisa: Neide Aparecida Ribeiro falou sobre o tema: Enfrentamento do cyberbullying nas escolas inspirado pelos princípios e metodologias da Pedagogia Social; Josimary Ribeiro: Prevenção ao uso de drogas em duas escolas no Distrito Federal: Percepções de gestores e professores. Paulo Roberto Corrêa Leão: Construindo subsídios para a promoção das tecnologias da informação e comunicação. Robson Montegomeri Ribeiro Lustoza: Juventude e educação sociopolítica: Perspectivas no ambiente universitário. Christina Pereira da Silva e Adriana Matos Rodrigues Pereira: O educador social e as competências pedagógicas para a práxis docente em contextos de socioeducação. O CIPS se consolidou como o principal espaço de reflexão, discussão e produção da área de Pedagogia Social na América Latina, para onde convergem a Educação Social, a Educação Popular e a Educação Comunitária, com cerca de 350 pesquisas comunicadas e publicadas nos seus Anais e na Coleção Pedagogia Social (Expressão & Arte Editora). Nesta 6ª edição aprofunda o tema sobre o papel da Pedagogia Social em constituir-se em uma resposta pedagógica à diversidade de ameaças, conflitos e disputas que ameaçam a sociabilidade humana em diversos contextos e partes do mundo. O VI CIPS tem 3 conferências magnas do Prof americano Daniel Schugurensky; do Prof da Espanha José Antonio Caride Gómez; e do Professor finlandês Jüha Hämäläinen. Tem 18 mesas temáticas, 18 oficinas/minicursos e 10 visitas sociais envolvendo cerca de 800 participantes com suporte e apoio de 230 colaboradores entre conferencistas, palestrantes, oficineiros e monitores. Algumas das atividades tem tradução em inglês, francês e espanhol e interpretação de Libras.

Ingrid Cristian de Menez apresentou sua pesquisa de Mestrado intitulada: Adolescentes de comunidades vulneráveis: a presença da efetiva inclusão educacional em suas vidas. Feita sob orientação do Prof. Ivar de Vasconcelos, membro desta Cátedra. Fizeram parte da banca o Coordenador da Cátedra UNESCO 812, Prof. Dr. Geraldo Caliman (UCB) e o Prof. Cândido Gomes da Costa (Universidade Portucalense – Porto).
A propósito da reportagem da Folha de São Paulo intitulada “No topo ES Alavanca o Ensino Médio” (10 de setembro). Louvável a perspectiva expressa pelo Secretário de Educação do Estado do ES: “O prédio é ruim, o professor ganha pouco. Esse discurso é velho. Claro que prédio bonito ajuda: mas parede não ensina. A essência da Escola é a relação aluno e professor”. (Haroldo Rocha – Secretário de Educação ES). Como também do Diretor do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino: “Os bons resultados são frutos do trabalho dos professores que fazem grande esforço, mesmo em condições complicadas” (Idelbrando Paranhos). Os depoimentos reforçam a importância da dimensão humanista na educação. Minha tese é a de que em condições adversas como as que encontramos, devemos muitas vezes fazer prevalecer as relações humanas sobre os processos e técnicas de ensino e aprendizagem voltadas pragmaticamente para o mercado e a produção. É o professor enquanto profissional e educador que motiva o aluno a aprender “mesmo em condições adversas”. 


Seminário Internacional – “As Cátedras UNESCO e os desafios do milênio para o alcance dos ODS” – 14 e 15 de agosto de 2018. O recente documento da UNESCO intitulado “Brilliant minds for sustainable solutions” (2017) aponta para a Agenda 2030 voltada ao Desenvolvimento Sustentável, a qual procura envolver a todos, em ações em benefício das pessoas, do planeta e da prosperidade. A agenda tem como objetivo fortalecer a paz universal e espera-se que seja implementada por todos em parceria colaborativa. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são o coração da Agenda 2030, e representam uma estrutura que abrange 16 áreas temáticas através de suas parcerias globais e meios de implementação. Cada Cátedra UNESCO foi convidada recentemente a identificar em seus objetivos quais deles se sintonizam com os ODS. Ao confrontar os objetivos de cada Cátedra com os ODS abrem-se perspectivas para novas ideias capazes de contribuir com os desafios que são colocados à educação neste milênio. Ao completar o seu decimo ano de inauguração, a Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da Universidade Católica de Brasília coloca-se nesta perspectiva, e convida outras cátedras para refletirem sobre o tema “As Cátedras UNESCO e os desafios do milênio para o alcance das ODS”. A perspectiva poderá partir dos desafios colocados pelos ODS aos objetivos de cada Cátedra.
O Co
ordenador da Cátedra UNESCO-de Juventude, Educação e Sociedade é membro da Assembleia do ChildFund Brasil. Nos dias 9 e 10 a Assembleia se reuniu na sede da Fundação Dom Cabral em Belo Horizonte, para decidir os rumos da ONG e eleger nova Diretoria. Desde 1966 no Brasil, o ChildFund Brasil é uma organização de desenvolvimento social que por meio de uma sólida experiência na elaboração e no monitoramento de programas e projetos sociais mobiliza pessoas para a transformação de vidas. Crianças, adolescentes, jovens, famílias e comunidades em situação de risco social são apoiadas para que possam exercer com plenitude o direito à cidadania. Sua missão é apoiar o desenvolvimento de crianças em situação de privação, exclusão e vulnerabilidade social, tornando-as capazes de realizar melhorias em suas vidas e dando a elas oportunidade de se tornarem jovens, adultos, pais e líderes que conferirão mudanças sustentáveis e positivas às comunidades.
[Noticia de 22/05/2018] – Convênio entre a Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade e a Universidade Portucalense prevê um curso de pós-doutoramento naquela universidade. Professor Geraldo Caliman convidado para a coordenação científica e docente de curso de pós-doutoramento na Universidade Portucalense. Ele fará parte da equipe de professores que dará aulas no Curso Internacional de Pós-Doutoramento em Educação e Sociedade. Trata-se de um Curso Internacional de Pós-Doutoramento em “Educação e Sociedade”, uma parceria da universidade portuguesa com a UCB e a Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, que é coordenada pelo professor. Além de ministrar uma disciplina naquela Universidade, Geraldo também será um dos coordenadores científicos do curso. Para o professor Geraldo, a UCB ganha uma chance de se aprimorar. “Farão o pós-doc cerca de 11 professores brasileiros. A oportunidade de lecionar para esses pós-doutorandos coloca a Universidade Católica de Brasília em uma linha de internacionalização que, com certeza, trará bons frutos”, afirma. O docente ministrará aulas de metodologias pedagógicas voltadas para a inclusão social. Professor da UCB há 13 anos, Geraldo Caliman é doutor em Educação pela Università Pontificia Salesiana de Roma onde lecionou por dez anos. Com isso, é especialista nas áreas de Educação, Sociologia da Educação e Pedagogia Social, estudando a fundo temas como sociologia do desvio, exclusão social e delinquência juvenil. Além de docente da UCB, também atuou como pró-reitor de pós-graduação e pesquisa na Universidade, com sua experiência em gestão de instituições socioeducativas.


A violência está impregnada na cultura, dentro do nosso modo de pensar e nos (des)valores nos quais acreditamos. No Rio Grande do Norte, Natal, dia 9 de março: Conferencia sobre “Prevenção da Violência” na condição de Coordenador e Titular da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da Universidade Católica de Brasília. Também Natal é uma cidade com sérios problemas no âmbito da violência, a segunda em homicídios de jovens no Brasil, e a 

Com seu método de alfabetização Paulo Freire não ensinava tanto a distribuir letras de modo a formar palavras. Ele ajudava as pessoas a lerem a realidade. Podemos chamar isso de tomada de consciência dos próprios riscos. Paulo Freire, embora não tenha se referido ou teorizado a respeito da pedagogia social, oferece a inspiração para muitas de suas metodologias. Uma delas refere-se à potencialidade da administração dos riscos por parte da comunidade educativa, voltada a promover a capacidade nas pessoas de administrar seus riscos e conseqüentemente reforçar sua resistência aos fatores de risco através de ações positivas (cidadania, voluntariado, educação…). Uma releitura de Paulo Freire a partir da Pedagogia Social nos permite perceber, por exemplo a riqueza de seu método de alfabetização e o quanto ele foi inspirador para nossas metodologias: quando Paulo Freire promovia a alfabetização certamente que seus objetivos não eram simplesmente fazer com que as pessoas conseguissem juntar letras e palavras, e pronuncia-las. Não era tanto uma questão de leitura de textos, mas de leitura do mundo e da realidade, provocada pela conscientização. E o objetivo era a transformação desse mesmo mundo considerado opressor e reprodutor das desigualdades e das dependências.
